“Seu Furquim” – o investidor!

Adriana Aguilar      04/02/2011

O vídeo “Seu Furquim” conta a história de um investidor apaixonado por ações.
Aos 90 anos, comemorados em 13 de dezembro de 2010, o senhor José Epaminondas Furquim de Campos, conhecido como “Seu Furquim”, pode relembrar a época das aplicações feitas nos recibos de ações brasileiras, negociados entre São Paulo e Nova York, os chamados American Depositary Receipts (ADRs)
“Seu Furquim”, diariamente, até 2008, marcou presença em uma corretora de valores de São Paulo para acompanhar pessoalmente as operações com renda variável, sob gestão de uma equipe de profissionais vigiados “de perto” por ele.

Frases do “Seu Furquim”:

Comprava terrenos, construía prédios e vendia. Dava dinheiro, mas não tinha emoção…

Achava bolsa chique. Todos os meus amigos ricos mexiam com bolsa

Aos 66 anos, comecei a investir em ações. A partir de 1970, fiz uns 16 cursos para aprender

Uma noite, recebi a notícia que havia perdido US$ 450 mil. Devagarinho, recuperei o dinheiro.

Não fiz fortuna na bolsa. Sempre ganhei pouco, mas ganhei.

Só lamento não ter entrado antes!

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Vídeo “Seu Furquim” – o investidor!
Direção e montagem: Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli
Produção: Andréa Hafez e Adriana Aguilar

 

 

Troque sua posição de “devedor dos financiamentos” para investidor

Adriana Aguilar      23/11/2010

Há duas formas de comprar uma casa ou um carro: financiando (dívida) ou investindo. Quais delas você praticou mais nos últimos meses? Qual tem sido a preferência dos brasileiros nos últimos meses?

A resposta correta é: FINANCIAMENTO (DÍVIDA)!

O financiamento de imóveis no Brasil tem batido recordes seja para a compra de imóveis ou compra de automóveis. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, é a maior instituição de crédito imobiliário do País e estima emprestar R$ 70 bilhões em 2010.

Uma simulação pelo site da Caixa, um empréstimo de R$ 200 mil para ser amortizado em 30 anos, pelo sistema pró-cotista do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), teria custo total de R$ 631.850,00 com juros de 10% ao ano e parcela mensal de R$ 1.755,00.

Segundo cálculos feitos pelo economista, educador e planejador financeiro, Marcos Silvestre, se a pessoa financiar um apartamento de R$ 100 mil, pagando prestações de R$ 1 mil durante 25 anos (300 meses), com taxa de juro de 10,25% ao ano, no final do período, o montante pago ao banco será R$ 300 mil. “Não se esqueça que tais parcelas ainda deverão ser reajustadas por algum índice de inflação!”, explica o professor e planejador Silvestre no boletim publicado em 29 de outubro de 2010.

O juro é a remuneração cobrada pelo banco em troca do dinheiro emprestado a você. A instituição financeira corrige sua dívida mensalmente e a taxa de juro é calculada sobre esse valor. O juro aplicado, todo mês, sobre o dinheiro emprestado, eleva sua dívida inicial da R$ 100 mil para R$ 300 mil após 25 anos.

O planejador financeiro Marcos Silvestre explica que, daquela prestação de R$ 1 mil paga ao banco, se você usar parte dela para pagar um aluguel de R$ 350,00, conseguindo aplicar mensalmente os R$ 650,00 restantes em algum produto com taxa de juro de 10,25% ao ano, você alcançará os R$ 100 mil em 11 anos – menos da metade do período de dívida com o banco.

Em 2010, o crédito para a compra de bens tem como destaque o financiamento de veículos. A dívida dos brasileiros com automóveis financiados somava R$ 94,1 bilhões em dezembro de 2009, segundo dados do Banco Central (BC). Em setembro de 2010, a dívida aumentou para R$ 125,3 bilhões, em função da maior demanda por veículos.

Em média, a taxa de juro para a compra de um veículo financiado é de até 2% ao mês no setor. No acumulado de 2010, até setembro, a taxa de juro alcançou 23,2%. “É uma das menores taxas do mercado em função da garantia. Automóveis são bens que ficam alienados ao banco. No caso de inadimplência, são tomados. Como a operação tem garantia, é possível trabalhar com taxa de juro menor e prazo maior. A média de prazo de pagamento dos veículos financiados, praticada pelo mercado, é de 48 meses”, afirma Ademiro Vian, diretor adjunto de Produto e Financiamentos da Febraban.

Novamente, vamos ao cálculo do professor e planejador financeiro Marcos Silvestre. O carro zero quilômetro mais barato no mercado (1.0, sem ar condicionado, sem direção hidráulica) custa R$ 25 mil. Ao dar R$ 2,5 mil de entrada, o restante será financiado em 60 prestações (5 anos), de R$ 650,00, com incidência da taxa de 1,99% ao mês. No final do período, você terá pago R$ 41.500,00 pelo carro.

Se você atuasse como investidor, primeiramente, depositaria os R$ 2,5 mil da entrada do carro na caderneta de poupança. Depois, faria depósitos de R$ 650,00 na poupança durante 30 meses. Segundo cálculos do professor Marcos Silvestre, você conseguiria comprar o carro em dois anos e meio. “Daqui a 30 meses, o carro terá subido de valor, não custará os mesmos R$ 25 mil. O valor da tabela desse carro poderá ser R$ 27 mil ou R$ 28 mil. Porém, o valor efetivo para a compra à vista, em dinheiro, será de, no máximo, os R$ 25 mil planejados”, explica Marcos Silvestre no seu boletim publicado em 19 de novembro de 2010.

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Maioria guarda dinheiro na caderneta de poupança

Adriana Aguilar      02/09/2010

Economia_do_mesA caderneta de poupança é o meio de se juntar dinheiro mais conhecido pela maioria dos brasileiros. Muitos sequer conhecem os fundos de investimento. Atualmente, 57,8% da classe C só têm acesso à caderneta de poupança. Outra fatia de 29,2% é representada pelas faixas D e E.

A pesquisa qualitativa, realizada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), mostrou que os entrevistados confiam na caderneta e desconhecem outros meios de investimento. Além disso, eles ressaltaram a facilidade para a abertura da conta poupança.

Para a pesquisa, foram ouvidas 400 pessoas da classe C, com renda familiar entre 3 e 10 salários mínimos, em quatro capitais do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, em janeiro de 2010. Os hábitos de consumo e de administração financeira de oito famílias foram monitorados nos seis meses seguintes às entrevistas.

Muitos dos entrevistados da pesquisa qualitativa da Febraban afirmaram ter o hábito de anotar seus gastos e até mesmo reservar parte da receita para uma pequena poupança. Uma fatia guarda o dinheiro em casa e a outra parte guarda na caderneta de poupança. Alguns disseram que usam a caderneta de poupança como conta corrente, explica o diretor da área de educação financeira da Febraban, Fábio Moraes.

Na avaliação do coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV de São Paulo, William Eid Júnior William Eid, independentemente de a pessoa ser um pequeno ou grande poupador, quem coloca dinheiro na caderneta de poupança quer um instrumento simples que proporcione proteção do dinheiro e comodidade, sem ter trabalho de ficar acompanhando rendimento, pagamento de imposto, volatilidade, explica Eid. Pesa ainda a favor da caderneta de poupança a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para depósitos até R$ 60 mil, no quase de quebra da instituição.

Outra pesquisa, realizada pelo Quorum Brasil, no início de agosto de 2010, verificou se que, na média, 69% das famílias vêem a caderneta de poupança como “investimento” interessante. Mas, apenas 43% delas estavam guardando dinheiro na poupança recentemente.

Na pesquisa da Quorum Brasil, foram entrevistadas 400 pessoas da região metropolitana de São Paulo. Todas da classe C, com renda entre R$1.500,00 e R$ 2.000,00.

Do total de investimento mais realizados pela classe C, 74% das mulheres colocam o dinheiro na caderneta de poupança, enquanto que o percentual dos homens para a aplicação no mesmo produto é de 63%, aponta a pesquisa da Quorum Brasil. Em segundo lugar, a forma de investimento preferida são os imóveis por 58% dos homens e por 51% das mulheres.

Foi constatado que 40% do total de 400 entrevistados não fazem qualquer tipo de investimento, nem para caderneta de poupança e nem para a compra de um imóvel no futuro.

A impossibilidade de guardar algum dinheiro é visto como um possível reflexo do nível de endividamento deste grupo de brasileiros de São Paulo, que tiveram nos últimos tempos um largo acesso ao crédito e novos bens de consumo.

Durante as entrevistas realizadas pela Quorum Brasil, 50% das mulheres abordadas têm menor possibilidade de guardar dinheiro, de fazer algum tipo de investimento, contra 25% dos homens. Talvez, o entrave maior para as mulheres seja a desigualdade salarial existentes nos cargos ocupados. Os homens costumam ganhar mais do que as mulheres, quando comparado o mesma ocupação.

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Repetir “poupe seu dinheiro” não surte efeito!

Adriana Aguilar      17/08/2010

megafoneGastar mais do que se deve, ficando sem dinheiro para pagar as contas é o hábito conhecido como “overspending”. É um problema cada vez mais comum diante do aumento da oferta de crédito. Pesquisas mostram que ficar repetindo “poupe seu dinheiro” tem pouca eficácia!

Além disso, as pessoas não se consideram responsáveis pelos gastos e inadimplência. A culpa é dos outros ou de outras coisas – despesa imprevista, desemprego, surto emocional, administradora do cartão etc. Assim, a maioria não se sente diretamente responsável pelo não pagamento da conta ou da dívida.

A nova classe média – consumidores da classe C – ainda passa por restrições. Ela não quer escutar “não consuma e guarde seu dinheiro”. Essa classe tem necessidade de alguns produtos e vê o consumo como inclusão social. Isso explica porque alguns têm celulares e televisores, por exemplo, tão sofisticados, afirma Fábio Moraes, diretor de Educação Financeira da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

Esses pensamentos e hábitos de consumo foram constatados em uma qualitativa da Febraban, realizada em janeiro de 2010. Para a pesquisa, foram entrevistadas 400 pessoas da Classe C, que têm renda familiar entre 3 e 10 salários mínimos, a chamada nova classe média, em quatro diferentes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.

“A compra de produtos de marca e de qualidade reconhecidas é vista como investimento, já que não se pode errar na compra, pois não há dinheiro para jogar fora. As TVs de plasma, DVDs e celulares são, no cotidiano desses consumidores, acesso a lazer e comunicação para a família, que substituem gastos com restaurantes, cinema etc”, explica Fábio Moraes.

É interessante notar que, segundo a pesquisa, quando existe um pensamento de futuro, é voltado para o consumo e bem estar próprio e de seus familiares para assumir compromissos sem apertos. Por isso, as motivações para poupar são duas: reservas para emergências e quantias para comprar um bem de maior valor (carro, casa etc.) ou serviço.

O economista Augusto Sabóia faz o planejamento financeiro pessoal de 61 famílias, incluindo os filhos de outros casamentos, netos, pais, sogros, entre outros agregados. Do total, 11% não conseguem fazer economia por mais de um ano.

Segundo Sabóia, ficar repetindo para as pessoas economizarem não surte efeitos. É como pedir para uma pessoa que está fazendo regime: “pare de comer”. Na teoria, todos sabem o que tem de ser feito.

Diante disso, Sabóia tem repetido em suas palestras: “Pare de economizar, planejar dá mais certo”. Segundo ele, se a família planeja férias em Miami em janeiro do próximo ano, todos os membros vão se esforçar para cortar despesas supérfluas para o alcance do objetivo.

“ A estratégia do questionário dos sonhos da família e o planejamento para alcançá-lo, dentro de um prazo programado, é mais eficaz do que pedir para economizar . Quem faz sacrifício, sem meta, comete deslizes no curto prazo”, diz Sabóia.

Os consumidores compulsivos costumam comprometer o dinheiro do mês seguinte, gastam mais do que recebem, ficam presos a vários parcelamentos longos e não conseguem poupar.

Pela pesquisa da Febraban, a faixa dos jovens, até 30 anos, solteiros, com emprego formal, é a de maior risco para o endividamento. Gastos com baladas, vestuário e outros supérfluos podem atingir cifras altas e, por falta de planejamento, o jovem ainda não se dá conta de que é aí que sua conta fica “no vermelho”, afirma Fábio Moraes.

Muitos até têm o hábito de anotar seus gastos e até mesmo reservar parte da receita para uma pequena poupança. No entanto, gastos fundamentais ficam de fora da planilha.

Para Sabóia, preencher corretamente uma planilha de orçamento exige perseverança e coragem, pois a pessoa é obrigada a listar a prestação do automóvel e todas as despesas ocultas (seguro, combustível, IPVA, licenciamento), relacionadas ao carro. Reconhecendo todos os gastos, toma-se conhecimento do que, realmente, cabe no bolso. “É preciso comprar somente o que a renda permite”, diz Sabóia.

A pesquisa da Febraban constatou que as pessoas só se sentem endividadas quando não conseguem pagar suas contas. Ou seja, confundem o conceito de endividamento com o de inadimplência. “Essa confusão é um risco, pois até o momento em que pode pagar a conta, a pessoa acha que pode continuar tomando crédito e gastando, mesmo que esteja no limite do que seu orçamento agüenta”, diz Moraes.

O cartão de crédito funciona como uma poupança em casos de emergência, além de ser emprestado para amigos e familiares, disseram os entrevistados da pesquisa da Febraban.

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Previdência Social: fonte insuficiente para sua aposentadoria

Adriana Aguilar      23/07/2010

inss2010Apesar da importância da contribuição para a o INSS, fique ciente de que a Previdência Social nunca será suficiente para cobrir todas as suas despesas na aposentadoria. O quanto antes, comece a reservar dinheiro para o complemento do montante necessário para a fase de descanso ou trabalho menos intenso.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2008, mostram que um pouquinho mais de 50% da população economicamente ativa são contribuintes do sistema previdenciário público. A mesma pesquisa da PNAD mostrou que há cerca de 31 milhões de trabalhadores informais no Brasil e que os recursos da Previdência Social têm uma importância grande no combate à indigência e à pobreza no País.

Se fossem retirados todos os benefícios previdenciários atualmente pagos pela previdência social, a população de indigentes cresceria, em 2008, em mais de 17 milhões de indivíduos. Já o número de pobres aumentaria em quase 21 milhões, de acordo com a PNAD.

O percentual de indigentes praticamente dobraria, passando de 10,74% para 20,19% da população, enquanto o percentual de pobres subiria em mais de um terço, passando de 29,18% para 40,56%.

O pagamento da Previdência produz impactos relevantes na distribuição de renda de qualquer sociedade contemporânea. No Brasil, os benefícios previdenciários até um salário mínimo têm atuado, positivamente, na redução da desigualdade pessoal de renda entre os trabalhadores brasileiros. A conclusão não é a mesma quando somados os benefícios acima do salário mínimo.

Portanto, a Previdência Social integra uma política pública, com o papel de combate à pobreza no País e redução da desigualdade social. Em 2008, o percentual de cobertura da previdência social alcançou pouco mais de 81% da população idosa. Haverá eficiência do sistema quando a cobertura for de 100%.

Além de cobertura previdenciária insuficiente aos idosos, ainda há um rombo gigantesco que está sendo postergado para o futuro. Em 2010, a estimativa de déficit da Previdência Social somava R$ 47 bilhões. Ou seja, as contas entre o que se recebe e o que se paga aos aposentados apresenta uma diferença de R$ 47 bilhões. Os números são gigantescos, com dezenas de milhões de beneficiários e outros tantos milhões de contribuintes.

Ninguém pode prever quais medidas ou leis serão publicadas lá na frente para resolver esse grave problema nacional, com tendência ao caos se nada for feito. Haverá um grande, e necessário, caminho a se percorrer para ampliar a cobertura da Previdência Social e também para a resolução do fechamento das contas.

Diante de tantas incertezas, envolvendo milhões de pessoas que precisarão do mesmo dinheiro para subsistência, você ainda se arrisca a depender apenas da Previdência Social? Mesmo se aposentando pelo teto de R$ 3.416,00, a quantia dificilmente bancará o plano de saúde, remédios, passeios, viagens, despesa da casa, carro e presentes.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no final de 2009, a expectativa de vida da população brasileira passa dos 72 anos. Não dá para ficar esperando qualidade de vida com os recursos do deficitário INSS.

Também não dá para achar que você vai ficar na mesma empresa a vida toda. Faça um planejamento, com depósitos mensais em uma conta ou fundo, sob seu controle, para manter o dinheiro necessário para o seu futuro. O dinheiro será seu e de mais ninguém! Com o dinheiro acumulado, você poderá mudar de carreira ou viver de renda.

Independentemente de ser da classe A, B o C, é possível você viver da sua própria renda acumulada na previdência privada – produto com menor alíquota de imposto de renda (IR) do mercado. Mas, é preciso pesquisar bastante para encontrar o produto adequado. Nem tudo que está disponível na prateleira das instituições financeiras vale a pena.

Comece imediatamente a planejar sua aposentadoria. O quanto antes, inicie os depósitos mensais para o longo prazo. Basta você querer!

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Apenas um terço das pessoas tem plano de previdência privada

Empresa deve incentivar empregado a pensar nos investimentos para o futuro

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Exija a gestão eficiente do dinheiro público aplicado na Copa do Mundo

Adriana Aguilar      20/07/2010

binoculoOs grandes eventos, como a Copa do Mundo e Olimpíadas, inspiram outras várias obras de menor porte. Como há uma data definida para os jogos ocorrerem, nada poderá ser postergado. O raciocínio é o mesmo da previdência privada, quanto mais próximo da fase de aposentadoria, maior o desembolso mensal. Em relação à Copa do Mundo, quanto mais nos aproximamos do evento, maior será o custo das obras, pagas com o dinheiro público. As pessoas têm de exigir a gestão eficiente dos recursos aplicados. O que ganharemos em troca?

O diretor de projetos da consultoria Dinsmore Associates, Luiz Rocha, explica que o planejamento de uma grande obra, avaliada em R$ 500 milhões, por exemplo, pode levar de 18 meses a 24 meses para ficar pronto, já considerando outros estudos mundiais sobre o mesmo tipo de empreendimento. Além da parte técnica do projeto, faz parte do planejamento: o gerenciamento das partes envolvidas (quando há questão ambiental, desapropriação de terra, indenizações) e a comunicação com toda sociedade. Também nessa etapa é definido o “triângulo de ouro” do projeto: o que tem de ser feito? Em qual prazo? A que custo?

A data de realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas determina o prazo de entrega das grandes obras. “Quando mais nos aproximamos do evento, mais elevados são os custos”, diz o diretor de projetos, Luiz Rocha. Quando se planeja com consistência, maiores as chances de cumprimento do prazo e de precisão do custo da obra”, afirma.

A verdade é que faltam bons projetos para a melhor gestão do dinheiro público. A principal questão é a formulação de um bom projeto, com análise econômica, jurídica e de engenharia para a montagem do edital de licitação atrativo à iniciativa privada. “Diante de investimentos tão altos, é importante que a empresa saiba de que forma ocorrerá a recuperação dos recursos ao longo de duas décadas ou o Estado vai bancar todas as obras a fundo perdido? A equação econômica e governamental não está clara nos projetos “, explica o professor de direito administrativo da Direito GV, Carlos Ari Sundfeld.

Um relatório, chamado TaxPayers´Alliance 2012, sobre os custos das Olímpiadas em Londres, comenta que a maior parte do salto orçamentário das olimpíadas de Atenas, capital da Grécia, ocorreu nos quatro anos anteriores à sua realização. O custo inicial das olimpíadas de 2004 saltou de US$ 1,3 bilhão para US$ 6,7 bilhões. Em 2010, a Grécia teve de fazer várias reformas devido ao alto endividamento público agravado ao longo dos anos.

Nas Olimpíadas 2012, em Londres, o orçamento inicial de US$ 3,7 bilhões foi elevado para US$ 14,3 bilhões no período de dois anos, e poderá chegar a US$ 19,2 bilhões. A organização comenta ainda que decisões gerenciais erradas, choque de personalidades e incapacidade de controlar custos estão elevando as cifras das Olimpíadas 2012.

No caso do Brasil, além da proximidade da Copa do Mundo 2014, outra agravante que é, neste ano de eleição, os políticos querem entregar resultados antes de deixarem o cargo. Na pressa, aceleram os projetos, aumentando os riscos no futuro.

Segundo dados do Ministério do Turismo, o investimento em infraestrutura turística, ao longo dos anos, cresceu 52 vezes. Representava R$ 52,8 milhões, em 2003, passando para R$ 1,7 bilhão, em 2009. Neste ano, são R$ 2,72 bilhões. Com a proximidade da Copa, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, o orçamento para os eventos exigirá muito mais.

“Temos de fazer o planejamento do evento adequado à nossa realidade, à demanda de cada região do País”, diz o Amir Somoggi, diretor da Esporte Total, divisão da auditoria e consultoria Crowe Horwath RCS. Para ele, as grandes cidades, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, podem ter o futebol como alavancador do setor turístico. Mas, há três variáveis para o alcance desta meta. Primeiramente, existência de transporte e segurança adequados para as pessoas chegarem aos estádios. Em segundo lugar, equilíbrio nas fontes de financiamento e alocação estratégica dos recursos.

“O sucesso de eventos internacionais, como Copa do Mundo e Olimpíadas, está no equilíbrio das fontes de financiamento. O Estado tem de investir em parques, projetos de mobilidade urbana e segurança. Fica por conta da iniciativa privada os investimentos em empreendimentos lucrativos. É um péssimo negócio a entrada de 80% a 90% de dinheiro público em grandes empreendimentos. Tem de ser meio a meio, dividido com o setor privado”, diz.

A maior dificuldade, na avaliação de Somoggi, é que o alto valor dos estádios, entre R$ 400 milhões e R$ 700 milhões, inviabiliza a entrada de investidor privado. Muitos estádios, idealizados para a Copa no Brasil, superam os R$ 500 milhões. No máximo, o estádio deveria ficar em R$ 300 milhões. “A preocupação do investidor é o retorno financeiro”, diz.

Como terceira variável para a alavancagem do turismo, é a integração do estádio ao setor hoteleiro e ao mercado imobiliário (conjuntos comerciais). “O investimento não se paga somente com o público do futebol. O envolvimento do projeto com outras áreas da iniciativa privada mantém o estádio funcionando 24 horas, nos sete dias da semana”, afirma Somoggi.

É bom lembrar que os jogos exigem novos vôos, melhorando a malha aérea. Além disso, obras de infraestrutura são fundamentais para tornar a cidade mais atrativa, pois incluem transporte público, principalmente o metrô, ampliação e reforma de terminais rodoviários, estádios, hotéis, construção de centros de atendimento ao turista, entre outros.

Uma medida provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 20 de julho, autorizou o aumento do limite de endividamento de 100% para 120% para que os municípios contraiam empréstimos para obras de infraestrutura da Copa. A regra não altera a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o Tesouro, o limite está atrelado à Medida Provisória 2185, de 2001, que definia os limites de endividamento dos municípios que renegociaram suas dívidas com o Governo Federal.

No Brasil, os modelos existentes para os contratos administrativos (quando poder público paga a obra) ou contratos de parcerias público-privadas (PPP) apresentam normais legais bem estruturadas, consistentes e já experimentadas. Portanto, não é preciso novas leis para construção de linha de metrô, ampliação de portos e aeroportos ou construção de estádios, explica o professor de direito administrativo da Direito GV, Carlos Ari Sundfeld. Só faltam bons projetos para a melhor gestão do dinheiro público.

 

 

Quais as 12 ações que fazem parte da carteira do investidor Lirio Parisotto?

Adriana Aguilar      03/11/2009

Durante apresentação de Lírio Parisotto aos clientes da corretora Geração Futuro, no dia 9 de outubro, foram apresentadas as 12 ações que fazem parte da carteira do fundo, chamado L Par FIA, com R$ 2,186 bilhões de patrimônio, sob gestão do investidor.

ParisottoCarteiraAções

 

 

10 mandamentos do bilionário investidor brasileiro

Adriana Aguilar      03/11/2009

ParisottoLirio Parisotto, com 55 anos, começou 2009 com R$ 1,123 bilhão, avançando para R$ 2,186 bilhões em outubro. Tudo aplicado em ações. Enquanto o Ibovespa subiu 72,79% em 12 meses até 9 de outubro, o fundo do bilionário registrou 122,18% de alta no mesmo período.

A maneira como Parisotto olha o próprio investimento é muito particular. Na carteira de ações dele há 12 papéis, não mais do que isso. Quando uma nova ação entra, alguma sai. A carteira só é movimentada quando ocorrem fatos excepcionais. “Não invisto em empresa que dá problema. Deu prejuízo, vai embora. A Braskem me deu dissabor e não está mais na carteira”, disse Lirio Parisotto durante palestra aos clientes da corretora Geração Futuro, em 9 de outubro.

Capas de variadas revistas, abordando a bem sucedida experiência dele no mercado de ações, Lirio Parisotto afirma gostar da exibição, com o objetivo de mostrar aos leitores que, a exemplo dele, não se deve perder a cabeça quando o Ibovespa despenca.

O empresário, entre 1986 e 1987, perdeu 300 mil dólares ao investir em um momento de pico da bolsa, quando o índice estava no topo. Outro erro cometido, na mesma aplicação, foi ter usado dinheiro do capital de giro, que mais tarde fundaria a empresa Videolar, hoje líder na fabricação e distribuição de DVDs, CDs, fitas VHS e mídia virgem no Brasil. Parisotto não está no comando da Videolar. Mas,integra o conselho de administração da empresa.

Os erros cometidos no passado serviram de aprendizado. No decorrer dos anos seguintes, o empresário multiplicou várias vezes sua fortuna com a renda variável. “Sempre digo que a queda do mercado é uma promoção. Na liquidação das lojas, a pessoa vai às compras para pegar descontos de 15%, 20%, 30% nas peças. O mercado de ações faz isso regularmente, só que as pessoas, em vez de aproveitar a promoção, vão lá e vendem mais”, diz o investidor.

“O meu critério de investimento, hoje, são três segmentos: bancos, energia elétrica, siderurgia e mineração. Eu não tenho nada fora disso. Para não dizer que tenho nada, tenho 2% ou 3% de coisas exóticas”, afirma Lírio.

Se eu tivesse Petrobras, a minha performance este ano estaria abaixo do Ibovespa. “Acho a Petrobras uma excelente empresa como negócio, o problema é a gestão da companhia. Enquanto o preço do barril, no mercado internacional, sobe ou desce, o combustível destinado ao consumidor continua inalterado”, explica.

O bilionário também tem uma opinião formada sobre o setor de construção, com mais de 20 empresas com capital aberto. “Nenhum País do mundo tem esta quantidade de empresas. Além disso, as tentações são muito grandes neste segmento, como a compra de um terreno subavaliado, venda de um imóvel abaixo do preço, subfaturamento. Eu prefiro trabalhar com segmentos mais protegidos a correr outros riscos”, diz.

Dentre os critérios usados na escolha das ações, Parisotto afirma que um dos mais importantes é o Preço/Lucro (P/L). O segundo critério é o Dividend Yield que as empresas oferecem de remuneração. O dividend yield é visto por Parisotto como dinheiro novo que entra para a compra de mais ações.

Outro critério relevante, para a eleição das 12 empresas que entram na carteira dele, é a liquidez, ou seja, a situação de solvência da companhia, que seria o seguinte: de cada R$ 1,00 devido pela empresa, quantos outros reais a companhia tem em caixa ou em contas a receber. Não vale conta estoque.

O experiente investidor também diz que é bom ficar de olhos bem abertos nas atitudes dos empresários que estão no comando de empresas negociadas na bolsa. “Quer saber se o executivo trabalha de verdade? Veja se ele contrata auditor ou consultor. Se há o costume de trazer consultores, caia fora da empresa porque o executivo não está fazendo o dever de casa. Fique longe de empresas que contratam muita consultoria”, afirma.

Abaixo, estão os 10 mandamentos do investidor bilionário, Lírio Parisotto:

1) NÃO PERCA TEMPO COM IPO, VOCÊ PAGA A CONTA LITERALMENTE

Eu aviso que IPO é aventura de capital. É feito “road show”, festa, contratação de bancos, impressão de materiais de primeira qualidade, anúncios em jornais. Sabe quem paga a conta? Adivinhe? Você que aplica nas ações! Quem subscreve as ações paga literalmente a conta. Não vou dizer que 100% dos IPOs são maus negócios. Em toda regra, há uma exceção. Mas, é duro ganhar a vida com IPO. Na prática, se você comprar as ações, vai pagar as contas dos envolvidos no IPO. Não deveria ser feito dessa forma. É necessário um controle maior do mercado sobre esta prática.

2) POUCA DIVERSIFICAÇÃO! UMA AÇÃO POR MÊS É MAIS QUE SUFICIENTE

Quanto mais empresa você colocar na sua carteira, maior é a prova que você não acredita naquilo que está comprando. Tenho 12 ações em minha carteira porque, com 55 anos, já não tenho a coragem e a personalidade de escolher só dois papéis. No final do ano, quem vai fazer a diferença de rentabilidade são duas ou três ações apenas. É importante ter poucas ações em carteira para acompanhar bem cada uma das companhias. Devem ser analisados os balanços, balancetes, evolução dos produtos no mercado, atitude dos executivos das empresas, por exemplo.

3) NUNCA COMPRE COISA QUE VOA, NEM QUE FABRICA O OBJETO VOADOR, COMÉRCIO VAREJISTA IDEM

Este é o meu conceito. Vou mencionar várias empresas varejistas que quebraram nos últimos anos. Talvez, você nem se lembre mais: Mesbla, Mappin, Arapuã, Casas Centro, Lojas Hermes Macedo, Rede de eletrodomésticos Brastel, G. Aronson, Lojas Brasileiras. Mencione uma siderúrgica que quebrou? Se souber de uma companhia elétrica que quebrou, apesar do racionamento em 2000, me avise. Não pode quebrar empresa de energia elétrica. No entanto, no setor aéreo, três grandes companhias quebraram em um instante: Varig (sobrevivendo com nome de terceirizada), Transbrasil e Vasp.

4) FIQUE LONGE DAS EMPRESAS COM SEDE EM PAÍSES EXÓTICOS

Nós temos de olhar as leis brasileiras que já são difíceis de serem interpretadas e seguidas corretamente. Imagine a dificuldade para analisar uma empresa criada em outro país. Ou de uma empresa que se transfere para o exterior para depois abrir capital aqui. Não são muitas, mas existem alguns casos a serem evitados.

5) NÃO COMPRE EMPRESA QUE DÊ PREJUÍZO, EMPRESA COM LUCRO NÃO QUEBRA

Parece óbvio, mas as pessoas ainda seguem dicas. Todo mundo tem uma dica quente. Deixo a dica para você usar da melhor forma possível, porque eu não quero saber de nada quente.

6) LIQUIDEZ É FUNDAMENTAL, PRECISAMOS SEMPRE DA PORTA DE ENTRADA E DE SAÍDA

Há por volta de 500 empresas de capital aberto. Do total, na bolsa, apenas 300 são negociadas duramente. Destas, umas 10 devem ser responsáveis por 80% das negociações registradas. Quando você aplica em empresas que ficam dias sem negociar, terá entraves. Se quiser gastar R$ 1 milhão, não conseguirá comprar. Imagine a dificuldade na hora de vender os papéis! Basta uma quantia ínfima para a ação apresentar valores que não são reais, gerando informação manipulada.

7) PROCURE COISA BOA E BARATA, BOM TEM BASTANTE, BARATO IDEM. AS DUAS JUNTAS SÃO DIFÍCEIS

Cuidado com o Preço/Lucro (P/L) absurdo que algumas companhias apresentam. Não adianta dizer que a empresa é boa, precisando esperar 50 anos de lucro para se chegar ao preço dela no mercado. Fuja destas. Em média, o P/L no Brasil está em torno de 15. Nos países de primeiro mundo, Japão, Estados Unidos e da Europa, O P/L está em torno de 30. No Brasil, tem muita empresa boa e barata.

8) NUNCA DÊ OUVIDOS A ESPÍRITOS SANTOS DE ORELHA, FAÇA O DEVER DECASA: ANALISE E AVALIE

Até meados de 2008, todos eram o gênio da bolsa. Era fácil ganhar dinheiro com o mercado de capitais em alta, subindo há cinco anos direto. A única diferença é que um ganhava muito e ou outro, menos. No movimento de queda da bolsa, não há motivo para vender as ações se for feita a análise e a avaliação correta dos números da companhia. O dinheiro tem de ser aplicado almejando o longo prazo. Não venda o papel da companhia por causa do mercado. Tenha bastante cuidado em quem vai investir, pois aí mora o perigo. Os gráficos sempre buscam o maior do passado.

9) TENHA CORAGEM E PERSONALIDADE DE ENFRENTAR A MARÉ CONTRÁRIA, CONTROLE O MEDO NA QUEDA E A GANÂNCIA NA ALTA

Quando o mercado cair, com os preços das ações já reduzidos, não saque o que continua aplicado. Controle seu medo e coloque mais dinheiro. No movimento de alta, também é difícil saber a hora exata de sair. Às vezes, após o saque do dinheiro, o mercado continua andando mais 10%, mais 20% e você fica se martirizando por estar perdendo a oportunidade. Também não faça nada. Não vai comprar novamente as ações dois meses após a venda. É difícil de controlar o impulso.

10) APOSTE NUM AZARÃO, SÓ PARA TER MOTIVO DE SE DESAFIAR E DIVERTIR-SE

Investir é divertimento. Divirta-se e aproveite a vida. Não fique estressado, mal humorado, tenso e preocupado a ponto de perder o sono, deixar de estar com a família, prejudicando o trabalho…tudo porque a bolsa subiu ou caiu. O fato de sobrar dinheiro para você aplicar em ações, já sinaliza que você é uma pessoa diferenciada. Dentre as 12 ações presentes em minha carteira, sempre tive um azarão. Para mim, azarão não é subir 100%, mas trabalhar para a ação valer de 3 a 4 vezes mais. Já foi o azarão da minha carteira o papel da Randon, quando custava R$ 0,20 ou R$ 0,30 centavos em 2002 ou 2003. Depois, chegou a valer R$ 20,00.

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Empolgação no home broker exige cautela

Adriana Aguilar      28/10/2009

homebrokerMilhões de reais negociados diante dos olhos de jovens, colados na telinha do home broker, comprando ou vendendo ações em casa. São horas a fio de conexão direta ao mercado de renda variável. Talvez, passem o dia todo no pregão, em detrimento dos estudos e de cuidados com a saúde. A importância da disseminação de conhecimento sobre o mercado de capitais aos jovens é indiscutível. Como também o desenvolvimento de competência e habilidade da pessoa física para os investimentos. Mas, é o momento de prestar atenção nas iniciativas exageradas dos jovens na frente do home broker, da mesma forma como são dados os alertas para quem fica grudado em um vídeo game.

O responsável pela área Educacional do Link Trade, o home broker da corretora Link Investimentos, Fábio Calderaro, explica que faz cerca de cinco palestras em diferentes Estados, todo mês. “Tem me chamado a atenção os adolescentes que faltam às aulas para ouvir as palestras de renda variável. Acham que o investimento em ações resolverá a vida deles rapidamente. O problema é que a grande empolgação pode se transformar em prejuízo com o passar dos anos, se os estudos ficarem para segundo plano”, explica.

Pesquisa feita no website Orkut, especificamente na comunidade chamada “BM&FBovespa-A nova bolsa”, criada há cinco anos e com 12.160 membros, procurou saber quantas horas do dia os assíduos freqüentadores da comunidade dedicavam ao home broker e ao estudo?

A comunidade “BM&FBovespa-A nova bolsa” foi escolhida porque o moderador da comunidade, Fábio Dozza de Miranda, mantém o foco das discussões centradas nos ativos de renda variável. Conectados no orkut e no home broker, os membros da comunidade informam ao longo do dia quais papéis estão subindo, caindo, ações que estão sendo colocadas à venda, quais as mais interessantes para compra e dados sobre empresas, por exemplo.

Entre os dias 26 e 27 de outubro, havia 23 respostas. O Felipe, de 23 anos, estudante de economia na Unesp, respondeu que acompanhava o pregão todo. Outro jovem, vestibulando de 17 anos, identificado como “Pomps” fica em frente ao home broker todo o tempo livre que tem durante o dia. Thiago, de 20 anos, que estuda à noite e faz os trabalhos durante o dia, explicou que não tem o número exato de horas de estudo, no entanto, fica mais ou menos cinco horas por dia no home broker. O participante da pesquisa, Rafael Miranda, de 22 anos, é formado em administração e, por enquanto, está sem estudar, gerenciando a loja do pai. Ele disse que está no home broker durante todo o pregão.

Na pesquisa, nove responderam que participam do pregão inteiro pelo home broker, enquanto o restante está na ativa de 2 horas a 7 horas. É importante ressaltar que os 23 participantes da pesquisa têm entre 17 e 49 anos, com atuações em diferentes áreas.

Hoje, 68 corretoras disponibilizam o home broker aos seus clientes. Considerando o cadastro de pessoas físicas (CPF), registrado pelas corretoras e agentes de custódia, até o final de setembro de 2009, havia 33.748 contas abertas de jovens, de 16 a 25 anos, ou seja, 6,5% do total de 515.506 contas de pessoas físicas na bolsa. Isso não significa que todos os jovens cadastrados operam home broker. Mas, a participação deles tem sido crescente.

Segundo o professor de finanças do Insper Instituto de Pesquisa e Ensino (ex- Ibmec São Paulo), Ricardo Almeida, nas classes de graduação com 60 alunos por sala, em média, cerca de 30% da sala manifesta que opera na bolsa nas aulas. “O acesso ao home broker facilita o aprendizado dos alunos. Ficam mais avançados em relação ao que está sendo exposto”, afirma Almeida.

“ Sempre explico aos alunos que o crescimento da economia e das empresas, daqui a uns 20 e 30 anos, levará o Brasil a outro patamar, sendo que a distribuição de riqueza à população se dará por meio da bolsa”, diz o professor ao mencionar a importância da prática dos jovens no home broker. “Muitos deles até descobrem que querem trabalhar na área”, completa.

A psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira, professora de Psicologia do Investidor na FIPECAFI e representante do Brasil na Iaerp (International Association for Research in Economic Psychology), avisa que, em casa, o jovem consegue facilmente justificar aos pais a permanência exagerada dele no home broker. “A bolsa está subindo”; “Estou trabalhando e pensando no meu futuro”, “É a oportunidade para eu ganhar muito dinheiro”. “Qualquer desculpa esfarrapada será considerada pelos pais ou responsáveis”, diz Vera Rita.

Segundo a especialista em psicologia econômica, o Brasil está vivendo uma fase de muito otimismo, de expansão do mercado de capitais, de expectativa de ganhar dinheiro rápido. “Mas, a preocupação tem de ser maior com o adolescente do que com os adultos porque os jovens estão em uma fase de definição de identidade, agem com impetuosidade, seguem o que os outros colegas fazem. O comportamento de manada do adolescente é bem mais forte do que o de um adulto, somada à preocupação da falta de controle e de uma futura compulsão, principalmente, operando no day trade”, diz.

Acompanhando há cinco anos as operações de compra e venda de opções sem garantia, feitas por pessoas físicas, entre 20 e 30 anos, o operador Fernando Montanari, da Link Investimentos, diz que está cansado de ver investidores colocando R$ 1 mil, R$ 2 mil, R$ 3 mil a cada dia e, no final, 99% quebra ou muda de estratégia. “Só uma única vez um investidor ganhou uma bolada e parou de operar”, completa.

“O divisor de águas entre o comportamento normal e o patológico é a perda de controle e o conseqüente exagero com prejuízos pessoais, sociais e financeiros. O comportamento é muito parecido com o de jogadores compulsivos e pode ser considerado um transtorno do impulso”, diz o médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Jogo Patológico e Outros Transtornos (AMJO), Hermano Tavares.

Segundo o médico, os adultos com problemas relacionados ao home broker já procuraram o ambulatório. A dificuldade é que o portador desse problema tenta muitas vezes interrompê-lo ou controlá-lo, mas fica inquieto, ansioso e angustiado diante a possibilidade de perder boas oportunidades de negócio, então retoma a atividade, ampliando as dívidas.

É importante que os jovens aprendam sobre o investimento de longo prazo, com o objetivo de formar patrimônio e não de riqueza imediata. É preciso construir algo com propósito claro, trocar idéias com especialistas no assunto, fazer planejamento, estudar para continuar crescendo , diz Vera Rita.

Dinheiro rápido e imediato não existe. O importante é não esquecer que uma carreira, um nome e uma marca não começam da noite para o dia. É resultado de estudo, dedicação, persistência, competência, talento e, claro, ter coragem de correr riscos e sonhar muito, mas na proporção certa, explica o consultor especializado em administração do tempo e produtividade pessoal, Christian Barbosa.

 

 

Na semana de estréia, IOF tem impacto reduzido no Ibovespa

Adriana Aguilar      26/10/2009

iofOs profissionais que acompanham o principal índice da bolsa, o Ibovespa, acreditam que o reflexo da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de investimentos estrangeiros em renda fixa e renda variável é temporário. Pelo menos, na semana passada, a medida não foi suficiente para provocar a saída em massa de estrangeiros e nem para impor mudança no ritmo do Ibovespa, com ganho de 73% de janeiro até 23 de outubro. No curto prazo as aberturas de capital e oferta de ações, que somaram R$ 37 bilhões em 2009, dos quais 65% vieram de estrangeiros, sejam mais prejudicadas.

No acumulado de outubro, até o dia 23, o investimentos dos estrangeiros em ações brasileiras somaram US$ 13,025 bilhões. Deste total, US$ 8,761 bilhões foram aplicados na compra de ações negociadas exclusivamente no País. O restante dos recursos foi alocado em recibos de ações brasileiras (ADRs) negociados em outros mercados, como o de Nova York, segundo dados do Banco Central.

O resultado de outubro até o dia 23 – maior da série histórica em relação ao total dos investimentos em ações brasileiras (incluindo os ADRs) e ao que foi aplicado em ações negociadas dentro do País – levou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes a dizer que ainda era cedo para avaliar o impacto da medida do IOF na bolsa, segundo entrevista publicada no UOL.

Exatamente em 20 de outubro, data do anúncio da taxa de 2% de IOF sobre a entrada de recursos externos para investimentos em renda variável e renda fixa, a BM&F Bovespa registrou a saída de de R$ 1,262 bilhão em capital externo. Logo que foi colocado em prática, em 21 de outubro, a debandada foi menor, com registro de saída de mais R$ 468 milhões.

Em relação ao movimento do Ibovespa, em 20 de outubro, quando houve o anúncio da taxação do IOF, o índice teve queda de 2,88%. No dia seguinte (21/10), o índice fechou com alta de apenas 0,28%, aos 65.485,59 pontos. Na seqüência (22/10), a alta do Ibovespa ficou em 0,99%, fixado em 66.134 pontos. Sexta-feira passada (23/10), o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,63%, aos 65.058,84 pontos.

Márcio Noronha, analista técnico da Link Trade, no chat realizado no dia 20 de outubro, explicara que em primeiro momento a notícia da cobrança do IOF teria efeito baixista. Mas, como as forças predominantes são altistas, é provável que o impacto inicial seja descontado rapidamente. Para Noronha, a expectativa é de que o Ibovespa siga rumo ao 73.920.

No passado, a bolsa foi taxada em 1,5% para os estrangeiros. O evento do IOF não tem a menor importância para a visão de médio prazo, explicou Noronha. O problema é conseguir identificar no relógio do mercado que hora é agora: de alta ou de baixa? Dependendo da hora, um mesmo evento pode ser altista ou baixista. “Em princípio, o relógio em que vejo as horas está marcando alta, mas ainda não consegui identificar se estamos no final do ciclo ou não. Precisarei de mais alguns desdobramentos nos próximos dias”, disse Noronha.

O analista técnico da Gradual Investimentos, Luiz Cavina, na apresentação feita à TV Gradual, no dia 23, explicou que, quando o Ibovespa ultrapassar os 67.530, poderá seguir em direção aos objetivos de 69.000, 70.000 e 70.675 pontos. Do lado da realização, deve cair até 64.645, 64.075, 63.550 e 63.400. Abaixo deste patamar, poderia seguir em queda rumo ao último suporte de 62.000 pontos.

Cavina lembrou a importância do mercado lá fora, especificamente, nos índices Dow Jones e S&P500. Qualquer movimento de queda mais forte, poderia influenciar o Brasil, explicou.

 

 

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