Planejamento evita riscos do financiamento

Adriana Aguilar      15/06/2012

Imagem: flickr - incomeprotectiononline

As incorporadoras costumam se isentar de qualquer responsabilidade no caso de não cumprimento dos prazos e falta de pagamento dos clientes. Do outro lado, os consumidores que não conseguem pagar o financiamento, seja por variados motivos, têm o nome incluído em cadastros de inadimplentes. Com mais planejamento, em ambas as partes, seria possível evitar os riscos envolvidos no financiamento imobiliário.

A família tem de programar recursos adicionais para os momentos de imprevistos. No financiamento, feito com a construtora ou bancos, o comprometimento da renda pode alcançar de 25% a 30% do salário da pessoa em cada prestação. Na avaliação do consultor financeiro e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Willian Eid, o percentual é muito elevado, principalmente, se considerado que o casal trabalha. “Se um dos dois perder o emprego, o percentual poderá chegar a 60% da renda da família. Um casal com três filhos, por exemplo, tem despesas imensas. O indicado é não comprometer mais do que 20% da renda da família com dívidas. Isso inclui tudo, inclusive o financiamento da casa”, afirma Eid.

Os preços dos imóveis têm sido crescente. Os terrenos, dentro da área urbana do Rio de Janeiro, por exemplo, valorizaram mais de 50% nos últimos dois anos. Segundo o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, na zona sul do Rio, área próxima ao local onde acontecerão os jogos olímpicos, há escassez de terrenos. A oferta está zerada. A conta fica mais alta para as incorporadoras que precisam de terrenos. A Patrimóvel, com quatro unidades na capital, atua em 60% do mercado de corretagem imobiliária do Rio de Janeiro, lançamentos imobiliários, imóveis usados, lotes e propriedades para incorporação.

Uma pesquisa realizada pela área de inteligência da imobiliária Coelho da Fonseca, em maio de 2011, mostra que houve 2.910 lançamentos de unidades de médio padrão na cidade de São Paulo nos primeiro cinco meses de 2011. Desse total, na região central de São Paulo, foram lançadas 592 unidades e quase todas (99%) foram vendidas até abril daquele ano (quatro meses). A rapidez das vendas mostra a escassez de imóveis e a alta demanda no local.

Tanta demanda pela matéria prima – terra – justificou um aumento progressivo no valor dela, nos últimos cinco anos. Além de incidir sobre os terrenos, a pressão da demanda por imóveis também causou desequilíbrio na oferta de mão de obra para as construtoras, equipamentos e componentes industrializados. Houve a elevação dos custos fixos e atrasos no prazo de entrega. Se o consumidor deixa de pagar, o nome dele segue para o cadastro de inadimplentes.

Neste cenário, a principal queixa dos consumidores tem sido o atraso na entrega de imóveis financiados, que aumentou muito nos últimos anos. Desde 2011, as construtoras e incorporadoras já trabalham com metas de lançamentos e vendas mais modestas.

A maior parte dos financiamentos imobiliários no País ocorre com imóveis usados, pois eles são maioria no mercado. Quando se tratar de um imóvel novo, na planta, é necessário planejamento em função dos riscos envolvidos na negociação.

Os bancos no Brasil não financiam imóveis em construção, ou seja, na planta. Portanto, a dívida é assumida com a construtora. Somente após a entrega das chaves, ocorre a transferência da dívida à instituição financeira. Durante o período de pagamento à construtora, as parcelas do financiamento vão crescendo ao longo do tempo em função da correção do Índice Nacional da Construção Civil (INCC) sobre o valor total do contrato e não somente sobre as prestações. Se a obra atrasa, a dívida só vai aumentando.

No financiamento imobiliário, as instituições financeiras afirmam que não há muito espaço para a redução da taxa de juro aplicada nos empréstimos. Com os recursos da poupança, a taxa de juro praticada nos financiamentos imobiliários fica entre 8% e 10% ao ano nos bancos. No entanto, o custo efetivo total (CET) dos financiamentos imobiliários pode variar de uma instituição para outra. Compare este custo entre as diferentes instituições. Todos os bancos são obrigados a mostrar separadamente o CET do financiamento, explica o diretor da Brazilian Mortgages Companhia Hipotecária, Vitor Bidetti. O custo efetivo total embute itens como o seguro, análise jurídica, avaliação do imóvel taxas.

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Sem reservas, idosos sofrem com exaustão financeira

Adriana Aguilar      11/05/2012

flickr - Julie70

Muitos idosos passam por exaustão financeira. Eles ganham dinheiro suficiente para evitar a pobreza, mas não têm reserva financeira. Diante dos itens de consumo com preços elevados e aposentadoria insuficiente, eles sofrem com os sacrifícios financeiros, segundo reportagem publicada na página MSN Money.

Nos Estados Unidos, a Clearpoint – uma das maiores agências de aconselhamento de crédito, sem fins lucrativos – fez um levantamento, com base no trabalho prestado. Constatou que o número de idosos sem dinheiro está aumentando, com tendência a piorar.

Em 2007, menos de 5% dos consumidores que utilizaram os serviços de aconselhamento de crédito Clearpoint tinham pelo menos 65 anos. No início de 2012, os relatórios da organização mostraram que mais de 13% dos clientes são idosos.

Segundo a Clearpoint, em 2007, os idosos procuravam aconselhamento em função da má administração do dinheiro e gastos excessivos. Hoje, o principal problema que levam os idosos aos serviços de aconselhamento é a reduzida renda.

A recuperação econômica dos Estados Unidos continua lenta para muitos consumidores mais velhos. “Estamos vendo idosos com dívidas crescentes no cartão de crédito e redução dos valores de suas casas”, explica um dos conselheiros da Clearpoint, em Richmond (Virginia), Patrick Owens.

“Mesmo não querendo depender do cartão, os idosos não enxergam outra alternativa, se endividam com insegurança. Muitos deles não têm conhecimento de outras formas de financiamento”, explica Patrick Owens.

Cynthia Hampton é outra conselheira da Clearpoint, em Memphis, que atende os consumidores do Tennessee e áreas próximas do Mississippi e Arkansas. “O que estamos vendo é um aumento substancial, entre os últimos 5 e 8 anos, de idosos com dívidas por uma série de razões. O custo de vida está aumentando, sem acompanhamento da renda dos idosos. A renda média deles tem desaparecido”, diz Hampton.

É comum ver idosos usarem o pagamento da Segurança Social e toda a renda de pensão para o pagamento de contas fixas. Incapazes de cobrir suas despesas variáveis, os idosos estão cada vez mais colocando a sua alimentação e despesas médicas nos cartões de crédito.

“Estamos vendo pessoas que ainda têm Medicare (sistema de seguro de saúde), com 20% de exigência de co-pagamento. Eles não são capazes de pagar os 20% para uma internação ou uma série de contas dos médicos para uma doença grave . Muitas vezes, o idoso tem de escolher entre alimentos ou remédios”, explica Hampton.

Solidão e isolamento também agravam as dificuldades financeiras, especialmente, às viúvas. Para se divertir, compram coisas que não podem pagar, como televisão e outros equipamentos eletroeletrônicos.

As agências de aconselhamento, sem fins lucrativos, podem ajudar os consumidores a:

-negociar com empresas de cartão de crédito o pagamento mensal e uma taxa de juro mais baixa, com possibilidade de perdão do juro e de outros encargos;
-negociar com agências de cobrança o valor da dívida;
-desenvolver planos de reembolso com médicos, hospitais e outros prestadores de cuidados médicos;
-encontrar planos de pagamento ou de subsídios de grandes companhias;
-fornecer aconselhamento na área de habitação para pessoas com problemas nos pagamentos;
-trabalhar com os consumidores para construir orçamentos pessoais e planilhas de gastos para o equilíbrio das contas.

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Classes A e B evitam exposição das dívidas acumuladas em acordos coletivos

Adriana Aguilar      11/08/2011

As classes A e B têm mais força de negociação com as instituições financeiras, muitas vezes, dispostas a negociar com este seleto público. A última saída seria a audiência coletiva na frente de um conciliador. Dos 300 superendividados inscritos no projeto piloto de São Paulo, ocorrido em 2011, metade deles apresentava idade até 40 anos, pertencentes às classes C, D e E. Apenas 10% estavam desempregados. Muitos são funcionários públicos, técnicos de enfermagem, mecânicos, entre outros.

“A conciliação para a classe A e B, em um acordo coletivo, representa uma exposição e um constrangimento, diz Vera Lúcia Remedi Pereira, coordenadora do Tratamento ao Superendividado pelo Procon-SP.

Do total de 300 pessoas do projeto piloto em São Paulo, aproximadamente 10% eram das classes A e B, acima dos 40 anos, empregados na iniciativa pública e privada. Apresentavam dívidas com dezenas de credores. Alguns deles chegaram a ter 20 credores. “São pessoas de boa fé que perderam o controle da situação financeira após fatos inesperados como separação do casal, gastos com doenças, excessiva ajuda aos filhos, entre outros fatores”, explica Vera Lúcia Remedi Pereira.

Outra provável barreira para a participação das classes A e B, no projeto piloto de São Paulo, foi a passagem do consumidor por etapas obrigatórias, antes da conciliação com credores, como triagem e entrevista em um posto de atendimento que reúne diferentes serviços (poupatempo), além da participação obrigatória em uma palestra preparatória para a audiência coletiva, com duração de três horas, com uma psicóloga. “Foram até o fim aquelas pessoas que, efetivamente, queriam resolver o problema do endividamento”, diz Vera.

“O fato é que o público das faixas A e B se mostra mais constrangido ao longo das etapas de atendimento. Há dificuldade desta faixa da população em assumir a necessidade de ajuda de terceiro como o Poder Judiciário para enfrentar a situação”, afirma a juíza Káren Danilevicz Bertoncello.

Nas conciliações promovidas pelo Nudecon, no Rio de Janeiro, houve acordo em 70% delas em 2010. Do total de credores convocados a participar, 90% deles estiveram presentes.

O Projeto-Piloto de Tratamento de Situações de Superendividamento do Consumidor, iniciado em maio de 2010 pelo Tribunal de Justiça do Paraná, prestou assistência jurídica a 545 superendividados até o final de março de 2011. Desse total, 427 fecharam acordos com credores, índice de 78,34%. Houve 2 casos de inadimplência no pagamento das parcelas negociadas em audiências, ou seja, 0,46% de descumprimento.

Dos 545 superendividados atendidos no projeto piloto do Paraná, 66% tem entre 22 e 44 anos, trabalham (70%), são casados (46%), têm renda familiar de 1 a 3 salários mínimos (50%). O total de participantes apontou como causa do superendividamento: o desemprego (30%), a redução do salário (25%), gasta mais do que ganha (22%), doença pessoal ou familiar (16%), divórcio e separação (6%).

A procura das faixas A e B para tratamento ao superendividamento ficou entre 10% e 16% em SP e no Paraná, respectivamente, frente ao total de atendimentos realizados.

Nas audiências de tratamento das situações de superendividamento na cidade de Porto Alegre, o índice de acordo em 2010 ficou em torno de 83%. Nas outras cidades do Estado do Rio Grande do Sul, nas quais são realizadas conciliações, o percentual é menor. Em Sapucaia do Sul, o índice ficou em 54% e em Sapiranga, 67%.

No Rio Grande do Sul, os casos de conciliação com idosos, de 80 anos de idade, chamaram a atenção. Eles tentavam renegociar dívidas que, visivelmente, eram de familiares – pranchas de surf, playstation, entre outros artigos de classes mais abastadas.

“Muitos não têm como fazer acordo porque tiveram redução de renda ou estão desempregados. Nessas cidades, até o pequeno comerciante é beneficiado quando há acordo para o pagamento das dívidas”, afirma a juíza Káren Danilevicz Bertoncello, coordenadora do Centro de Pesquisa da Escola Superior da Magistratura (Ajuris), área de Direito do Consumidor.

Acesse outras informações sobre os programas para superendividados:

Procon de São Paulo
Núcleo de Defesa do Consumidor (Rio de Janeiro)
Tribunal de Justiça do Paraná
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Observatório do Crédito e Superendividamento do Consumidor (Rio Grande do Sul)

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Repetir “poupe seu dinheiro” não surte efeito!

Adriana Aguilar      17/08/2010

megafoneGastar mais do que se deve, ficando sem dinheiro para pagar as contas é o hábito conhecido como “overspending”. É um problema cada vez mais comum diante do aumento da oferta de crédito. Pesquisas mostram que ficar repetindo “poupe seu dinheiro” tem pouca eficácia!

Além disso, as pessoas não se consideram responsáveis pelos gastos e inadimplência. A culpa é dos outros ou de outras coisas – despesa imprevista, desemprego, surto emocional, administradora do cartão etc. Assim, a maioria não se sente diretamente responsável pelo não pagamento da conta ou da dívida.

A nova classe média – consumidores da classe C – ainda passa por restrições. Ela não quer escutar “não consuma e guarde seu dinheiro”. Essa classe tem necessidade de alguns produtos e vê o consumo como inclusão social. Isso explica porque alguns têm celulares e televisores, por exemplo, tão sofisticados, afirma Fábio Moraes, diretor de Educação Financeira da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Esses pensamentos e hábitos de consumo foram constatados em uma qualitativa da Febraban, realizada em janeiro de 2010. Para a pesquisa, foram entrevistadas 400 pessoas da Classe C, que têm renda familiar entre 3 e 10 salários mínimos, a chamada nova classe média, em quatro diferentes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.

“A compra de produtos de marca e de qualidade reconhecidas é vista como investimento, já que não se pode errar na compra, pois não há dinheiro para jogar fora. As TVs de plasma, DVDs e celulares são, no cotidiano desses consumidores, acesso a lazer e comunicação para a família, que substituem gastos com restaurantes, cinema etc”, explica Fábio Moraes.

É interessante notar que, segundo a pesquisa, quando existe um pensamento de futuro, é voltado para o consumo e bem estar próprio e de seus familiares para assumir compromissos sem apertos. Por isso, as motivações para poupar são duas: reservas para emergências e quantias para comprar um bem de maior valor (carro, casa etc.) ou serviço.

O economista Augusto Sabóia faz o planejamento financeiro pessoal de 61 famílias, incluindo os filhos de outros casamentos, netos, pais, sogros, entre outros agregados. Do total, 11% não conseguem fazer economia por mais de um ano.

Segundo Sabóia, ficar repetindo para as pessoas economizarem não surte efeitos. É como pedir para uma pessoa que está fazendo regime: “pare de comer”. Na teoria, todos sabem o que tem de ser feito.

Diante disso, Sabóia tem repetido em suas palestras: “Pare de economizar, planejar dá mais certo”. Segundo ele, se a família planeja férias em Miami em janeiro do próximo ano, todos os membros vão se esforçar para cortar despesas supérfluas para o alcance do objetivo.

“ A estratégia do questionário dos sonhos da família e o planejamento para alcançá-lo, dentro de um prazo programado, é mais eficaz do que pedir para economizar . Quem faz sacrifício, sem meta, comete deslizes no curto prazo”, diz Sabóia.

Os consumidores compulsivos costumam comprometer o dinheiro do mês seguinte, gastam mais do que recebem, ficam presos a vários parcelamentos longos e não conseguem poupar.

Pela pesquisa da Febraban, a faixa dos jovens, até 30 anos, solteiros, com emprego formal, é a de maior risco para o endividamento. Gastos com baladas, vestuário e outros supérfluos podem atingir cifras altas e, por falta de planejamento, o jovem ainda não se dá conta de que é aí que sua conta fica “no vermelho”, afirma Fábio Moraes.

Muitos até têm o hábito de anotar seus gastos e até mesmo reservar parte da receita para uma pequena poupança. No entanto, gastos fundamentais ficam de fora da planilha.

Para Sabóia, preencher corretamente uma planilha de orçamento exige perseverança e coragem, pois a pessoa é obrigada a listar a prestação do automóvel e todas as despesas ocultas (seguro, combustível, IPVA, licenciamento), relacionadas ao carro. Reconhecendo todos os gastos, toma-se conhecimento do que, realmente, cabe no bolso. “É preciso comprar somente o que a renda permite”, diz Sabóia.

A pesquisa da Febraban constatou que as pessoas só se sentem endividadas quando não conseguem pagar suas contas. Ou seja, confundem o conceito de endividamento com o de inadimplência. “Essa confusão é um risco, pois até o momento em que pode pagar a conta, a pessoa acha que pode continuar tomando crédito e gastando, mesmo que esteja no limite do que seu orçamento agüenta”, diz Moraes.

O cartão de crédito funciona como uma poupança em casos de emergência, além de ser emprestado para amigos e familiares, disseram os entrevistados da pesquisa da Febraban.

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Previdência Social: fonte insuficiente para sua aposentadoria

Adriana Aguilar      23/07/2010

inss2010Apesar da importância da contribuição para a o INSS, fique ciente de que a Previdência Social nunca será suficiente para cobrir todas as suas despesas na aposentadoria. O quanto antes, comece a reservar dinheiro para o complemento do montante necessário para a fase de descanso ou trabalho menos intenso.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2008, mostram que um pouquinho mais de 50% da população economicamente ativa são contribuintes do sistema previdenciário público. A mesma pesquisa da PNAD mostrou que há cerca de 31 milhões de trabalhadores informais no Brasil e que os recursos da Previdência Social têm uma importância grande no combate à indigência e à pobreza no País.

Se fossem retirados todos os benefícios previdenciários atualmente pagos pela previdência social, a população de indigentes cresceria, em 2008, em mais de 17 milhões de indivíduos. Já o número de pobres aumentaria em quase 21 milhões, de acordo com a PNAD.

O percentual de indigentes praticamente dobraria, passando de 10,74% para 20,19% da população, enquanto o percentual de pobres subiria em mais de um terço, passando de 29,18% para 40,56%.

O pagamento da Previdência produz impactos relevantes na distribuição de renda de qualquer sociedade contemporânea. No Brasil, os benefícios previdenciários até um salário mínimo têm atuado, positivamente, na redução da desigualdade pessoal de renda entre os trabalhadores brasileiros. A conclusão não é a mesma quando somados os benefícios acima do salário mínimo.

Portanto, a Previdência Social integra uma política pública, com o papel de combate à pobreza no País e redução da desigualdade social. Em 2008, o percentual de cobertura da previdência social alcançou pouco mais de 81% da população idosa. Haverá eficiência do sistema quando a cobertura for de 100%.

Além de cobertura previdenciária insuficiente aos idosos, ainda há um rombo gigantesco que está sendo postergado para o futuro. Em 2010, a estimativa de déficit da Previdência Social somava R$ 47 bilhões. Ou seja, as contas entre o que se recebe e o que se paga aos aposentados apresenta uma diferença de R$ 47 bilhões. Os números são gigantescos, com dezenas de milhões de beneficiários e outros tantos milhões de contribuintes.

Ninguém pode prever quais medidas ou leis serão publicadas lá na frente para resolver esse grave problema nacional, com tendência ao caos se nada for feito. Haverá um grande, e necessário, caminho a se percorrer para ampliar a cobertura da Previdência Social e também para a resolução do fechamento das contas.

Diante de tantas incertezas, envolvendo milhões de pessoas que precisarão do mesmo dinheiro para subsistência, você ainda se arrisca a depender apenas da Previdência Social? Mesmo se aposentando pelo teto de R$ 3.416,00, a quantia dificilmente bancará o plano de saúde, remédios, passeios, viagens, despesa da casa, carro e presentes.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no final de 2009, a expectativa de vida da população brasileira passa dos 72 anos. Não dá para ficar esperando qualidade de vida com os recursos do deficitário INSS.

Também não dá para achar que você vai ficar na mesma empresa a vida toda. Faça um planejamento, com depósitos mensais em uma conta ou fundo, sob seu controle, para manter o dinheiro necessário para o seu futuro. O dinheiro será seu e de mais ninguém! Com o dinheiro acumulado, você poderá mudar de carreira ou viver de renda.

Independentemente de ser da classe A, B o C, é possível você viver da sua própria renda acumulada na previdência privada – produto com menor alíquota de imposto de renda (IR) do mercado. Mas, é preciso pesquisar bastante para encontrar o produto adequado. Nem tudo que está disponível na prateleira das instituições financeiras vale a pena.

Comece imediatamente a planejar sua aposentadoria. O quanto antes, inicie os depósitos mensais para o longo prazo. Basta você querer!

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Exija a gestão eficiente do dinheiro público aplicado na Copa do Mundo

Adriana Aguilar      20/07/2010

binoculoOs grandes eventos, como a Copa do Mundo e Olimpíadas, inspiram outras várias obras de menor porte. Como há uma data definida para os jogos ocorrerem, nada poderá ser postergado. O raciocínio é o mesmo da previdência privada, quanto mais próximo da fase de aposentadoria, maior o desembolso mensal. Em relação à Copa do Mundo, quanto mais nos aproximamos do evento, maior será o custo das obras, pagas com o dinheiro público. As pessoas têm de exigir a gestão eficiente dos recursos aplicados. O que ganharemos em troca?

O diretor de projetos da consultoria Dinsmore Associates, Luiz Rocha, explica que o planejamento de uma grande obra, avaliada em R$ 500 milhões, por exemplo, pode levar de 18 meses a 24 meses para ficar pronto, já considerando outros estudos mundiais sobre o mesmo tipo de empreendimento. Além da parte técnica do projeto, faz parte do planejamento: o gerenciamento das partes envolvidas (quando há questão ambiental, desapropriação de terra, indenizações) e a comunicação com toda sociedade. Também nessa etapa é definido o “triângulo de ouro” do projeto: o que tem de ser feito? Em qual prazo? A que custo?

A data de realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas determina o prazo de entrega das grandes obras. “Quando mais nos aproximamos do evento, mais elevados são os custos”, diz o diretor de projetos, Luiz Rocha. Quando se planeja com consistência, maiores as chances de cumprimento do prazo e de precisão do custo da obra”, afirma.

A verdade é que faltam bons projetos para a melhor gestão do dinheiro público. A principal questão é a formulação de um bom projeto, com análise econômica, jurídica e de engenharia para a montagem do edital de licitação atrativo à iniciativa privada. “Diante de investimentos tão altos, é importante que a empresa saiba de que forma ocorrerá a recuperação dos recursos ao longo de duas décadas ou o Estado vai bancar todas as obras a fundo perdido? A equação econômica e governamental não está clara nos projetos “, explica o professor de direito administrativo da Direito GV, Carlos Ari Sundfeld.

Um relatório, chamado TaxPayers´Alliance 2012, sobre os custos das Olímpiadas em Londres, comenta que a maior parte do salto orçamentário das olimpíadas de Atenas, capital da Grécia, ocorreu nos quatro anos anteriores à sua realização. O custo inicial das olimpíadas de 2004 saltou de US$ 1,3 bilhão para US$ 6,7 bilhões. Em 2010, a Grécia teve de fazer várias reformas devido ao alto endividamento público agravado ao longo dos anos.

Nas Olimpíadas 2012, em Londres, o orçamento inicial de US$ 3,7 bilhões foi elevado para US$ 14,3 bilhões no período de dois anos, e poderá chegar a US$ 19,2 bilhões. A organização comenta ainda que decisões gerenciais erradas, choque de personalidades e incapacidade de controlar custos estão elevando as cifras das Olimpíadas 2012.

No caso do Brasil, além da proximidade da Copa do Mundo 2014, outra agravante que é, neste ano de eleição, os políticos querem entregar resultados antes de deixarem o cargo. Na pressa, aceleram os projetos, aumentando os riscos no futuro.

Segundo dados do Ministério do Turismo, o investimento em infraestrutura turística, ao longo dos anos, cresceu 52 vezes. Representava R$ 52,8 milhões, em 2003, passando para R$ 1,7 bilhão, em 2009. Neste ano, são R$ 2,72 bilhões. Com a proximidade da Copa, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, o orçamento para os eventos exigirá muito mais.

“Temos de fazer o planejamento do evento adequado à nossa realidade, à demanda de cada região do País”, diz o Amir Somoggi, diretor da Esporte Total, divisão da auditoria e consultoria Crowe Horwath RCS. Para ele, as grandes cidades, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, podem ter o futebol como alavancador do setor turístico. Mas, há três variáveis para o alcance desta meta. Primeiramente, existência de transporte e segurança adequados para as pessoas chegarem aos estádios. Em segundo lugar, equilíbrio nas fontes de financiamento e alocação estratégica dos recursos.

“O sucesso de eventos internacionais, como Copa do Mundo e Olimpíadas, está no equilíbrio das fontes de financiamento. O Estado tem de investir em parques, projetos de mobilidade urbana e segurança. Fica por conta da iniciativa privada os investimentos em empreendimentos lucrativos. É um péssimo negócio a entrada de 80% a 90% de dinheiro público em grandes empreendimentos. Tem de ser meio a meio, dividido com o setor privado”, diz.

A maior dificuldade, na avaliação de Somoggi, é que o alto valor dos estádios, entre R$ 400 milhões e R$ 700 milhões, inviabiliza a entrada de investidor privado. Muitos estádios, idealizados para a Copa no Brasil, superam os R$ 500 milhões. No máximo, o estádio deveria ficar em R$ 300 milhões. “A preocupação do investidor é o retorno financeiro”, diz.

Como terceira variável para a alavancagem do turismo, é a integração do estádio ao setor hoteleiro e ao mercado imobiliário (conjuntos comerciais). “O investimento não se paga somente com o público do futebol. O envolvimento do projeto com outras áreas da iniciativa privada mantém o estádio funcionando 24 horas, nos sete dias da semana”, afirma Somoggi.

É bom lembrar que os jogos exigem novos vôos, melhorando a malha aérea. Além disso, obras de infraestrutura são fundamentais para tornar a cidade mais atrativa, pois incluem transporte público, principalmente o metrô, ampliação e reforma de terminais rodoviários, estádios, hotéis, construção de centros de atendimento ao turista, entre outros.

Uma medida provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 20 de julho, autorizou o aumento do limite de endividamento de 100% para 120% para que os municípios contraiam empréstimos para obras de infraestrutura da Copa. A regra não altera a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o Tesouro, o limite está atrelado à Medida Provisória 2185, de 2001, que definia os limites de endividamento dos municípios que renegociaram suas dívidas com o Governo Federal.

No Brasil, os modelos existentes para os contratos administrativos (quando poder público paga a obra) ou contratos de parcerias público-privadas (PPP) apresentam normais legais bem estruturadas, consistentes e já experimentadas. Portanto, não é preciso novas leis para construção de linha de metrô, ampliação de portos e aeroportos ou construção de estádios, explica o professor de direito administrativo da Direito GV, Carlos Ari Sundfeld. Só faltam bons projetos para a melhor gestão do dinheiro público.

 

 

Os 10 erros cometidos no controle do orçamento

Adriana Aguilar      08/02/2010

Augusto_SaboiaNa hora de preencher a planilha de orçamento, as pessoas sempre se esquecem das “despesas formiguinhas”, não calculam as “despesas ocultas”, se presenteiam no dia do “eu mereço”, pecam pelo exagero da “boa vida aos filhos”, além da insistência na manutenção de um “orçamento dos sonhos”, no qual prevalecem os gastos de um mundo imaginário, não condizente com a realidade da família. Esses são alguns dos erros, mais freqüentes, observados pelo economista Augusto Sabóia que acumula a experiência de prestar consultoria de seguros e previdência privada para mais de 3 mil pessoas, além do trabalho diário de planejamento financeiro pessoal de 91 famílias, incluindo os filhos de outros casamentos, netos, pais, sogros, e, muitas vezes, irmãos com vícios, sobrinhos desamparados e ex-cônjuges.

Uma mera equação matemática seria suficiente para o planejamento e enriquecimento da pessoa. O processo requer atenção, disciplina e planejamento. A grande dificuldade, na avaliação de Sabóia, é a pessoa se autoconhecer e comprar somente o que a renda lhe permite. “Sempre digo que aceitar o orçamento real é uma iniciativa de coragem da família”, diz o economista.

Os números mostram que conseguir passar 30 dias com a renda mensal, reservando uma fatia para a poupança, parece ser uma tarefa quase impossível para muitas pessoas. Dados do Banco Central do Brasil mostram que o total de dívidas no cartão de crédito cresceu quase 20% em 2009 e chegou ao valor inédito de R$ 26,3 bilhões em dezembro do ano passado, o dobro do visto há três anos. Nos Estados Unidos, os abusos no uso dos cartões de crédito e os empréstimos concedidos têm batido níveis em relação às últimas três décadas

Abaixo, Sabóia aponta os 10 principais erros mais cometidos pelas famílias que fazem controle do orçamento:

1 – INSISTIR NO “ORÇAMENTO DOS SONHOS”

Uma coisa é o orçamento de vida real. Outra coisa é aquele que a pessoa gostaria de ter algum dia. Fazer o orçamento é colocar o que recebe menos o que gasta, mais despesas ocultas, despesas formiginhas, inflação e impostos. Sabóia conta que o maior problema das pessoas, hoje, é a novela das 20 horas. O personagem principal entra pobre, se casa com a menina rica no próximo capítulo. O pai da mocinha morre no outro. Então, o galã passa a ser dono da fábrica e do iate. A vida real é outra. No dia seguinte, o trabalhador está na empresa às 8 horas. Muitas vezes, para receber o salário mínimo no final do mês. Não adianta ganhar 10, gastar 22 e ficar devendo 12 mensalmente. É possível se planejar e formar reserva com qualquer salário. A roupa de grife não faz mal a ninguém. O problema é saber quanto o preço da peça representa no orçamento da pessoa. A família precisa ter os pés no chão para saber o orçamento real dela: quanto recebe, quanto pode gastar para, no longo prazo, planejar mais conforto (casa, carro, roupas de qualidade) e subir degraus. É preciso planejar de onde virá a renda para o conforto desejado no futuro. Não simplesmente sair gastando sem medidas.

2 – ACHAR QUE AS “DESPESAS FORMIGUINHAS” SÃO IRRELEVANTES

Ter um diário dos gastos faz toda a diferença, principalmente, se colocar a cadernetinha no bolso e anotar cada bala, cafezinho, gorjeta, cada centavo pago ao longo do dia. O suco, o bolinho e o cafezinho custam cerca de R$ 8,00 em apenas um dia. Durante a semana, o gasto soma R$ 40,00. No mês, R$ 160,00. No ano, o resultado é R$ 2.080,00, sem considerar taxa de juro. Por que não levar um lanche de casa para ficar mais barato? É preciso mudar os hábitos para o alcance dos sonhos. Na avaliação de Sabóia, a pessoa tem de decidir se vai continuar comprando o dispensável ou se prefere usar os R$ 2.080,00 para pagar a passagem de férias para Nova York, por exemplo. Se a pessoa não quiser abrir mão das guloseimas diárias, que representam uma fatia importante da capacidade de poupança dela, tudo bem. A escolha é dela. Só não repita que não consegue poupar. Na verdade, ela não quer poupar. Tem de prestar atenção no quanto o preço do objeto representa no orçamento. Uma bolsa de R$ 10 mil para um milionário não é nada. Enquanto que para o motoboy é um valor inimaginável. Basta guardar R$ 300,00 todo mês, aplicá-los em algum investimento atrelado a taxa de juro e, ao final de 35 anos, chegaria ao montante de R$ 1 milhão.

3 – IGNORAR AS “DESPESAS OCULTAS”

Não enxergar o total de custos adicionais que integram cada compra é um grande equívoco por falta de educação financeira. Os consumidores só vêem o momento, faltando percepção para as despesas ocultas. Um carro financiado não custa somente R$ 500,00 ao mês. A pessoa vai desembolsar, na verdade, 1,5 mil por mês, depois de somadas à prestação do veículo outras necessidades: combustível (400,00 por mês), manutenção (R$ 3,00 ao dia ou R$ 100 ao mês), despesas com seguro, IPVA e licenciamento. Além disso, para a troca do mesmo veículo por um zero quilômetro no prazo de quatro anos, deve entrar no cálculo uma reserva mensal, referente à depreciação do automóvel. Assim, lá na frente, haverá dinheiro para a aquisição do zero quilômetro. Na planilha de orçamento projetada, tem de constar a prestação do automóvel e todas as despesas ocultas relacionadas ao carro.

4 – PREFERIR O IMEDIATO AO FUTURO

Na compra de um celular parcelado, deve ser computado o gasto com as ligações no custo total do aparelho. O melhor seria a mãe não presentear o filho com um celular e, em vez de quitar contas de telefone dele, a mãe depositaria R$ 50,00 mensais para o curso do filho no exterior daqui a duas décadas. Outro exemplo. Um cachorro custa, em média, R$ 150 mil em 15 anos. Há despesas com alimentação, veterinário, remédios e higienização. Se a pessoa não tem os 200 mil poupados para a faculdade do filho, como é que pode comprar ou aceitar um cachorro? Se não tem outros R$ 200 mil reservados para a aposentadoria dela, como é que pode ter cachorro? É importante fazer escolhas, pensando no futuro.

5 – PROVER BOA VIDA AOS FILHOS

Um grande erro é usar o dinheiro reservado para a aposentadoria na faculdade do filho. O casal deve poupar para a previdência privada em vez de facilitar a vida dos adolescentes. Aos 20 anos, o filho vai embora e a longevidade do casal permanece por 30, 40 ou até mais de 50 anos, fruto do avanço da medicina. Lá na frente, o filho terá os custos da casa própria e da família dele e não poderá ajudar os pais. Em vez de facilitar o pagamento das contas, os pais têm de transmitir sabedoria para a próxima geração enriquecer.

6 – DIZER “EU MEREÇO”

É a tragédia cometida por homens e mulheres no dia do aniversário ou nas festas de final de ano. É pavoroso ouvir a pessoa dizer que fez uma grande compra por ter trabalhado muito ou realizado um feito extraordinário. A função de todos é trabalhar. Por este motivo, não merece coisa alguma. É muito importante a pessoa se premiar, dizendo que colocou R$ 10 mil a mais na conta corrente este ano, em relação ao anterior, optando por fazer uma especialização para aperfeiçoamento profissional. O gasto à toa não levará a pessoa a lugar algum.

7 – EXTRAPOLAR NOS PRESENTES

O mundo não acaba no Natal, no Ano Novo e na viagem de férias, quando algumas famílias resolvem, simplesmente, gastar toda a reserva. Ao longo do ano, há várias datas comemorativas: dia dos pais, dia das mães, aniversários, casamentos e infinitos presentes para os colegas do filho, os amigos do trabalho, funcionários do prédio, primos, sogro, sogra. São cerca de 100 presentes no ano. Se houver o gasto de R$ 50,00 para cada presente, o custo será de R$ 5 mil ao ano, diminuindo parte da poupança anual. Em vez de passear no shopping, fazendo compras no cartão, sem limitação, a pessoa tem de ser criativa e buscar alternativas mais econômicas para não cometer deslizes nas contas.

8 – MANTER O PADRÃO DE VIDA ANTIGO

A renda da família fica R$ 5 mil menor e todos continuam mantendo o padrão de vida de R$ 10 mil, não aceitando a queda de metade do salário com a troca de emprego. Até a inflação, de 10% ao ano, exige mudança em muitos itens de consumo para a preservação da capacidade de poupança. A família toda tem de se organizar e remanejar produtos caros por outros mais baratos e ser criativa. Vale o mesmo para a mudança de padrão de vida.

9 – INSISTIR NO FIADO

Pagar faculdade fiado, formatura fiado, festa do casamento fiado, carro fiado, apartamento fiado. A pessoa começa a vida profissional pendurada, com décadas de dívidas. A construtora diz que a pessoa consegue financiar o apartamento, com o comprometimento de 30% do salário em cada prestação. A pessoa fica quebrada. Sabóia recomenda sempre comprar à vista para acumular dinheiro. Com R$ 1,6 mil mensais, durante quatro anos, há dinheiro para quitar o apartamento. É possível se tornar proprietário de um imóvel de R$ 100 mil em quatro anos, considerando o juro sobre a poupança. Mas, tem gente que opta pela dívida por 30 anos. Prefere pagar R$ 500 mil com juros e prestações, por algo que, à vista valeria R$ 100 mil.

10 – ACHAR QUE AS DESVENTURAS PASSAM LONGE

Preste atenção aos custos com médicos, remédios, diárias de hospitais e clínicas. As desventuras – alcoolismo, drogas, acidentes com vítimas, problemas amoroso, separação, doenças genéticas, entre outras – não acontecem somente com vizinhos. As desventuras batem à porta de todos. Não é possível fazer controle de orçamento, esquecendo da proteção ao risco. Há necessidade de contratação de seguro de vida com cobertura para riscos de morte acidental ou natural e invalidez (são 10 mil pessoas inválidas por ano no Brasil). Também é importante manter um seguro de saúde, seguro de carro e plano de previdência, além de planejar uma reserva para os imprevistos. A família com dois filhos ou mais tem de ter testamento, na avaliação de Sabóia.

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