De onde virá o dinheiro para a aposentadoria?

Adriana Aguilar      04/07/2011

Quase a metade, 47% de 1027 brasileiros entrevistados, disse estar um pouco ou muito preocupada sobre a própria capacidade para enfrentar a aposentadoria. Do total, 25% dos brasileiros consultados não sabem qual será sua principal fonte de renda na aposentadoria.

A pesquisa é um estudo independente sobre as tendências globais da aposentadoria, preparada pelo HSBC. O relatório de 2011, chamado “O poder do planejamento”, é o sexto da série “O Futuro da Aposentadoria do HSBC. No Brasil, foram entrevistadas 1.027 pessoas. No mundo todo, foram ouvidas mais de 17.000 pessoas em 17 países.

Aqueles que procuram assessoria financeira mostram uma preferência por canais de aconselhamento independentes, com 22% tendo visitado um consultor financeiro
independente. Bancos (18%) e contadores (18%) foram à segunda fonte mais popular de
aconselhamento. Muitas pessoas no Brasil utilizam fontes informais, como a internet, a família e amigos, e pesquisas individuais no planejamento de suas finanças.

Considerando que 25% dos brasileiros não sabem qual será de principal fonte de renda na aposentadoria, dentre os entrevistados, há 10% que pretendem contar com a provisão estatal como sua principal fonte de renda de aposentadoria. Outros 10% dos pesquisados pensam que salário ou vencimentos relativos ao emprego constituem a maior proporção dos seus rendimentos para a aposentadoria. E 14% das mulheres ouvidas disseram que continuarão trabalhando para o próprio sustento na aposentadoria.

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Menor taxa de administração deixa plano de previdência mais competitivo

Adriana Aguilar      01/06/2011

Os fundos de previdência completaram 28 meses consecutivos de captação líquida positiva, com seu fluxo crescendo de forma consistente até abril. O patrimônio líquido dos fundos de previdência (11% do total de fundos do mercado brasileiro) já se aproxima do patrimônio dos fundos Referenciados DI (12% do total de fundos), segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).Os profissionais consultados ressaltam a queda acentuada da taxa de administração, nos últimos anos, como fator importante para o aumento da procura.

O patrimônio dos fundos de previdência (VGBLs e PGBLs) alcançou 193 bilhões de reais no final de abril, de acordo com o levantamento da NetQuant. Apenas nos primeiros quatros meses de 2011, o setor previdenciário captou aproximadamente 7,2 bilhões de reais, 18% a mais do que os recursos captados no primeiro quadrimestre de 2010.

A classe de fundos de previdência que liderou o ranking de captação de janeiro a abril de 2011 foi a de Renda Fixa e Multimercado, sem ações na carteira. Nesse tipo de fundo, os investidores da previdência aplicaram 7,47 bilhões no período, enquanto houve o saque de 200 milhões dos fundos de previdência com ações em carteira. Os dados fazem parte da análise feita em 560 fundos de previdência do mercado pela consultoria NetQuant Tecnologia.

No longo prazo – últimos 12 meses até abril passado – também tem sido crescente o patrimônio dos fundos de previdência na categoria renda fixa e multimercado (sem ações). Aumentou 30%, enquanto que o incremento dos fundos de previdência com renda variável ficou em 11%. Na prática, houve uma inversão do que se via um ano atrás, em abril de 2010, quando os fundos de previdência com alguma alocação em ações apresentaram um crescimento patrimonial de 75% em 12 meses, frente à variação positiva dos fundos de renda fixa e multimercado (sem ações), de 19%.

Na Brasilprev, do total de recursos novos aportados em plano de previdência neste ano, 87% teve como destino os planos de previdência de renda fixa, enquanto que apenas 13% foram para renda variável, percentual abaixo da média de anos passados. “Quando o mercado está turbulento, a preocupação do investidor aumenta”, afirma Márcio Matos, superintendente de investimentos da Brasilprev que registrou captação líquida 56% maior nos primeiros quatro meses de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. No encerramento de 2010, a captação líquida da Brasilprev cresceu 40% em relação ao ano anterior.

“Notamos um novo perfil de público. Aqueles que passaram a ver o fundo de previdência de renda fixa como excelente instrumento de investimento”, afirma o gerente comercial de previdência da Icatu Seguros, Sérgio Prates. Ele explica que a rentabilidade de alguns fundos de previdência, com parcelas de títulos indexadas aos índices de inflação em carteira, tem superado o rendimento de alguns fundos de renda fixa do mercado. Na Icatu, um produto de previdência, com título atrelado ao IPC-A, acumula rentabilidade de 12,32% nos últimos 12 meses, até abril, enquanto que fundos atrelados ao CDI renderam 10,60% no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2011, a captação dos fundos de previdência na Icatu Seguros cresceu 148%, se comparada aos primeiros dois meses de 2010.

Pesa a favor do aumento de rentabilidade dos fundos de previdência de renda fixa a queda acentuada da taxa de administração nos últimos anos, em função da competição no mercado. “Na Icatu, não há mais incidência de taxa de carregamento e a taxa de administração dos fundos de previdência de renda fixa é de 1% para aplicação inicial de R$ 10 mil”, diz Prates.

Na prateleira das instituições financeiras, o investidor encontrará fundos de previdência de renda fixa com taxa de administração de 1,75% e fundos de previdência balanceados (com ações em carteira) com gestão ativa e taxa de administração de 2% a 3% ao ano.

Na Sul América, a taxa de administração dos fundos de previdência varia de 0,7% a 2,5%, conforme o segmento, do varejo à alta renda. “O componente renda fixa tem sido prioridade para os novos entrantes da previdência privada. Antes da crise, havia uma tendência maior ao risco da renda variável”, avalia Carolina de Molla, diretora técnica comercial de Vida e Previdência da SulAmérica que, de janeiro a março, recebeu contribuição de R$ 89 milhões aos fundos de previdência, 54,8% superior ao mesmo período de 2010.

O sócio da NetQuant Tecnologia Financeira, Marcelo Nazareth, explica que dois fatores podem levar os fundos de previdência a superar a rendimento dos fundos referenciados DI. O primeiro deles é a ausência da tributação come-cotas nos fundos de previdência. O segundo fator é a alocação da carteira do fundo de previdência em títulos prefixados e indexados à inflação. Nos últimos 24 meses, encerrados em abril passado, por exemplo, o CDI rendeu 20.31% , enquanto que o IMA (índice que reflete uma cesta diversificada de títulos (pós-fixados + inflação + prefixados) rendeu 25,37%.

O toque final é o modelo de tributação diferenciado que faz crescer o rendimento da previdência no longo prazo. A cada seis meses, há a retenção antecipada, por parte da Receita Federal, de um percentual (recolhido na fonte) sobre o valor das cotas nos fundos de investimento de renda fixa. É o chamado come-cotas. No fundo de previdência, não há come-cotas, pois a alíquota do IR só incide lá na frente, no momento do saque das parcelas. A vantagem para o investidor é maior porque todo o patrimônio do plano de previdência (principal e renda) vai aumentando com o passar dos anos.

Também em função da tributação regressiva, prevista apenas para os fundos de previdência, o investidor tem o direito de optar por uma alíquota de 10% – a menor do mercado . A condição para pagar os 10% de alíquota é deixar cada contribuição feita ao plano de previdência aplicada por um período de 10 anos. A tributação regressiva começa com uma alíquota de 35% (se saque do dinheiro ocorrer em até dois anos) caindo para 10% (após 10 anos). A alíquota é reduzida a cada dois anos.

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Pesquise o menor imposto na previdência privada

Adriana Aguilar      06/01/2011

Aportes mensais, por 35 anos, no plano de previdência com sistema de tributação regressiva resultam em uma economia de R$ 110 mil no imposto de renda (IR), se comparado com o sistema de tributação progressivo, sem despesas dedutíveis. É o que mostra a simulação feita pela Mercer consultoria no Brasil (VER TABELA). A regra não vale para todos. É preciso avaliar as condições que resultem no menor imposto.

A simulação considerou o depósito mensal de R$ 500,00 no produto Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), por 35 anos, com rendimento líquido de 7% ao ano. O ganho está livre de taxas. “Quanto maior a taxa de carregamento e a taxa de administração do plano, mais difícil será o alcance dos 7% de rentabilidade líquida”, explica a consultora da Mercer em previdência privada, Carolina Mazza Wanderley.

Nessas condições, após 35 anos de depósitos, a reserva acumulada no VGBL alcançará R$ 860,5 mil. Do total, R$ 210 mil são oriundos dos aportes feitos mensalmente. O restante, R$ 650,5 mil é referente aos ganhos com a taxa de juro de 7% ao ano. “Quando o dinheiro fica aplicado por 10, 20 ou 30 anos, a rentabilidade trabalha pela pessoa.A maior parte dos ganhos vem do rendimento e não do principal depositado”, explica a consultora.

Hoje, o produto Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), carro-chefe do setor, responde por 75% da arrecadação de recursos para os fundos de previdência nos últimos meses. Os 25% restantes ficam por conta da arrecadação do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).

Com R$ 860 mil acumulado no plano de previdência VGBL, dá para viver de renda. Todo mês, poderia ser feito um saque mensal de R$ 4,8 mil. “Para não acabar como principal, é preciso calcular a inflação do mês e sacar um pouco menos do fundo”, explica o economista da Souza Barros, Clodoir Vieira. Sobre o saque mensal, haverá a incidência do imposto de renda.

Os saques mensais de R$ 4,8 mil do plano terão a incidência da alíquota máxima de 27,5% do IR no sistema de tributação progressiva, partindo do pressuposto que a pessoa não tenha um dependente, sem outras despesas dedutíveis. Supondo que a pessoa retire, de uma única vez, os R$ 860 mil do plano, ela pagaria R$ 178.165,68 de imposto em função da alíquota de 27,5% sobre o rendimento (VER TABELA).

Na tributação progressiva, ano calendário 2010, o contribuinte fica isento do pagamento do imposto de renda quando o rendimento mensal atinge R$ 1.499,15. Entre R$ 1.499,16 e R$ 2.246,75 ocorre a incidência de 7,5% sobre o ganho mensal. Há as faixas intermediárias para a aplicação das alíquotas de 15% e 22,5%. Acima de R$ 3.743,19, a alíquota a ser aplicada sobre a renda sobe para 27,5%.

Caso a opção tenha sido o sistema tributário regressivo para o VGBL, após 35 anos de aportes, haverá a incidência da alíquota de 10% sobre rendimento do plano, se a pessoa sacar mensalmente os R$ 4,8 mil.

O sistema regressivo de tributação apresenta seis alíquotas que variam conforme o prazo de permanência do dinheiro no produto. A tributação começa com alíquota de 35% (se saque do dinheiro ocorrer em até dois anos) caindo para 10% (após 10 anos). Há uma redução de cinco pontos percentuais na alíquota a cada dois anos no plano. “Quanto maior o prazo de acumulação de recursos, mais vantajoso será o sistema regressivo”, diz Carolina Mazza Wanderley.

Caso o patrimônio do VGBL seja retirado de uma única vez, o imposto a ser pago no regime repressivo soma R$67.735,16. Comparando as duas opções de tributação, na simulação feita, a economia no sistema regressivo de alíquotas em relação ao sistema progressivo é de R$ 110 mil.

Não há uma regra única para todos. Na prática, o sistema tributário ideal para cada pessoa vai depender do tempo de permanência do dinheiro no plano de previdência e, após a fase de acumulação, da quantia mensal a ser retirada, do rendimento mensal total na aposentadoria, despesas dedutíveis do imposto (plano de saúde, despesas com dependentes, com educação). “É preciso fazer simulações de acordo com as condições de cada pessoa”, explica o gerente comercial regional da Icatu, Sérgio Prates Nogueira

Uma segunda opção seria transformar os R$ 860,5 mil do VGBL em renda vitalícia. Nesse caso, o participante da previdência privada aberta receberia a parcela mensal de, aproximadamente, R$ 3.600,00 pelo resto da vida.

Hoje, dificilmente alguém compra renda vitalícia no Brasil por estar condicionada a uma série de cálculos conservadores da seguradora. Durante o cálculo do benefício, é comum as seguradoras partirem do pressuposto que a taxa de juros será de 0% no futuro. As instituições estabelecem esse percentual porque são obrigadas a dar uma garantia mínima. No entanto, a taxa de juros no Brasil é elevada. Um dos procedimentos é o participante e a seguradora firmarem acordo para a divisão dos ganhos quando a rentabilidade superar uma determinada meta.

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Apenas um terço das pessoas tem plano de previdência privada

Adriana Aguilar      03/08/2010

pesquisa_SPC_previdenciaOs recursos da Previdência Social serão insuficientes para a manutenção do seu padrão de vida no futuro, quando você parar de trabalhar ou mudar de atividade. Mesmo a maioria das pessoas sabendo disso, apenas um terço delas se preocupa com o plano de previdência privado para complementar a aposentadoria.

Somente 33% da população têm algum plano de previdência privado (também chamado plano complementar). Destes, 42% contribuíam para entidades abertas, enquanto que 44% poupavam recursos em planos oferecidos pelas empresas (planos corporativos). O restante (13%) não soube responder.

A pesquisa sobre o assunto foi feita pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC), órgão de fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência (fundos de pensão), em 2008.

Os planos oferecidos pelas grandes empresas são constituídos para atender somente os funcionários daquela companhia. Por isso, são também chamados de planos de previdência fechados. Algumas companhias preferem administram o seu próprio plano. Quando isso acontece, os recursos ficam depositados em um fundo de pensão da empresa.

A grande vantagem do plano fechado é apresenta taxas de administração menores do que aquelas praticadas em planos de previdência aberta (de bancos e seguradores). Outro benefício é a contribuição da empresa ao seu plano, que varia de 50% até 200% sobre cada um dos aportes mensais, feito pelo funcionário.

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Empresa deve incentivar empregado a pensar nos investimentos para o futuro

Adriana Aguilar      03/08/2010

patricia_monteiro_previcPalestras, cartilhas, páginas na internet sobre educação financeira e previdenciária são algumas iniciativas para que as empresas estimulem a adesão dos trabalhadores aos planos de previdência privada.

“Incentivamos as ações nas entidades fechadas e, agora, vamos nos envolver com palestras, cartilhas didáticas e outras iniciativas”, diz Patricia Monteiro, coordenadora-geral de pesquisas da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão de fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência (fundos de pensão), em 2008.

Um dos objetivos da Previc é promover encontros e reuniões com grupos de profissionais liberais, como dentistas, médicos, engenheiros, contadores, administradores, entre outras, para incentivá-los na criação de planos instituídos. “Cerca de 17 milhões de pessoas, incluindo profissionais liberais – com associações de classe – poderiam instituir planos complementares de previdência para garantia do atual salário no futuro”, afirma Patrícia.

Até julho de 2010, a Previc recebeu 23 projetos de educação financeira implementado nas entidades fechadas. No entanto, segundo Patrícia, apenas 13% dos projetos foram elaborados em cima dos diagnósticos do nível de educação financeira e previdenciária dos participantes de cada entidade. “Há urgência de mais detalhes na elaboração dos projetos em cima de diagnóstico dos problemas existentes e dos objetivos a serem atingidos”, explica.

“Mais de 125 mil pessoas foram capacitadas por esse programa, resultando em mais conhecimento, habilidade e atitude financeiras dos participantes. O empregado da empresa é incentivado a pensar e investir para o futuro”, diz Patrícia.

Cada entidade desenvolveu o projeto de educação financeira de acordo com o seu público alvo. Os projetos que não foram aprovados poderão ser reapresentados com novas propostas.

As entidades fechadas de previdência que tiveram os projetos aprovados ficaram dispensadas de produzir e enviar, em papel, o “Relatório Anual de Atividades” e outras informações aos participantes. O benefício consta na Recomendação nº 1, do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), de abril de 2008. Em vez de enviar o relatório impresso, a entidade com projeto de educação previdenciária aprovada ganha o direito de enviar o relatório por meio eletrônico, com menor custo operacional.

Com 50 páginas, o projeto da Funcef foi aprovado no primeiro trimestre de 2010. O documento apresentava ações de educação financeira e previdenciária realizadas pela fundação no período de 2007 a 2009 e o planejamento das ações de educação financeira e previdenciária para 2010.

As iniciativas da Funcef para a educação previdenciária dos participantes do fundo fechado incluem boletim eletrônico com divulgação de matérias sobre educação financeira, cursos e palestras, histórias em quadrinhos para os temas mais complicados, portal para o planejamento financeiro e uso do crédito de maneira inteligente, TV para produção de mensagens em linguagem simples como explicação dos regimes de tributação em planos de previdência, entre outras realizações, inclusive, avaliações de resultados entre os trabalhadores.

A educação previdenciária é um novo conceito que ganhou força em 2008, com a criação do Educom, por meio da portaria n° 418. O documento determina o desenvolvimento de ações educativas de curto, médio e longo prazos, em três níveis: informação, instrução e orientação.

Faz parte da lista de ações do Educom, a distribuição de cartilhas com uma linguagem simples e mais acessível sobre a previdência complementar; desenvolvimento de cursos para o público que não acumula recursos nas entidades para a poupança futura; realização de encontros, reuniões e palestras com empresas e associações de classe para conscientizar potenciais patrocinadores e instituidores sobre a importância da previdência social, incentivando-os a criarem planos de benefícios para seus empregados e associados.

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Previdência Social: fonte insuficiente para sua aposentadoria

Adriana Aguilar      23/07/2010

inss2010Apesar da importância da contribuição para a o INSS, fique ciente de que a Previdência Social nunca será suficiente para cobrir todas as suas despesas na aposentadoria. O quanto antes, comece a reservar dinheiro para o complemento do montante necessário para a fase de descanso ou trabalho menos intenso.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2008, mostram que um pouquinho mais de 50% da população economicamente ativa são contribuintes do sistema previdenciário público. A mesma pesquisa da PNAD mostrou que há cerca de 31 milhões de trabalhadores informais no Brasil e que os recursos da Previdência Social têm uma importância grande no combate à indigência e à pobreza no País.

Se fossem retirados todos os benefícios previdenciários atualmente pagos pela previdência social, a população de indigentes cresceria, em 2008, em mais de 17 milhões de indivíduos. Já o número de pobres aumentaria em quase 21 milhões, de acordo com a PNAD.

O percentual de indigentes praticamente dobraria, passando de 10,74% para 20,19% da população, enquanto o percentual de pobres subiria em mais de um terço, passando de 29,18% para 40,56%.

O pagamento da Previdência produz impactos relevantes na distribuição de renda de qualquer sociedade contemporânea. No Brasil, os benefícios previdenciários até um salário mínimo têm atuado, positivamente, na redução da desigualdade pessoal de renda entre os trabalhadores brasileiros. A conclusão não é a mesma quando somados os benefícios acima do salário mínimo.

Portanto, a Previdência Social integra uma política pública, com o papel de combate à pobreza no País e redução da desigualdade social. Em 2008, o percentual de cobertura da previdência social alcançou pouco mais de 81% da população idosa. Haverá eficiência do sistema quando a cobertura for de 100%.

Além de cobertura previdenciária insuficiente aos idosos, ainda há um rombo gigantesco que está sendo postergado para o futuro. Em 2010, a estimativa de déficit da Previdência Social somava R$ 47 bilhões. Ou seja, as contas entre o que se recebe e o que se paga aos aposentados apresenta uma diferença de R$ 47 bilhões. Os números são gigantescos, com dezenas de milhões de beneficiários e outros tantos milhões de contribuintes.

Ninguém pode prever quais medidas ou leis serão publicadas lá na frente para resolver esse grave problema nacional, com tendência ao caos se nada for feito. Haverá um grande, e necessário, caminho a se percorrer para ampliar a cobertura da Previdência Social e também para a resolução do fechamento das contas.

Diante de tantas incertezas, envolvendo milhões de pessoas que precisarão do mesmo dinheiro para subsistência, você ainda se arrisca a depender apenas da Previdência Social? Mesmo se aposentando pelo teto de R$ 3.416,00, a quantia dificilmente bancará o plano de saúde, remédios, passeios, viagens, despesa da casa, carro e presentes.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no final de 2009, a expectativa de vida da população brasileira passa dos 72 anos. Não dá para ficar esperando qualidade de vida com os recursos do deficitário INSS.

Também não dá para achar que você vai ficar na mesma empresa a vida toda. Faça um planejamento, com depósitos mensais em uma conta ou fundo, sob seu controle, para manter o dinheiro necessário para o seu futuro. O dinheiro será seu e de mais ninguém! Com o dinheiro acumulado, você poderá mudar de carreira ou viver de renda.

Independentemente de ser da classe A, B o C, é possível você viver da sua própria renda acumulada na previdência privada – produto com menor alíquota de imposto de renda (IR) do mercado. Mas, é preciso pesquisar bastante para encontrar o produto adequado. Nem tudo que está disponível na prateleira das instituições financeiras vale a pena.

Comece imediatamente a planejar sua aposentadoria. O quanto antes, inicie os depósitos mensais para o longo prazo. Basta você querer!

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