Chocolate tem o maior imposto entre os alimentos

Adriana Aguilar      20/12/2011

Os chocólatras sentem o peso do vício na balança e no bolso. Atualmente, o chocolate é o item comestível com maior carga tributária no Brasil. Do preço pago por uma barrinha ou bombom de chocolate, 38,60% do valor corresponde a impostos.

“O chocolate, como item industrializado, tem a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e, na maioria dos outros alimentos, isso não ocorre”, diz o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike.

Para a composição do percentual total de imposto que incide sobre cada produto, o IBPT considera os tributos sobre o consumo – como ICMS, IPI, PIS e COFINS –, a tributação sobre a folha de salários (INSS, FGTS e Terceiros) e ainda a carga incidente sobre o lucro das empresas, como o IRPJ e a CSLL.

Outro produto, líder do ranking de incidência de imposto, é o cigarro. O percentual de 80,42% do preço do maço de cigarros corresponde à carga tributária. Segundo Olenike, a taxa mais pesada tem o objetivo de desestimular o consumo. Considerado um item supérfluo, o cigarro, causa malefícios à saúde. A maior tributação segue o Princípio da Seletividade que orienta o legislador a estabelecer alíquotas mais altas para esses itens.

Em relação às bebidas alcoólicas, aquelas mais populares apresentam taxação de impostos mais elevada. Enquanto que o imposto sobre a cachaça alcança 81,87%, a tributação sobre a caipirinha é de 76,66% e sobre o whisky, 61,22%. Quem pode comprar um whisky mais caro é beneficiado com uma baixa tributação? Não é bem assim. Há outra explicação.

“A composição da cachaça tem uma dose muito alta de álcool – produto com maior tributação. Já a caipirinha tem uma mistura com outros elementos, de tributação menor, puxando a taxa para baixo”, diz o presidente do IBPT.

Aquele que pensa que a água mineral, item de necessidade diária para o ser humano, tem uma baixa incidência de imposto, se engana. A carga tributária da água mineral (44,55%) é semelhante aos custos de um refrigerante de garrafa (44,55%). Isso ocorre porque o processamento dos produtos é semelhante. Portanto, a carga tributária também é a mesma.

O levantamento dos impostos sobre itens de uso pessoal, transporte, farmácia, higiene pessoal e produtos adquiridos para alimentação e vestuário foi iniciado pelo IBPT em 2005. “Recentemente, acrescentamos muitos itens e monitoramos constantemente para deixá-los atualizados, de acordo com as alterações tributárias do Governo, explica Olenike.

Veja o imposto pago por você na compra dos produtos abaixo:



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Taxa de juro está abaixo de 1% no BB

Adriana Aguilar      25/08/2009

RF5060370Os correntistas do Banco do Brasil (BB), que passaram por algum caixa eletrônico da rede, notaram que os empréstimos ofertados ficaram mais baratos, principalmente, para o público de menor renda. Em algumas situações, a taxa de juro foi cortada pela metade, ficando em 0,99% ao mês.

Aqueles, com renda máxima de R$ 1 mil e aplicações financeiras inferiores a R$ 3 mil, alvos da linha “BB Crédito Pronto”, agora podem aceitar o empréstimo pré-aprovado de até R$ 2 mil no autoatendimento: internet e caixas automáticos

No passado, a taxa de juro do BB para a mesma linha era fixada em 2% ao mês. Agora, houve redução do percentual, que varia conforme o prazo de contratação. Quando o pagamento do empréstimo ocorre em 12 meses, a taxa de juro cobrada é de 0,99% ao mês. Caso o tomador opte por pagar em 48 meses, a taxa de juro sobe para 1,8% ao mês.

Segundo cálculos do economista da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, na prática, quem fizer um empréstimo de R$ 2 mil, no caixa eletrônico do BB, ao final de 12 meses, pagará R$ 130,96 de juro. Se o percentual fosse de 2% ao mês, o cliente pagaria R$ 269,32 de juro.

O valor das prestações é debitado em conta corrente na data escolhida pelo cliente, com carência de até 180 dias para o pagamento da primeira parcela.

A iniciativa do Banco do Brasil vai de encontro ao estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo o qual, os bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa) cobravam em média juros de 37,5% ao ano, no início da crise, enquanto que os bancos privados, 47,3%. Em junho passado, a média dos bancos públicos caiu para 29%, contra 43,1% nas instituições financeiras privadas.

Os bancos públicos aproveitaram a crise global para diversificar a carteira de clientes, atraídos pelos empréstimos com juro menor. De janeiro a agosto de 2009, o Banco do Brasil já anunciou em, no mínimo, três ocasiões diferentes corte nas taxas de juro de determinados produtos. Ao mesmo tempo, os bancos privados frearam a oferta de crédito no mercado no primeiro semestre do ano.

 

 

Atenção ao rendimento da poupança

Adriana Aguilar      20/08/2009


No atual cenário de queda da taxa básica do juro (Selic), com a redução do rendimento das aplicações atreladas à taxa Selic, a caderneta de poupança passou a chamar a atenção dos investidores, pois apresenta baixo risco e oferece isenção de recolhimento de imposto para quantias menores. Além disso, o rendimento é progressivo com a incidência da taxa de juro de 6% ao ano mais taxa referencial (TR) do período.

Segundo cálculos do economista da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, aquele que iniciou um depósito mensal de R$ 50,00 na caderneta de poupança em 31 de dezembro de 1994, fez 180 aplicações que, em agosto de 2009, somariam R$ 9 mil. Ao longo desses 15 anos de poupança, o rendimento seria R$ 10.332,14, totalizando R$ 19.332,14 neste mês.

O desafio de separar todo mês uma determinada quantia para aplicar na caderneta de poupança, fundo de investimento ou fundo de previdência vale para qualquer profissional.

A poupança de longo prazo – espécie de previdência privada por conta própria – exige disciplina, informação, determinação e, claro, um pouquinho de dinheiro para fazer o depósito todo mês. É preciso estabelecer uma meta de longo prazo para guardar os R$ 50,00 mensalmente, deixar de comprar alguma roupa ou freqüentar um restaurante.

É um sacrifício mensal para um benefício pessoal após uma, duas ou três décadas. Quanto mais cedo começar, maior será o valor acumulado no futuro para você ter uma velhice tranqüila.

 

 

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