Fundos imobiliários e títulos de inflação são destaques em 2012

Adriana Aguilar      08/01/2013

Depois de um desempenho ruim do Ibovespa no ano de 2011, com queda de 18,1%, o mercado de ações em 2012 ainda refletiu a fragilidade de importantes economias mundiais, com a Ibovespa mostrando alguma reação tímida e encerrando 2012 com valorização de apenas 7,40%.

Na renda fixa, a queda na taxa de juros para 7,25% ao ano fez muitos investimentos atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário, que oscila bem próximo da Selic) perderem a sua atratividade. Ganharam destaque os títulos atrelados à inflação.

Foi o caso das NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional Série B), títulos públicos atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) que trouxeram rendimentos significativos este ano que se encerra. De acordo com dados da Anbima, o IMA-B 5+, índice que mede o retorno das NTN-Bs com vencimento acima de 5 anos, ultrapassou os 30% de rendimento em 2012.

A explicação para este rendimento elevado dos títulos de inflação é a própria expectativa de aumento dos preços e a queda dos juros.

O IDA -IPCA (índice de debêntures atreladas ao IPCA) também registrou retornos elevados em 2012 (com valorização de 19,01%).

Em setembro de 2012, a BM&FBOVESPA passou a divulgar o índice oficial de fundos imobiliários, chamado IFIX, que reflete o desempenho de uma carteira composta por nada menos que 44 fundos imobiliários negociados naquela Bolsa.

Segundo o consultor de fundos imobiliários, Sérgio Belleza Filho, a evolução do IFIX no ano de 2012 foi de, exatamente, 35,13%, considerando que a cotação do índice no primeiro dia de 2012 foi de R$ 1.164,10 e em 28 de dezembro passado registrou o fechamento em R$ 1.573,00.

É importante ressaltar que a aplicação em fundos imobiliários exige conhecimento no setor. Não pense que os fundos imobiliários de salas comerciais, hotéis e shoppings – segmentos aquecidos devido ao crescimento da economia local – são investimentos com lucro certo. O rendimento da cota está relacionado à gestão dos fundos imobiliários.

Em relação aos títulos públicos, indexados à inflação, o risco deles está na volatilidade dos papéis. O investidor que fica com o título até o final sempre vai ganhar o rendimento que foi pré-acordado, portanto não tem com o que se preocupar. No entanto, quem vender antes do vencimento estará sujeito às oscilações do mercado (tanto para cima, quanto para baixo), que são mais fortes à medida que o prazo do título aumenta.

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Investidor troca fundo multimercado por renda fixa

Adriana Aguilar      06/06/2011

Concentrados nos segmentos de empresas (corporate) e de private banking, os fundos multimercados registram perdas de investidores no ano. Alguns já começam a migrar para produtos com menor oscilação no mercado. Do total aplicado e resgatado no primeiro quadrimestre de 2011, a categoria multimercado foi a que mais registrou saída líquida de recursos: um total de R$ 17 bilhões. No ranking de debandada, o segundo lugar foi ocupado pelos fundos de ações com saída líquida de R$ 2 bilhões no ano, até abril, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Mesmo os clientes de alta renda estão reticentes com a volatilidade do mercado. Sabem que não precisam assumir riscos para ter um retorno de 12% ao ano. Tem ocorrido uma migração para fundos de renda fixa com crédito privado em carteira e baixa volatilidade”, afirma o vice-presidente da Sul América Investimentos, Marcelo Mello.

Os fundos multimercados exclusivos concentravam 14,6% do patrimônio do segmento de private banking no Brasil em março passado, ou seja, R$ 58 bilhões. No acumulado do trimestre de 2011, os multimercados exclusivos cresceram 22,5%. No mesmo período, o volume dos fundos próprios multimercados, no segmento private, cresceu apenas 3%. Já os multimercados, distribuídos em fundos para terceiros, no segmento private, registrou saída de 1,2% do volume no primeiros trimestre do ano.

Por apresentar, em média, maior risco ao investidor, o fundo multimercado deveria trazer maior retorno. Essa categoria de fundos permite maior liberdade na alocação de sua carteira por parte dos gestores que podem operar nos mercados de juros, de câmbio, de renda variável e derivativos. Ainda da flexibilidade de operação, o gestor corre o risco de não estar em uma posição satisfatória em determinado cenário.

Os profissionais consultados explicam que, no mínimo, o investimento em fundos multimercados deve ter horizonte de dois anos. “Em alguns ciclos há resultados, em outros, não. Em dois anos, o investidor tem a capacidade de avaliar o que o gestor pode lhe oferecer. Resgates em um prazo inferior pode significar saída da aplicação com retorno abaixo do esperado”, explica o sócio da Gap Asset Management, José Eduardo Louzada.

Segundo Mello, os investidores que colocaram dinheiro nos fundos multimercados na Sul América Investimentos, esperando retorno no curto prazo, estão resgatando e se posicionando em renda fixa. “Não vejo captação forte por parte dos multimercados em 2011 em função da volatilidade do mercado”, diz.

O cenário de 2011 está muito favorável às alocações dos fundos de renda fixa. De janeiro a abril de 2011, os fundos com estratégias mais conservadoras, como renda fixa, apresentaram o atrativo rendimento de 3,90% no período. A taxa do CDI (Certificados de Depósitos Interbancários) rendeu 3.51% de janeiro a abril de 2011.

Sem falar que nos últimos 24 meses, encerrados em abril passado, as aplicações atreladas ao Índice de Mercado Anbima (IMA), que reflete uma cesta diversificada de títulos pós-fixados, prefixados e títulos públicos que pagam a variação de índice de inflação, rendeu 25,37%. No mesmo período, o CDI ficou em 20,31%.

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Menor taxa de administração deixa plano de previdência mais competitivo

Adriana Aguilar      01/06/2011

Os fundos de previdência completaram 28 meses consecutivos de captação líquida positiva, com seu fluxo crescendo de forma consistente até abril. O patrimônio líquido dos fundos de previdência (11% do total de fundos do mercado brasileiro) já se aproxima do patrimônio dos fundos Referenciados DI (12% do total de fundos), segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).Os profissionais consultados ressaltam a queda acentuada da taxa de administração, nos últimos anos, como fator importante para o aumento da procura.

O patrimônio dos fundos de previdência (VGBLs e PGBLs) alcançou 193 bilhões de reais no final de abril, de acordo com o levantamento da NetQuant. Apenas nos primeiros quatros meses de 2011, o setor previdenciário captou aproximadamente 7,2 bilhões de reais, 18% a mais do que os recursos captados no primeiro quadrimestre de 2010.

A classe de fundos de previdência que liderou o ranking de captação de janeiro a abril de 2011 foi a de Renda Fixa e Multimercado, sem ações na carteira. Nesse tipo de fundo, os investidores da previdência aplicaram 7,47 bilhões no período, enquanto houve o saque de 200 milhões dos fundos de previdência com ações em carteira. Os dados fazem parte da análise feita em 560 fundos de previdência do mercado pela consultoria NetQuant Tecnologia.

No longo prazo – últimos 12 meses até abril passado – também tem sido crescente o patrimônio dos fundos de previdência na categoria renda fixa e multimercado (sem ações). Aumentou 30%, enquanto que o incremento dos fundos de previdência com renda variável ficou em 11%. Na prática, houve uma inversão do que se via um ano atrás, em abril de 2010, quando os fundos de previdência com alguma alocação em ações apresentaram um crescimento patrimonial de 75% em 12 meses, frente à variação positiva dos fundos de renda fixa e multimercado (sem ações), de 19%.

Na Brasilprev, do total de recursos novos aportados em plano de previdência neste ano, 87% teve como destino os planos de previdência de renda fixa, enquanto que apenas 13% foram para renda variável, percentual abaixo da média de anos passados. “Quando o mercado está turbulento, a preocupação do investidor aumenta”, afirma Márcio Matos, superintendente de investimentos da Brasilprev que registrou captação líquida 56% maior nos primeiros quatro meses de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. No encerramento de 2010, a captação líquida da Brasilprev cresceu 40% em relação ao ano anterior.

“Notamos um novo perfil de público. Aqueles que passaram a ver o fundo de previdência de renda fixa como excelente instrumento de investimento”, afirma o gerente comercial de previdência da Icatu Seguros, Sérgio Prates. Ele explica que a rentabilidade de alguns fundos de previdência, com parcelas de títulos indexadas aos índices de inflação em carteira, tem superado o rendimento de alguns fundos de renda fixa do mercado. Na Icatu, um produto de previdência, com título atrelado ao IPC-A, acumula rentabilidade de 12,32% nos últimos 12 meses, até abril, enquanto que fundos atrelados ao CDI renderam 10,60% no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2011, a captação dos fundos de previdência na Icatu Seguros cresceu 148%, se comparada aos primeiros dois meses de 2010.

Pesa a favor do aumento de rentabilidade dos fundos de previdência de renda fixa a queda acentuada da taxa de administração nos últimos anos, em função da competição no mercado. “Na Icatu, não há mais incidência de taxa de carregamento e a taxa de administração dos fundos de previdência de renda fixa é de 1% para aplicação inicial de R$ 10 mil”, diz Prates.

Na prateleira das instituições financeiras, o investidor encontrará fundos de previdência de renda fixa com taxa de administração de 1,75% e fundos de previdência balanceados (com ações em carteira) com gestão ativa e taxa de administração de 2% a 3% ao ano.

Na Sul América, a taxa de administração dos fundos de previdência varia de 0,7% a 2,5%, conforme o segmento, do varejo à alta renda. “O componente renda fixa tem sido prioridade para os novos entrantes da previdência privada. Antes da crise, havia uma tendência maior ao risco da renda variável”, avalia Carolina de Molla, diretora técnica comercial de Vida e Previdência da SulAmérica que, de janeiro a março, recebeu contribuição de R$ 89 milhões aos fundos de previdência, 54,8% superior ao mesmo período de 2010.

O sócio da NetQuant Tecnologia Financeira, Marcelo Nazareth, explica que dois fatores podem levar os fundos de previdência a superar a rendimento dos fundos referenciados DI. O primeiro deles é a ausência da tributação come-cotas nos fundos de previdência. O segundo fator é a alocação da carteira do fundo de previdência em títulos prefixados e indexados à inflação. Nos últimos 24 meses, encerrados em abril passado, por exemplo, o CDI rendeu 20.31% , enquanto que o IMA (índice que reflete uma cesta diversificada de títulos (pós-fixados + inflação + prefixados) rendeu 25,37%.

O toque final é o modelo de tributação diferenciado que faz crescer o rendimento da previdência no longo prazo. A cada seis meses, há a retenção antecipada, por parte da Receita Federal, de um percentual (recolhido na fonte) sobre o valor das cotas nos fundos de investimento de renda fixa. É o chamado come-cotas. No fundo de previdência, não há come-cotas, pois a alíquota do IR só incide lá na frente, no momento do saque das parcelas. A vantagem para o investidor é maior porque todo o patrimônio do plano de previdência (principal e renda) vai aumentando com o passar dos anos.

Também em função da tributação regressiva, prevista apenas para os fundos de previdência, o investidor tem o direito de optar por uma alíquota de 10% – a menor do mercado . A condição para pagar os 10% de alíquota é deixar cada contribuição feita ao plano de previdência aplicada por um período de 10 anos. A tributação regressiva começa com uma alíquota de 35% (se saque do dinheiro ocorrer em até dois anos) caindo para 10% (após 10 anos). A alíquota é reduzida a cada dois anos.

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190 mil investidores compram títulos do Governo

Adriana Aguilar      14/09/2010

O sistema de compra de títulos públicos online foi a maneira encontrada pelo Governo para democratizar o acesso dos pequenos investidores aos títulos públicos – antes restritos às instituições financeiras. Em 2002, no primeiro ano de compra dos títulos públicos pela internet, havia 5.854 investidores. No segundo semestre de 2010, o sistema está prestes a alcançar 200 mil investidores.

As menores quantias, até R$ 5 mil, representaram 57,47% do volume aplicado em junho. No entanto, ao longo dos anos, o histórico mostra que o valor médio por operação supera os R$ 10 mil por investidor (VER TABELA). Os títulos são ofertados em frações de 0,2. Ou seja, a pessoa física pode aplicar até um quinto do preço do papel indicado no site do Tesouro Direto. Em 13 de agosto, os preços variavam de R$ 441,16 (título indexado ao índice e inflação IPCA com vencimento em 2035) até R$ 4.329,31 (título atrelado à taxa Selic com vencimento em 2013).

Quem estiver disposto a procurar, encontrará boas oportunidades no mercado de títulos públicos. Do montante financeiro vendido em junho, destaca-se a elevada aplicação em títulos indexados ao índice de inflação IPCA (NTN-B e NTN-B Principal), com participação de 45,34% nas vendas. Os títulos prefixados (LTN e NTN-F), que possuem rentabilidade definida no momento da compra, ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos, com participação de 40,14% do total das vendas. Os títulos indexados à taxa Selic (LFT) apresentaram participação de 14,52% nas vendas no mês, segundo dados do Tesouro Nacional.

Para a pessoa que sente confiança em fazer o investimento sozinho, sem orientação especializada, o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello, explica que o primeiro passo é o investidor definir o objetivo da compra: “por que vou aplicar em um título público?”. Há vários motivos: reserva de dinheiro para a aposentadoria, aplicação mais rentável, cobertura de um passivo indexado à inflação, aprendizado, entre outros. Depois, o segundo passo, é a definição do prazo do investimento. O ideal é que seja de médio e longo prazo, ou seja, acima de dois anos. E, por último, a pessoa tem de saber o nível de risco que deseja assumir.

“Os títulos públicos apresentam o menor risco de crédito, pois são títulos emitidos pelo Governo Federal. No entanto, há o risco de mercado que merece a atenção dos pequenos investidores”, diz Mello.

Se o investidor acredita que no terceiro e no quarto trimestre do ano, a inflação vai aumentar, ele tem como opção o título público indexado ao índice de inflação IPCA, chamado NTN-B. No dia 13 de agosto, o título com vencimento em 15/05/2015 prometia pagar 6,26% de juro ao ano, acrescido da taxa de inflação. Portanto, quanto maior o índice inflacionário, maior será o ganho na aplicação.

No entanto, se o investidor avalia que a inflação está contida, sob controle, e que o Banco Central não deve aumentar mais a taxa Selic, então, nesse caso, o suposto investidor poderia aplicar em um título pré-fixado (LTN) que prometia pagar (na metade de agosto) a taxa de juro anual de 11,87% até o vencimento do papel em janeiro de 2013. “São simulações. O risco de mercado depende da avaliação do cenário econômico. E quanto maior o prazo do título, maior o risco da aplicação”, explica Mello.

Para a maior tranqüilidade dos pequenos investidores que desejam sair da aplicação, o Tesouro Nacional realiza recompras toda semana. É uma forma de gerar liquidez aos títulos públicos adquiridos pelos investidores. Só que quanto menor o tempo de aplicação, maior será o imposto (IR) a ser pago sobre os rendimentos. A alíquota pode variar de 22,5% (aplicações com prazo até 180 dias) a 15% (aplicações com prazo de 720 dias).

No estoque total do Tesouro Direto, que representa os títulos públicos em poder dos investidores, 58,2% dos papéis apresentam prazo de vencimento entre 1 e 5 anos. A outra fatia de 20,9% corresponde ao prazo superior a cinco anos. Por fim, 21% dos títulos têm prazo inferior a um ano.

As taxas reduzidas são o grande atrativo da compra de título direta, por meio do Tesouro. Além da taxa anual de custódia da CBLC, de 0,30% sobre o volume, há a taxa de administração, cobradas pelas corretoras que dão o acesso à compra direta de títulos públicos.

Na página inicial do Tesouro Direto, há o ranking de taxas das corretoras. A taxa anual de administração pode chegar a 0,3% sobre o valor aplicado no título. Há corretoras que não cobram taxa. Quanto maior a taxa cobrada menor será o rendimento líquido do investidor.

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Na semana de estréia, IOF tem impacto reduzido no Ibovespa

Adriana Aguilar      26/10/2009

iofOs profissionais que acompanham o principal índice da bolsa, o Ibovespa, acreditam que o reflexo da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de investimentos estrangeiros em renda fixa e renda variável é temporário. Pelo menos, na semana passada, a medida não foi suficiente para provocar a saída em massa de estrangeiros e nem para impor mudança no ritmo do Ibovespa, com ganho de 73% de janeiro até 23 de outubro. No curto prazo as aberturas de capital e oferta de ações, que somaram R$ 37 bilhões em 2009, dos quais 65% vieram de estrangeiros, sejam mais prejudicadas.

No acumulado de outubro, até o dia 23, o investimentos dos estrangeiros em ações brasileiras somaram US$ 13,025 bilhões. Deste total, US$ 8,761 bilhões foram aplicados na compra de ações negociadas exclusivamente no País. O restante dos recursos foi alocado em recibos de ações brasileiras (ADRs) negociados em outros mercados, como o de Nova York, segundo dados do Banco Central.

O resultado de outubro até o dia 23 – maior da série histórica em relação ao total dos investimentos em ações brasileiras (incluindo os ADRs) e ao que foi aplicado em ações negociadas dentro do País – levou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes a dizer que ainda era cedo para avaliar o impacto da medida do IOF na bolsa, segundo entrevista publicada no UOL.

Exatamente em 20 de outubro, data do anúncio da taxa de 2% de IOF sobre a entrada de recursos externos para investimentos em renda variável e renda fixa, a BM&F Bovespa registrou a saída de de R$ 1,262 bilhão em capital externo. Logo que foi colocado em prática, em 21 de outubro, a debandada foi menor, com registro de saída de mais R$ 468 milhões.

Em relação ao movimento do Ibovespa, em 20 de outubro, quando houve o anúncio da taxação do IOF, o índice teve queda de 2,88%. No dia seguinte (21/10), o índice fechou com alta de apenas 0,28%, aos 65.485,59 pontos. Na seqüência (22/10), a alta do Ibovespa ficou em 0,99%, fixado em 66.134 pontos. Sexta-feira passada (23/10), o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,63%, aos 65.058,84 pontos.

Márcio Noronha, analista técnico da Link Trade, no chat realizado no dia 20 de outubro, explicara que em primeiro momento a notícia da cobrança do IOF teria efeito baixista. Mas, como as forças predominantes são altistas, é provável que o impacto inicial seja descontado rapidamente. Para Noronha, a expectativa é de que o Ibovespa siga rumo ao 73.920.

No passado, a bolsa foi taxada em 1,5% para os estrangeiros. O evento do IOF não tem a menor importância para a visão de médio prazo, explicou Noronha. O problema é conseguir identificar no relógio do mercado que hora é agora: de alta ou de baixa? Dependendo da hora, um mesmo evento pode ser altista ou baixista. “Em princípio, o relógio em que vejo as horas está marcando alta, mas ainda não consegui identificar se estamos no final do ciclo ou não. Precisarei de mais alguns desdobramentos nos próximos dias”, disse Noronha.

O analista técnico da Gradual Investimentos, Luiz Cavina, na apresentação feita à TV Gradual, no dia 23, explicou que, quando o Ibovespa ultrapassar os 67.530, poderá seguir em direção aos objetivos de 69.000, 70.000 e 70.675 pontos. Do lado da realização, deve cair até 64.645, 64.075, 63.550 e 63.400. Abaixo deste patamar, poderia seguir em queda rumo ao último suporte de 62.000 pontos.

Cavina lembrou a importância do mercado lá fora, especificamente, nos índices Dow Jones e S&P500. Qualquer movimento de queda mais forte, poderia influenciar o Brasil, explicou.

 

 

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