Loterias estimulam a poupança mensal?

Adriana Aguilar      02/03/2012

Você não consegue guardar dinheiro, mas adora jogar na loteria. Em 2011, a Caixa arrecadou R$ 9,73 bilhões em apostas. Esse número é o maior resultado já obtido pelas Loterias e representa um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior. A justificativa é simples. A loteria é barata. Apenas R$ 2,00 por jogo na mega sena em troca do sonho de ficar rico.

A edição especial de fim de ano da mega sena registrou o recorde de vendas para um único concurso, totalizando R$ 549,3 milhões em 2011, além da maior emissão de bilhetes em um só concurso (88 milhões). Em relação à mesma edição especial da mega sena em 2010, a arrecadação da edição de 2011 teve um incremento de 26%.

Uma pesquisa com 1 mil adultos americanos, feita pela Opinion Research Corporation, nos Estados Unidos, constatou que uma pessoa em cada cinco disse que sua melhor chance de acumular ao menos US$ 200 mil era pela loteria. Entre os que ganhavam menos de US$ 25 mil por ano, quase 40% mencionaram a loteria. No Brasil, não tenho conhecimento de alguma pesquisa parecida. Caso haja, por favor, encaminhe para nosso e-mail.

Como investimento, a loteria não oferece retorno algum. E tem de ter muita sorte para ganhar. Se você jogar seis números na mega sena, a probabilidade de cravar os seis números é de 1 para 50.063.860 pessoas. Saiba que se você fizesse depósitos mensais de R$ 100,00, por 57 anos, em alguma aplicação com rentabilidade líquida de 0,6% ao mês (muito próximo à da caderneta de poupança), você alcançaria a cifra de R$ 1 milhão em 57 anos. Há pessoas que há décadas apostam R$ 10,00 ou até mais, toda semana, em jogos lotéricos. Não recebem rendimento e, dificilmente, ficarão ricas.

O fato é o seguinte: brasileiros têm um baixo índice de poupança e adoram jogar na loteria. Então, nada melhor de incentivar depósito mensal na caderneta de poupança com sorteios.

Vou usar como exemplo um case de sucesso. Em novembro de 2011, a poupança da Caixa iniciou a campanha de premiação “Se essa casa fosse minha”, que sorteia uma casa no valor de R$ 200 mil por mês. No primeiro mês da campanha, mais de 4 milhões de pessoas concorreram ao sorteio da casa, que saiu para uma poupadora do Pará.

A promoção “Se essa casa fosse minha”, que sorteia mensalmente 100 ipods e 1 casa no valor de R$ 200 mil, continuará até abril de 2012. Talvez, até seja prorrogada. Apenas concorrem aos sorteios o cliente que apresentar captação líquida, diferença entre os depósitos e os saques realizados, igual ou superior a R$ 200,00 no período de apuração. Os R$ 200,00 têm de permanecer na conta poupança. Há mais de cinco anos, a Caixa não realizava sorteios para os depósitos feitos na poupança.

No momento, a Caixa é a única instituição a realizar sorteio (de uma casa!) entre os depositantes da poupança. E os sorteios têm contribuído na atração de mais poupadores. Em 2011, a Caixa se destacou na captação líquida de recursos para poupança se comparada aos demais bancos. Muitas instituições financeiras tiveram mais saques do que depósitos na caderneta de poupança. Na contramão, a Caixa encerrou o ano de 2011 com R$ 11,3 bilhões de captação líquida, alcançando 35% de participação na reserva total da caderneta de poupança no País. Houve a abertura de 4,38 milhões de novas contas, além da marca de 43,3 milhões de contas ativas. A Caixa ainda comemorou, em janeiro de 2012, a marca de R$ 150 bilhões de saldo de depósitos na caderneta de poupança.

Por que não usar esse apetite do ser humano por sorteios e jogos em mais produtos de investimento para o longo prazo? Claro, ressaltando sempre a importância da poupança de longo prazo.

Até os fundos de investimentos poderiam brincar com a parte lúdica das pessoas, usando os sorteios de prêmios. Considerando sempre o produto adequado ao perfil do investidor, haveria algum problema em incentivar o depósito com sorteios?

Sabemos que as loterias do Governo são grandes alavancadoras de dinheiro. Em 2011, as loterias da Caixa Econômica Federal, que é um banco vinculado ao Governo, arrecadaram R$ 9,73 bilhões em apostas. O número é o maior resultado já obtido pelas Loterias e representa um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior. Ao longo de 2012, as apostas ainda poderão ser feitas pelo site do banco e o bolão será regulamentado.

Parte do dinheiro arrecadado com as Loterias vai para repasses sociais. Entre os principais beneficiários, que recebem recursos das loterias no Brasil, estão a seguridade social, os comitês Olímpico (COB) e Paraolímpico (CPB), o Fundo Nacional da Cultura e o Fundo Penitenciário, além do Ministério do Esporte e do programa de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).

Ainda que o Governo incentivasse a poupança ou o fundo premiado em instituições privadas, ele não perderia. Não seria uma concorrência para as Loterias e sim um estímulo para a poupança de longo prazo no segmento de baixa e média renda. O País ganharia com o aumento de sua poupança interna.

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Maioria guarda dinheiro na caderneta de poupança

Adriana Aguilar      02/09/2010

Economia_do_mesA caderneta de poupança é o meio de se juntar dinheiro mais conhecido pela maioria dos brasileiros. Muitos sequer conhecem os fundos de investimento. Atualmente, 57,8% da classe C só têm acesso à caderneta de poupança. Outra fatia de 29,2% é representada pelas faixas D e E.

A pesquisa qualitativa, realizada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), mostrou que os entrevistados confiam na caderneta e desconhecem outros meios de investimento. Além disso, eles ressaltaram a facilidade para a abertura da conta poupança.

Para a pesquisa, foram ouvidas 400 pessoas da classe C, com renda familiar entre 3 e 10 salários mínimos, em quatro capitais do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, em janeiro de 2010. Os hábitos de consumo e de administração financeira de oito famílias foram monitorados nos seis meses seguintes às entrevistas.

Muitos dos entrevistados da pesquisa qualitativa da Febraban afirmaram ter o hábito de anotar seus gastos e até mesmo reservar parte da receita para uma pequena poupança. Uma fatia guarda o dinheiro em casa e a outra parte guarda na caderneta de poupança. Alguns disseram que usam a caderneta de poupança como conta corrente, explica o diretor da área de educação financeira da Febraban, Fábio Moraes.

Na avaliação do coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV de São Paulo, William Eid Júnior William Eid, independentemente de a pessoa ser um pequeno ou grande poupador, quem coloca dinheiro na caderneta de poupança quer um instrumento simples que proporcione proteção do dinheiro e comodidade, sem ter trabalho de ficar acompanhando rendimento, pagamento de imposto, volatilidade, explica Eid. Pesa ainda a favor da caderneta de poupança a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para depósitos até R$ 60 mil, no quase de quebra da instituição.

Outra pesquisa, realizada pelo Quorum Brasil, no início de agosto de 2010, verificou se que, na média, 69% das famílias vêem a caderneta de poupança como “investimento” interessante. Mas, apenas 43% delas estavam guardando dinheiro na poupança recentemente.

Na pesquisa da Quorum Brasil, foram entrevistadas 400 pessoas da região metropolitana de São Paulo. Todas da classe C, com renda entre R$1.500,00 e R$ 2.000,00.

Do total de investimento mais realizados pela classe C, 74% das mulheres colocam o dinheiro na caderneta de poupança, enquanto que o percentual dos homens para a aplicação no mesmo produto é de 63%, aponta a pesquisa da Quorum Brasil. Em segundo lugar, a forma de investimento preferida são os imóveis por 58% dos homens e por 51% das mulheres.

Foi constatado que 40% do total de 400 entrevistados não fazem qualquer tipo de investimento, nem para caderneta de poupança e nem para a compra de um imóvel no futuro.

A impossibilidade de guardar algum dinheiro é visto como um possível reflexo do nível de endividamento deste grupo de brasileiros de São Paulo, que tiveram nos últimos tempos um largo acesso ao crédito e novos bens de consumo.

Durante as entrevistas realizadas pela Quorum Brasil, 50% das mulheres abordadas têm menor possibilidade de guardar dinheiro, de fazer algum tipo de investimento, contra 25% dos homens. Talvez, o entrave maior para as mulheres seja a desigualdade salarial existentes nos cargos ocupados. Os homens costumam ganhar mais do que as mulheres, quando comparado o mesma ocupação.

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Repetir “poupe seu dinheiro” não surte efeito!

Adriana Aguilar      17/08/2010

megafoneGastar mais do que se deve, ficando sem dinheiro para pagar as contas é o hábito conhecido como “overspending”. É um problema cada vez mais comum diante do aumento da oferta de crédito. Pesquisas mostram que ficar repetindo “poupe seu dinheiro” tem pouca eficácia!

Além disso, as pessoas não se consideram responsáveis pelos gastos e inadimplência. A culpa é dos outros ou de outras coisas – despesa imprevista, desemprego, surto emocional, administradora do cartão etc. Assim, a maioria não se sente diretamente responsável pelo não pagamento da conta ou da dívida.

A nova classe média – consumidores da classe C – ainda passa por restrições. Ela não quer escutar “não consuma e guarde seu dinheiro”. Essa classe tem necessidade de alguns produtos e vê o consumo como inclusão social. Isso explica porque alguns têm celulares e televisores, por exemplo, tão sofisticados, afirma Fábio Moraes, diretor de Educação Financeira da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Esses pensamentos e hábitos de consumo foram constatados em uma qualitativa da Febraban, realizada em janeiro de 2010. Para a pesquisa, foram entrevistadas 400 pessoas da Classe C, que têm renda familiar entre 3 e 10 salários mínimos, a chamada nova classe média, em quatro diferentes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.

“A compra de produtos de marca e de qualidade reconhecidas é vista como investimento, já que não se pode errar na compra, pois não há dinheiro para jogar fora. As TVs de plasma, DVDs e celulares são, no cotidiano desses consumidores, acesso a lazer e comunicação para a família, que substituem gastos com restaurantes, cinema etc”, explica Fábio Moraes.

É interessante notar que, segundo a pesquisa, quando existe um pensamento de futuro, é voltado para o consumo e bem estar próprio e de seus familiares para assumir compromissos sem apertos. Por isso, as motivações para poupar são duas: reservas para emergências e quantias para comprar um bem de maior valor (carro, casa etc.) ou serviço.

O economista Augusto Sabóia faz o planejamento financeiro pessoal de 61 famílias, incluindo os filhos de outros casamentos, netos, pais, sogros, entre outros agregados. Do total, 11% não conseguem fazer economia por mais de um ano.

Segundo Sabóia, ficar repetindo para as pessoas economizarem não surte efeitos. É como pedir para uma pessoa que está fazendo regime: “pare de comer”. Na teoria, todos sabem o que tem de ser feito.

Diante disso, Sabóia tem repetido em suas palestras: “Pare de economizar, planejar dá mais certo”. Segundo ele, se a família planeja férias em Miami em janeiro do próximo ano, todos os membros vão se esforçar para cortar despesas supérfluas para o alcance do objetivo.

“ A estratégia do questionário dos sonhos da família e o planejamento para alcançá-lo, dentro de um prazo programado, é mais eficaz do que pedir para economizar . Quem faz sacrifício, sem meta, comete deslizes no curto prazo”, diz Sabóia.

Os consumidores compulsivos costumam comprometer o dinheiro do mês seguinte, gastam mais do que recebem, ficam presos a vários parcelamentos longos e não conseguem poupar.

Pela pesquisa da Febraban, a faixa dos jovens, até 30 anos, solteiros, com emprego formal, é a de maior risco para o endividamento. Gastos com baladas, vestuário e outros supérfluos podem atingir cifras altas e, por falta de planejamento, o jovem ainda não se dá conta de que é aí que sua conta fica “no vermelho”, afirma Fábio Moraes.

Muitos até têm o hábito de anotar seus gastos e até mesmo reservar parte da receita para uma pequena poupança. No entanto, gastos fundamentais ficam de fora da planilha.

Para Sabóia, preencher corretamente uma planilha de orçamento exige perseverança e coragem, pois a pessoa é obrigada a listar a prestação do automóvel e todas as despesas ocultas (seguro, combustível, IPVA, licenciamento), relacionadas ao carro. Reconhecendo todos os gastos, toma-se conhecimento do que, realmente, cabe no bolso. “É preciso comprar somente o que a renda permite”, diz Sabóia.

A pesquisa da Febraban constatou que as pessoas só se sentem endividadas quando não conseguem pagar suas contas. Ou seja, confundem o conceito de endividamento com o de inadimplência. “Essa confusão é um risco, pois até o momento em que pode pagar a conta, a pessoa acha que pode continuar tomando crédito e gastando, mesmo que esteja no limite do que seu orçamento agüenta”, diz Moraes.

O cartão de crédito funciona como uma poupança em casos de emergência, além de ser emprestado para amigos e familiares, disseram os entrevistados da pesquisa da Febraban.

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O que rende mais: poupança ou fundo DI?

Adriana Aguilar      12/07/2010

quebra_cabecaEm quais condições, valeria a pena fazer aplicações em um fundo de renda fixa referenciado DI, com 100% da carteira composta por títulos públicos? A taxa de administração tem de ser critério decisivo. Somente quando o investidor encontrar um fundo conservador com taxa abaixo de 1,6% ao ano, o rendimento do fundo referenciado DI será superior ao da caderneta de poupança.

Segundo cálculos do coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV de São Paulo, William Eid Júnior, a caderneta de poupança renderá 7% nos próximos anos. Nos fundos referenciados DI, o investidor poderia considerar o rendimento bruto em torno de 10% ao ano (atrelado à taxa básica de juro Selic).

Supondo que o investidor deixará o dinheiro dele aplicado no fundo referenciado DI, com 100% de títulos públicos em carteira, por mais de dois anos, para alcançar a menor alíquota de IR de 15% sobre os rendimentos, então o fator diferencial será a taxa de administração. “Fazendo as contas, chega-se a conclusão que se a taxa de administração cobrada for 1,68% ao ano, o rendimento do fundo DI fica igual ao da poupança”, diz Eid Júnior.

Nessas condições, só valeria apena deixar o dinheiro no fundo referenciado DI com taxas de administração inferior a 1,6%, difícil de ser encontrada em produtos de investimentos para pessoas com baixo tíquete de aplicação, até R$ 10 mil. É por isso que a caderneta de poupança continua sendo uma boa alternativa aos pequenos investidores conservadores, atraídos pelos títulos públicos pós-fixados.

Na avaliação de William Eid, a pessoa que coloca dinheiro na caderneta de poupança, seja pequeno ou grande investidor, quer um instrumento simples que proporcione proteção do dinheiro e comodidade, sem ter trabalho de ficar acompanhando volatilidade, rendimento, pagamento de imposto e prazos, explica Eid.

Nos primeiros cincos meses de 2010, enquanto os fundos referenciados DI registraram a saída de R$ 6,29 bilhões, a entrada líquida de recursos na caderneta de poupança somou R$ 5,26 bilhões (ver tabela).

Pesa ainda a favor da caderneta de poupança a isenção do Imposto de Renda (IR) no rendimento, a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para depósitos até R$ 60 mil, no quase de quebra da instituição. E, por fim, a poupança também está livre da taxa de administração cobrada pelos fundos.

Do outro lado, os fundos de investimentos apresentam a taxa de administração e os recursos aplicados no DI têm incidência de imposto de renda (IR), com alíquota de 22,5% sobre o rendimento do fundo nas aplicações inferiores a seis meses, baixando para 15%, quando o dinheiro permanece por mais de dois anos no fundo de renda fixa de longo prazo. Ainda há o custo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide nos saques feitos em um prazo inferior a 30 dias da data de aporte do dinheiro no fundo. Portanto, o rendimento do fundo tem de compensar todos os custos do produto e impostos para valer a pena.

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Atenção ao rendimento da poupança

Adriana Aguilar      20/08/2009


No atual cenário de queda da taxa básica do juro (Selic), com a redução do rendimento das aplicações atreladas à taxa Selic, a caderneta de poupança passou a chamar a atenção dos investidores, pois apresenta baixo risco e oferece isenção de recolhimento de imposto para quantias menores. Além disso, o rendimento é progressivo com a incidência da taxa de juro de 6% ao ano mais taxa referencial (TR) do período.

Segundo cálculos do economista da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, aquele que iniciou um depósito mensal de R$ 50,00 na caderneta de poupança em 31 de dezembro de 1994, fez 180 aplicações que, em agosto de 2009, somariam R$ 9 mil. Ao longo desses 15 anos de poupança, o rendimento seria R$ 10.332,14, totalizando R$ 19.332,14 neste mês.

O desafio de separar todo mês uma determinada quantia para aplicar na caderneta de poupança, fundo de investimento ou fundo de previdência vale para qualquer profissional.

A poupança de longo prazo – espécie de previdência privada por conta própria – exige disciplina, informação, determinação e, claro, um pouquinho de dinheiro para fazer o depósito todo mês. É preciso estabelecer uma meta de longo prazo para guardar os R$ 50,00 mensalmente, deixar de comprar alguma roupa ou freqüentar um restaurante.

É um sacrifício mensal para um benefício pessoal após uma, duas ou três décadas. Quanto mais cedo começar, maior será o valor acumulado no futuro para você ter uma velhice tranqüila.

 

 

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