“Seu Furquim” – o investidor!

Adriana Aguilar      04/02/2011

O vídeo “Seu Furquim” conta a história de um investidor apaixonado por ações.
Aos 90 anos, comemorados em 13 de dezembro de 2010, o senhor José Epaminondas Furquim de Campos, conhecido como “Seu Furquim”, pode relembrar a época das aplicações feitas nos recibos de ações brasileiras, negociados entre São Paulo e Nova York, os chamados American Depositary Receipts (ADRs)
“Seu Furquim”, diariamente, até 2008, marcou presença em uma corretora de valores de São Paulo para acompanhar pessoalmente as operações com renda variável, sob gestão de uma equipe de profissionais vigiados “de perto” por ele.

Frases do “Seu Furquim”:

Comprava terrenos, construía prédios e vendia. Dava dinheiro, mas não tinha emoção…

Achava bolsa chique. Todos os meus amigos ricos mexiam com bolsa

Aos 66 anos, comecei a investir em ações. A partir de 1970, fiz uns 16 cursos para aprender

Uma noite, recebi a notícia que havia perdido US$ 450 mil. Devagarinho, recuperei o dinheiro.

Não fiz fortuna na bolsa. Sempre ganhei pouco, mas ganhei.

Só lamento não ter entrado antes!

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Vídeo “Seu Furquim” – o investidor!
Direção e montagem: Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli
Produção: Andréa Hafez e Adriana Aguilar

 

 

Pequeno investidor aplica em fundo com taxa de administração mais alta

Adriana Aguilar      30/07/2010

taxa_administraçaoA maior parte dos pequenos investidores tem optado por pagar a taxa de administração de 4% quando deposita até R$ 1 mil em fundos referenciados DI. Por conta disso, acaba tendo uma rentabilidade bem baixa na aplicação feita. Com o aumento do número de depósitos, o montante acumulado no fundo DI com taxa de administração de 4% passou de 43,9% para 47,3% do patrimônio líquido total dessa categoria de produto.

Os fundos Referenciados DI são produtos conservadores, com mais da metade da carteira composta por papéis emitidos pelo Governo Federal (títulos públicos). Em 2010, o fundo referenciado DI tem apresentado rendimento líquido em torno de 5 a 6% ao ano. No entanto, quanto maior a taxa de administração cobrada, menor é o rendimento do fundo. Ao pagar 4% de taxa de administração, é impossível o dinheiro render 6% ano. Seria melhor migrar para o dinheiro para a caderneta de poupança.

O que rende mais: poupança ou fundo DI?

Profissionais consultados não sabem explicar quais os motivos que levam os pequenos investidores a aplicarem em fundos com taxa de administração de 4%.

A taxa de administração é cobrada sobre cada quantia depositada por você e não sobre o saldo total do fundo. Se você investiu R$ 1 mil em um fundo cuja taxa de administração é de 4%, terá que pagar, ao longo do ano, o equivalente a R$ 40,00. Calculada sobre cada depósito feito, a taxa será cobrada independentemente de o fundo apresentar rentabilidade negativa.

A taxa de administração serve para remunerar o trabalho de administração do fundo feito pelas instituições e o custo do produto. Segundo a associação que representa os fundos de investimento, chamada Anbima, as administradoras dos fundos têm gastos com impressão, expedição e publicação de relatórios, correspondências, auditorias em todas as transações e outras exigências da CVM. Tudo tem de ser feito para cada um dos cotistas.

Como exemplo, um fundo com patrimônio de R$ 1 milhão e depósito de entrada de R$ 100 mil, teria apenas 10 cotistas. No entanto, o mesmo fundo com patrimônio de R$ 1 milhão e tíquete de entrada de R$ 1 mil, passa a ser composto por 1 mil cotistas. “Quanto menor o tíquete do fundo, mais transações de pessoas e, portanto, maior o custo de impressão, relatórios, correspondências para cada participante do fundo”, afirma o vice-presidente da Anbima, Demosthenes Madureira de Pinho Neto.

De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável por fiscalizar e inspecionar os fundos de investimentos, a melhor maneira para o investidor se proteger de altas taxas de administração é se informando adequadamente por meio dos prospectos, regulamentos e sites de distribuidores e do investidor, por exemplo.

O percentual cobrado sobre seu depósito para despesas e gestão do fundo tem de constar no Regulamento do Fundo. Peça para ver o percentual escrito no regulamento antes de assinar o contrato de adesão ao fundo.

O superintendente de Relações com Investidores Institucionais da CVM, Francisco Santos, afirma que as taxas de administração dos fundos são um preço de mercado, não havendo qualquer tipo de interferência da CVM nesse aspecto. “Também não há qualquer intenção de regular esse tema de modo diverso”, diz Francisco.

Outra recomendação da CVM é a comparação das características dos diversos produtos ofertados para a decisão daquele que seria o produto mais adequados ao investidor, tendo em vista seu próprio perfil de risco, características e objetivos de investimento.

A CVM vem desenvolvendo iniciativas como o site do investidor. O portal permite diversos tipos de consultas sobre fundos de investimento, inclusive a visualização das taxas de administração e a análise de informações de prospectos e regulamentos. “Trata-se de um problema de informação do investidor e não de qualquer tipo de interferência ou limite à fixação de taxas de administração, que permanecem como preço livre de mercado”, afirma a superintendente de desenvolvimento de mercados da CVM, Luciana Dias.

taxa_administraçao_tabela

 

 

Previdência Social: fonte insuficiente para sua aposentadoria

Adriana Aguilar      23/07/2010

inss2010Apesar da importância da contribuição para a o INSS, fique ciente de que a Previdência Social nunca será suficiente para cobrir todas as suas despesas na aposentadoria. O quanto antes, comece a reservar dinheiro para o complemento do montante necessário para a fase de descanso ou trabalho menos intenso.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2008, mostram que um pouquinho mais de 50% da população economicamente ativa são contribuintes do sistema previdenciário público. A mesma pesquisa da PNAD mostrou que há cerca de 31 milhões de trabalhadores informais no Brasil e que os recursos da Previdência Social têm uma importância grande no combate à indigência e à pobreza no País.

Se fossem retirados todos os benefícios previdenciários atualmente pagos pela previdência social, a população de indigentes cresceria, em 2008, em mais de 17 milhões de indivíduos. Já o número de pobres aumentaria em quase 21 milhões, de acordo com a PNAD.

O percentual de indigentes praticamente dobraria, passando de 10,74% para 20,19% da população, enquanto o percentual de pobres subiria em mais de um terço, passando de 29,18% para 40,56%.

O pagamento da Previdência produz impactos relevantes na distribuição de renda de qualquer sociedade contemporânea. No Brasil, os benefícios previdenciários até um salário mínimo têm atuado, positivamente, na redução da desigualdade pessoal de renda entre os trabalhadores brasileiros. A conclusão não é a mesma quando somados os benefícios acima do salário mínimo.

Portanto, a Previdência Social integra uma política pública, com o papel de combate à pobreza no País e redução da desigualdade social. Em 2008, o percentual de cobertura da previdência social alcançou pouco mais de 81% da população idosa. Haverá eficiência do sistema quando a cobertura for de 100%.

Além de cobertura previdenciária insuficiente aos idosos, ainda há um rombo gigantesco que está sendo postergado para o futuro. Em 2010, a estimativa de déficit da Previdência Social somava R$ 47 bilhões. Ou seja, as contas entre o que se recebe e o que se paga aos aposentados apresenta uma diferença de R$ 47 bilhões. Os números são gigantescos, com dezenas de milhões de beneficiários e outros tantos milhões de contribuintes.

Ninguém pode prever quais medidas ou leis serão publicadas lá na frente para resolver esse grave problema nacional, com tendência ao caos se nada for feito. Haverá um grande, e necessário, caminho a se percorrer para ampliar a cobertura da Previdência Social e também para a resolução do fechamento das contas.

Diante de tantas incertezas, envolvendo milhões de pessoas que precisarão do mesmo dinheiro para subsistência, você ainda se arrisca a depender apenas da Previdência Social? Mesmo se aposentando pelo teto de R$ 3.416,00, a quantia dificilmente bancará o plano de saúde, remédios, passeios, viagens, despesa da casa, carro e presentes.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no final de 2009, a expectativa de vida da população brasileira passa dos 72 anos. Não dá para ficar esperando qualidade de vida com os recursos do deficitário INSS.

Também não dá para achar que você vai ficar na mesma empresa a vida toda. Faça um planejamento, com depósitos mensais em uma conta ou fundo, sob seu controle, para manter o dinheiro necessário para o seu futuro. O dinheiro será seu e de mais ninguém! Com o dinheiro acumulado, você poderá mudar de carreira ou viver de renda.

Independentemente de ser da classe A, B o C, é possível você viver da sua própria renda acumulada na previdência privada – produto com menor alíquota de imposto de renda (IR) do mercado. Mas, é preciso pesquisar bastante para encontrar o produto adequado. Nem tudo que está disponível na prateleira das instituições financeiras vale a pena.

Comece imediatamente a planejar sua aposentadoria. O quanto antes, inicie os depósitos mensais para o longo prazo. Basta você querer!

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O que rende mais: poupança ou fundo DI?

Adriana Aguilar      12/07/2010

quebra_cabecaEm quais condições, valeria a pena fazer aplicações em um fundo de renda fixa referenciado DI, com 100% da carteira composta por títulos públicos? A taxa de administração tem de ser critério decisivo. Somente quando o investidor encontrar um fundo conservador com taxa abaixo de 1,6% ao ano, o rendimento do fundo referenciado DI será superior ao da caderneta de poupança.

Segundo cálculos do coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV de São Paulo, William Eid Júnior, a caderneta de poupança renderá 7% nos próximos anos. Nos fundos referenciados DI, o investidor poderia considerar o rendimento bruto em torno de 10% ao ano (atrelado à taxa básica de juro Selic).

Supondo que o investidor deixará o dinheiro dele aplicado no fundo referenciado DI, com 100% de títulos públicos em carteira, por mais de dois anos, para alcançar a menor alíquota de IR de 15% sobre os rendimentos, então o fator diferencial será a taxa de administração. “Fazendo as contas, chega-se a conclusão que se a taxa de administração cobrada for 1,68% ao ano, o rendimento do fundo DI fica igual ao da poupança”, diz Eid Júnior.

Nessas condições, só valeria apena deixar o dinheiro no fundo referenciado DI com taxas de administração inferior a 1,6%, difícil de ser encontrada em produtos de investimentos para pessoas com baixo tíquete de aplicação, até R$ 10 mil. É por isso que a caderneta de poupança continua sendo uma boa alternativa aos pequenos investidores conservadores, atraídos pelos títulos públicos pós-fixados.

Na avaliação de William Eid, a pessoa que coloca dinheiro na caderneta de poupança, seja pequeno ou grande investidor, quer um instrumento simples que proporcione proteção do dinheiro e comodidade, sem ter trabalho de ficar acompanhando volatilidade, rendimento, pagamento de imposto e prazos, explica Eid.

Nos primeiros cincos meses de 2010, enquanto os fundos referenciados DI registraram a saída de R$ 6,29 bilhões, a entrada líquida de recursos na caderneta de poupança somou R$ 5,26 bilhões (ver tabela).

Pesa ainda a favor da caderneta de poupança a isenção do Imposto de Renda (IR) no rendimento, a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para depósitos até R$ 60 mil, no quase de quebra da instituição. E, por fim, a poupança também está livre da taxa de administração cobrada pelos fundos.

Do outro lado, os fundos de investimentos apresentam a taxa de administração e os recursos aplicados no DI têm incidência de imposto de renda (IR), com alíquota de 22,5% sobre o rendimento do fundo nas aplicações inferiores a seis meses, baixando para 15%, quando o dinheiro permanece por mais de dois anos no fundo de renda fixa de longo prazo. Ainda há o custo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide nos saques feitos em um prazo inferior a 30 dias da data de aporte do dinheiro no fundo. Portanto, o rendimento do fundo tem de compensar todos os custos do produto e impostos para valer a pena.

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Os 10 mandamentos do bilionário investidor brasileiro

Quais as 12 ações que fazem parte da carteira do investidor Lírio Parisotto?

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Quem acumulou R$ 1 milhão nos últimos 12 anos?

 

 

Quais as 12 ações que fazem parte da carteira do investidor Lirio Parisotto?

Adriana Aguilar      03/11/2009

Durante apresentação de Lírio Parisotto aos clientes da corretora Geração Futuro, no dia 9 de outubro, foram apresentadas as 12 ações que fazem parte da carteira do fundo, chamado L Par FIA, com R$ 2,186 bilhões de patrimônio, sob gestão do investidor.

ParisottoCarteiraAções

 

 

10 mandamentos do bilionário investidor brasileiro

Adriana Aguilar      03/11/2009

ParisottoLirio Parisotto, com 55 anos, começou 2009 com R$ 1,123 bilhão, avançando para R$ 2,186 bilhões em outubro. Tudo aplicado em ações. Enquanto o Ibovespa subiu 72,79% em 12 meses até 9 de outubro, o fundo do bilionário registrou 122,18% de alta no mesmo período.

A maneira como Parisotto olha o próprio investimento é muito particular. Na carteira de ações dele há 12 papéis, não mais do que isso. Quando uma nova ação entra, alguma sai. A carteira só é movimentada quando ocorrem fatos excepcionais. “Não invisto em empresa que dá problema. Deu prejuízo, vai embora. A Braskem me deu dissabor e não está mais na carteira”, disse Lirio Parisotto durante palestra aos clientes da corretora Geração Futuro, em 9 de outubro.

Capas de variadas revistas, abordando a bem sucedida experiência dele no mercado de ações, Lirio Parisotto afirma gostar da exibição, com o objetivo de mostrar aos leitores que, a exemplo dele, não se deve perder a cabeça quando o Ibovespa despenca.

O empresário, entre 1986 e 1987, perdeu 300 mil dólares ao investir em um momento de pico da bolsa, quando o índice estava no topo. Outro erro cometido, na mesma aplicação, foi ter usado dinheiro do capital de giro, que mais tarde fundaria a empresa Videolar, hoje líder na fabricação e distribuição de DVDs, CDs, fitas VHS e mídia virgem no Brasil. Parisotto não está no comando da Videolar. Mas,integra o conselho de administração da empresa.

Os erros cometidos no passado serviram de aprendizado. No decorrer dos anos seguintes, o empresário multiplicou várias vezes sua fortuna com a renda variável. “Sempre digo que a queda do mercado é uma promoção. Na liquidação das lojas, a pessoa vai às compras para pegar descontos de 15%, 20%, 30% nas peças. O mercado de ações faz isso regularmente, só que as pessoas, em vez de aproveitar a promoção, vão lá e vendem mais”, diz o investidor.

“O meu critério de investimento, hoje, são três segmentos: bancos, energia elétrica, siderurgia e mineração. Eu não tenho nada fora disso. Para não dizer que tenho nada, tenho 2% ou 3% de coisas exóticas”, afirma Lírio.

Se eu tivesse Petrobras, a minha performance este ano estaria abaixo do Ibovespa. “Acho a Petrobras uma excelente empresa como negócio, o problema é a gestão da companhia. Enquanto o preço do barril, no mercado internacional, sobe ou desce, o combustível destinado ao consumidor continua inalterado”, explica.

O bilionário também tem uma opinião formada sobre o setor de construção, com mais de 20 empresas com capital aberto. “Nenhum País do mundo tem esta quantidade de empresas. Além disso, as tentações são muito grandes neste segmento, como a compra de um terreno subavaliado, venda de um imóvel abaixo do preço, subfaturamento. Eu prefiro trabalhar com segmentos mais protegidos a correr outros riscos”, diz.

Dentre os critérios usados na escolha das ações, Parisotto afirma que um dos mais importantes é o Preço/Lucro (P/L). O segundo critério é o Dividend Yield que as empresas oferecem de remuneração. O dividend yield é visto por Parisotto como dinheiro novo que entra para a compra de mais ações.

Outro critério relevante, para a eleição das 12 empresas que entram na carteira dele, é a liquidez, ou seja, a situação de solvência da companhia, que seria o seguinte: de cada R$ 1,00 devido pela empresa, quantos outros reais a companhia tem em caixa ou em contas a receber. Não vale conta estoque.

O experiente investidor também diz que é bom ficar de olhos bem abertos nas atitudes dos empresários que estão no comando de empresas negociadas na bolsa. “Quer saber se o executivo trabalha de verdade? Veja se ele contrata auditor ou consultor. Se há o costume de trazer consultores, caia fora da empresa porque o executivo não está fazendo o dever de casa. Fique longe de empresas que contratam muita consultoria”, afirma.

Abaixo, estão os 10 mandamentos do investidor bilionário, Lírio Parisotto:

1) NÃO PERCA TEMPO COM IPO, VOCÊ PAGA A CONTA LITERALMENTE

Eu aviso que IPO é aventura de capital. É feito “road show”, festa, contratação de bancos, impressão de materiais de primeira qualidade, anúncios em jornais. Sabe quem paga a conta? Adivinhe? Você que aplica nas ações! Quem subscreve as ações paga literalmente a conta. Não vou dizer que 100% dos IPOs são maus negócios. Em toda regra, há uma exceção. Mas, é duro ganhar a vida com IPO. Na prática, se você comprar as ações, vai pagar as contas dos envolvidos no IPO. Não deveria ser feito dessa forma. É necessário um controle maior do mercado sobre esta prática.

2) POUCA DIVERSIFICAÇÃO! UMA AÇÃO POR MÊS É MAIS QUE SUFICIENTE

Quanto mais empresa você colocar na sua carteira, maior é a prova que você não acredita naquilo que está comprando. Tenho 12 ações em minha carteira porque, com 55 anos, já não tenho a coragem e a personalidade de escolher só dois papéis. No final do ano, quem vai fazer a diferença de rentabilidade são duas ou três ações apenas. É importante ter poucas ações em carteira para acompanhar bem cada uma das companhias. Devem ser analisados os balanços, balancetes, evolução dos produtos no mercado, atitude dos executivos das empresas, por exemplo.

3) NUNCA COMPRE COISA QUE VOA, NEM QUE FABRICA O OBJETO VOADOR, COMÉRCIO VAREJISTA IDEM

Este é o meu conceito. Vou mencionar várias empresas varejistas que quebraram nos últimos anos. Talvez, você nem se lembre mais: Mesbla, Mappin, Arapuã, Casas Centro, Lojas Hermes Macedo, Rede de eletrodomésticos Brastel, G. Aronson, Lojas Brasileiras. Mencione uma siderúrgica que quebrou? Se souber de uma companhia elétrica que quebrou, apesar do racionamento em 2000, me avise. Não pode quebrar empresa de energia elétrica. No entanto, no setor aéreo, três grandes companhias quebraram em um instante: Varig (sobrevivendo com nome de terceirizada), Transbrasil e Vasp.

4) FIQUE LONGE DAS EMPRESAS COM SEDE EM PAÍSES EXÓTICOS

Nós temos de olhar as leis brasileiras que já são difíceis de serem interpretadas e seguidas corretamente. Imagine a dificuldade para analisar uma empresa criada em outro país. Ou de uma empresa que se transfere para o exterior para depois abrir capital aqui. Não são muitas, mas existem alguns casos a serem evitados.

5) NÃO COMPRE EMPRESA QUE DÊ PREJUÍZO, EMPRESA COM LUCRO NÃO QUEBRA

Parece óbvio, mas as pessoas ainda seguem dicas. Todo mundo tem uma dica quente. Deixo a dica para você usar da melhor forma possível, porque eu não quero saber de nada quente.

6) LIQUIDEZ É FUNDAMENTAL, PRECISAMOS SEMPRE DA PORTA DE ENTRADA E DE SAÍDA

Há por volta de 500 empresas de capital aberto. Do total, na bolsa, apenas 300 são negociadas duramente. Destas, umas 10 devem ser responsáveis por 80% das negociações registradas. Quando você aplica em empresas que ficam dias sem negociar, terá entraves. Se quiser gastar R$ 1 milhão, não conseguirá comprar. Imagine a dificuldade na hora de vender os papéis! Basta uma quantia ínfima para a ação apresentar valores que não são reais, gerando informação manipulada.

7) PROCURE COISA BOA E BARATA, BOM TEM BASTANTE, BARATO IDEM. AS DUAS JUNTAS SÃO DIFÍCEIS

Cuidado com o Preço/Lucro (P/L) absurdo que algumas companhias apresentam. Não adianta dizer que a empresa é boa, precisando esperar 50 anos de lucro para se chegar ao preço dela no mercado. Fuja destas. Em média, o P/L no Brasil está em torno de 15. Nos países de primeiro mundo, Japão, Estados Unidos e da Europa, O P/L está em torno de 30. No Brasil, tem muita empresa boa e barata.

8) NUNCA DÊ OUVIDOS A ESPÍRITOS SANTOS DE ORELHA, FAÇA O DEVER DECASA: ANALISE E AVALIE

Até meados de 2008, todos eram o gênio da bolsa. Era fácil ganhar dinheiro com o mercado de capitais em alta, subindo há cinco anos direto. A única diferença é que um ganhava muito e ou outro, menos. No movimento de queda da bolsa, não há motivo para vender as ações se for feita a análise e a avaliação correta dos números da companhia. O dinheiro tem de ser aplicado almejando o longo prazo. Não venda o papel da companhia por causa do mercado. Tenha bastante cuidado em quem vai investir, pois aí mora o perigo. Os gráficos sempre buscam o maior do passado.

9) TENHA CORAGEM E PERSONALIDADE DE ENFRENTAR A MARÉ CONTRÁRIA, CONTROLE O MEDO NA QUEDA E A GANÂNCIA NA ALTA

Quando o mercado cair, com os preços das ações já reduzidos, não saque o que continua aplicado. Controle seu medo e coloque mais dinheiro. No movimento de alta, também é difícil saber a hora exata de sair. Às vezes, após o saque do dinheiro, o mercado continua andando mais 10%, mais 20% e você fica se martirizando por estar perdendo a oportunidade. Também não faça nada. Não vai comprar novamente as ações dois meses após a venda. É difícil de controlar o impulso.

10) APOSTE NUM AZARÃO, SÓ PARA TER MOTIVO DE SE DESAFIAR E DIVERTIR-SE

Investir é divertimento. Divirta-se e aproveite a vida. Não fique estressado, mal humorado, tenso e preocupado a ponto de perder o sono, deixar de estar com a família, prejudicando o trabalho…tudo porque a bolsa subiu ou caiu. O fato de sobrar dinheiro para você aplicar em ações, já sinaliza que você é uma pessoa diferenciada. Dentre as 12 ações presentes em minha carteira, sempre tive um azarão. Para mim, azarão não é subir 100%, mas trabalhar para a ação valer de 3 a 4 vezes mais. Já foi o azarão da minha carteira o papel da Randon, quando custava R$ 0,20 ou R$ 0,30 centavos em 2002 ou 2003. Depois, chegou a valer R$ 20,00.

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Na semana de estréia, IOF tem impacto reduzido no Ibovespa

Adriana Aguilar      26/10/2009

iofOs profissionais que acompanham o principal índice da bolsa, o Ibovespa, acreditam que o reflexo da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de investimentos estrangeiros em renda fixa e renda variável é temporário. Pelo menos, na semana passada, a medida não foi suficiente para provocar a saída em massa de estrangeiros e nem para impor mudança no ritmo do Ibovespa, com ganho de 73% de janeiro até 23 de outubro. No curto prazo as aberturas de capital e oferta de ações, que somaram R$ 37 bilhões em 2009, dos quais 65% vieram de estrangeiros, sejam mais prejudicadas.

No acumulado de outubro, até o dia 23, o investimentos dos estrangeiros em ações brasileiras somaram US$ 13,025 bilhões. Deste total, US$ 8,761 bilhões foram aplicados na compra de ações negociadas exclusivamente no País. O restante dos recursos foi alocado em recibos de ações brasileiras (ADRs) negociados em outros mercados, como o de Nova York, segundo dados do Banco Central.

O resultado de outubro até o dia 23 – maior da série histórica em relação ao total dos investimentos em ações brasileiras (incluindo os ADRs) e ao que foi aplicado em ações negociadas dentro do País – levou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes a dizer que ainda era cedo para avaliar o impacto da medida do IOF na bolsa, segundo entrevista publicada no UOL.

Exatamente em 20 de outubro, data do anúncio da taxa de 2% de IOF sobre a entrada de recursos externos para investimentos em renda variável e renda fixa, a BM&F Bovespa registrou a saída de de R$ 1,262 bilhão em capital externo. Logo que foi colocado em prática, em 21 de outubro, a debandada foi menor, com registro de saída de mais R$ 468 milhões.

Em relação ao movimento do Ibovespa, em 20 de outubro, quando houve o anúncio da taxação do IOF, o índice teve queda de 2,88%. No dia seguinte (21/10), o índice fechou com alta de apenas 0,28%, aos 65.485,59 pontos. Na seqüência (22/10), a alta do Ibovespa ficou em 0,99%, fixado em 66.134 pontos. Sexta-feira passada (23/10), o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,63%, aos 65.058,84 pontos.

Márcio Noronha, analista técnico da Link Trade, no chat realizado no dia 20 de outubro, explicara que em primeiro momento a notícia da cobrança do IOF teria efeito baixista. Mas, como as forças predominantes são altistas, é provável que o impacto inicial seja descontado rapidamente. Para Noronha, a expectativa é de que o Ibovespa siga rumo ao 73.920.

No passado, a bolsa foi taxada em 1,5% para os estrangeiros. O evento do IOF não tem a menor importância para a visão de médio prazo, explicou Noronha. O problema é conseguir identificar no relógio do mercado que hora é agora: de alta ou de baixa? Dependendo da hora, um mesmo evento pode ser altista ou baixista. “Em princípio, o relógio em que vejo as horas está marcando alta, mas ainda não consegui identificar se estamos no final do ciclo ou não. Precisarei de mais alguns desdobramentos nos próximos dias”, disse Noronha.

O analista técnico da Gradual Investimentos, Luiz Cavina, na apresentação feita à TV Gradual, no dia 23, explicou que, quando o Ibovespa ultrapassar os 67.530, poderá seguir em direção aos objetivos de 69.000, 70.000 e 70.675 pontos. Do lado da realização, deve cair até 64.645, 64.075, 63.550 e 63.400. Abaixo deste patamar, poderia seguir em queda rumo ao último suporte de 62.000 pontos.

Cavina lembrou a importância do mercado lá fora, especificamente, nos índices Dow Jones e S&P500. Qualquer movimento de queda mais forte, poderia influenciar o Brasil, explicou.

 

 

É possível compensar o Imposto de Renda (IR) que incide sobre os rendimentos obtidos em algumas ações com as perdas registradas em outras?

Adriana Aguilar      12/10/2009

Segundo o auditor fiscal da Receita Federal, Vitor Casimiro, a compensação de prejuízos na venda de ações pode ser feita desde que em transações semelhantes. Prejuízo no mercado à vista compensa lucro futuro no mercado à vista. Ou seja, as operações de venda à vista não se compensam com aquelas compras e vendas de ações feitas no mesmo dia, chamadas de “day-trade”, e vice-versa.

A responsabilidade pelo recolhimento do IR é do investidor e não da corretora por meio da qual ele opera. Algumas pessoas optam por investimentos em diferentes corretoras, traçando estratégias de compensação fiscal. Nada mais justo do que o próprio investidor correr atrás do que tem de ser pago ao Fisco.

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Envie sua pergunta para: gastoconsciente@gmail.com

 

 

Ibovespa continuará em ritmo ascendente?

Adriana Aguilar      12/10/2009

bull_vs_bearMais do que nunca, o investidor brasileiro tem de ficar atento ao fluxo de entrada ou saída do dinheiro dos estrangeiros no mercado de ações. O desempenho do mais famoso índice da BM&F Bovespa, o Ibovespa, depende deste fluxo. Para quem segue a análise técnica, o índice está próximo da resistência dos 65 mil pontos. Em 9 de outubro, o Ibovespa fechou um pouco acima dos 64 mil pontos.

A evolução ascendente do Ibovespa acima dos 65 mil pontos significaria, dentro da análise técnica, um rompimento, sinalizando que a pressão compradora continua forte em relação à pressão vendedora. Ou seja, o otimismo é grande e há muito mais agentes do mercado tentando comprar do que agentes desejando vender.

O analista gráfico Rodolfo Luiz Cavina, no chat realizado para os clientes da Gradual Investimentos, no dia 8 de outubro, alertou para que os investidores ficassem de olho no índice futuro do Ibovespa, que vence dia 14. “O índice futuro somente seguirá em direção aos 65.000/66.000 pontos quando romper e fechar acima dos 63.420 pontos, encontrando resistências em 63.920/64.000 e 64.400/700 pontos. Caso ocorra uma realização, o índice encontrará suporte em 62.000 pontos e, na perda deste, abrirá espaço para recuar em direção aos 60.760 e 59.720 pontos”, disse no chat.

Outra observação feita por Cavina, ao longo do chat, refere-se aos índices Dow Jones e S&P500. “Acredito que, se lá fora, ocorrer um movimento de queda mais forte, isso poderá contaminar as bolsas mundiais e frear a nossa alta por um tempinho”, afirmou durante o chat.

É importante lembrar que, hoje, o estrangeiro é um dos principais agentes do mercado. Para se ter uma idéia, a BM&F Bovespa registrou a entrada de R$ 709,877 milhões em capital externo no dia 6 de outubro. Com isso, o acumulado no mês registra superávit de R$ 888,302 milhões, resultado de compras de R$ 9,070 bilhões e vendas de R$ 8,181 bilhões. No ano, o saldo positivo soma R$ 18,895 bilhões.

Diante dos bilhões dos estrangeiros, é bom ficar atento ao movimento deles. Segundo o relatório “HSBC Top PIcks Outubro/2009, divulgado no início de outubro, entre os riscos de baixa, apontados no relatório, estão a forte redução do fluxo de capital estrangeiro para o mercado brasileiro ou algum evento que eleve a aversão ao risco e leve os investidores a reduzirem sua exposição a mercados emergentes.

O economista Nouriel Roubini, em entrevista publicada pela BBC na sexta-feira (09/10), advertiu para a fragilidade entre o otimismo das Bolsas de Valores internacionais e a debilidade da economia real. Professor da New York University, Roubini declarou que o mundo pode estar “plantando as sementes da próxima crise”.

Na sua avaliação, a valorização dos mercados financeiros debe-se, principalmente, à liquidez gerada pelos pacotes econômicos. Como exemplo, ele destacou o avanço do principal índice da bolsa de Nova York, o índice Dow Jones, subiu cerca de 45%, a exemplo de outros indicadores financeiros. Mas os sinais revelam uma economia real ainda frágil, “Vejo uma economia na qual os consumidores chegaram ao limite de seus gastos, afundados em dívidas, precisam reduzir as despesas e poupar mais”, afirmou ele à BBC.

“Em algum ponto, no futuro, haverá uma correção que está sendo adiada pela barreira de liquidez, que tem escolhido investir em ativos financeiros, mas existe uma lacuna entre o que são os preços dos ativos e a economia real. A economia real ainda me parece muito débil, concluiu ele.”

 

 

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