Em relação ao PIB, financiamento imobiliário no Brasil perde para outros países

Adriana Aguilar      25/10/2013

O volume de crédito no Brasil mantém o ritmo de aumento constante há, pelo menos, três anos seguidos. No período de 2011 a agosto de 2013, o crédito para pessoa física subiu 16,4%. A concessão de empréstimos para a habitação evolui 64,7% no período. Outro destaque é o volume de crédito para o setor rural, com evolução de 36,9%. Também houve aumento na oferta de crédito para os segmentos da indústria (16,4%) e do comércio (10,8%). VER TABELA

“O volume de crédito voltado à habitação teve o maior aumento, de 64,7%, em função do forte aquecimento do mercado imobiliário brasileiro”, segundo o Instituto Assaf.

Apesar da constante evolução entre 2011 e 2013, o volume de empréstimos para pessoa física, crédito para habitação, crédito rural, oferta de recursos para os setores de comércio e indústria, estão bem inferiores aos percentuais praticados nos Estados Unidos e alguns países da Europa e da Ásia.

Comparando a relação – quanto o crédito total concedido representa em relação ao PIB brasileiro (55,5%) – a de outros países, nota-se que o Brasil fica na lanterna, com número inferior ao da economia chilena (82%), da Tailândia (97%)e Alemanha (98%). VER TABELA

Mesmo o volume de crédito imobiliário, com maior crescimento no Brasil nos últimos anos, ainda está muito distante do montante praticado em outros países.

Em agosto de 2013, o total do volume de crédito imobiliário concedido no Brasil, correspondia à fatia de 7,8% do PIB brasileiro. Os recursos emprestados para a área de habitação em outros países são bem maiores em relação ao PIB local: Tailândia (12%), Chile(20%), Itália(23%), Grécia (37%), Alemanha(38%), França (43%), Irlanda(51%), Espanha(59%), Holanda(65%), Estados Unidos(68%). VER TABELA

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Sem reservas, idosos sofrem com exaustão financeira

Adriana Aguilar      11/05/2012

flickr - Julie70

Muitos idosos passam por exaustão financeira. Eles ganham dinheiro suficiente para evitar a pobreza, mas não têm reserva financeira. Diante dos itens de consumo com preços elevados e aposentadoria insuficiente, eles sofrem com os sacrifícios financeiros, segundo reportagem publicada na página MSN Money.

Nos Estados Unidos, a Clearpoint – uma das maiores agências de aconselhamento de crédito, sem fins lucrativos – fez um levantamento, com base no trabalho prestado. Constatou que o número de idosos sem dinheiro está aumentando, com tendência a piorar.

Em 2007, menos de 5% dos consumidores que utilizaram os serviços de aconselhamento de crédito Clearpoint tinham pelo menos 65 anos. No início de 2012, os relatórios da organização mostraram que mais de 13% dos clientes são idosos.

Segundo a Clearpoint, em 2007, os idosos procuravam aconselhamento em função da má administração do dinheiro e gastos excessivos. Hoje, o principal problema que levam os idosos aos serviços de aconselhamento é a reduzida renda.

A recuperação econômica dos Estados Unidos continua lenta para muitos consumidores mais velhos. “Estamos vendo idosos com dívidas crescentes no cartão de crédito e redução dos valores de suas casas”, explica um dos conselheiros da Clearpoint, em Richmond (Virginia), Patrick Owens.

“Mesmo não querendo depender do cartão, os idosos não enxergam outra alternativa, se endividam com insegurança. Muitos deles não têm conhecimento de outras formas de financiamento”, explica Patrick Owens.

Cynthia Hampton é outra conselheira da Clearpoint, em Memphis, que atende os consumidores do Tennessee e áreas próximas do Mississippi e Arkansas. “O que estamos vendo é um aumento substancial, entre os últimos 5 e 8 anos, de idosos com dívidas por uma série de razões. O custo de vida está aumentando, sem acompanhamento da renda dos idosos. A renda média deles tem desaparecido”, diz Hampton.

É comum ver idosos usarem o pagamento da Segurança Social e toda a renda de pensão para o pagamento de contas fixas. Incapazes de cobrir suas despesas variáveis, os idosos estão cada vez mais colocando a sua alimentação e despesas médicas nos cartões de crédito.

“Estamos vendo pessoas que ainda têm Medicare (sistema de seguro de saúde), com 20% de exigência de co-pagamento. Eles não são capazes de pagar os 20% para uma internação ou uma série de contas dos médicos para uma doença grave . Muitas vezes, o idoso tem de escolher entre alimentos ou remédios”, explica Hampton.

Solidão e isolamento também agravam as dificuldades financeiras, especialmente, às viúvas. Para se divertir, compram coisas que não podem pagar, como televisão e outros equipamentos eletroeletrônicos.

As agências de aconselhamento, sem fins lucrativos, podem ajudar os consumidores a:

-negociar com empresas de cartão de crédito o pagamento mensal e uma taxa de juro mais baixa, com possibilidade de perdão do juro e de outros encargos;
-negociar com agências de cobrança o valor da dívida;
-desenvolver planos de reembolso com médicos, hospitais e outros prestadores de cuidados médicos;
-encontrar planos de pagamento ou de subsídios de grandes companhias;
-fornecer aconselhamento na área de habitação para pessoas com problemas nos pagamentos;
-trabalhar com os consumidores para construir orçamentos pessoais e planilhas de gastos para o equilíbrio das contas.

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Bancos enviam agentes às comunidades

Adriana Aguilar      10/11/2011

Os bancos privados estão intensificando a atuação de agentes entre pequenos empreendedores para ofertar o microcrédito produtivo orientado. O objetivo é trazer microempreendedores pessoas físicas, na informalidade ou não, para dentro do sistema de bancarização e de crédito.

Entre as instituições financeiras privadas, o Banco Santander se destaca na oferta de microcrédito produtivo e orientado. De 2002 até junho de 2011, o banco concedeu R$ 1 bilhão em microcrédito a 210 mil pequenos empreendedores.

“Nos últimos três anos, de 2008 a 2011, o Santander tem registrado crescimento médio de 25% ao ano no desembolso do microcrédito em comunidades de São Paulo (como Heliópolis e Paraisópolis) ou localidades e distritos da região Nordeste”, explica o superintendente de Microcrédito do Santander, Jerônimo Ramos.

De janeiro a junho de 2011, o desembolso de microcrédito produtivo e orientado somou R$ 183,6 milhões, aumento de 18% em relação aos R$ 155,3 milhões registrados no mesmo período de 2010. “O desembolso aos microempreendedores se intensifica no segundo semestre do ano, quando a tomada de microcrédito fica mais aquecida”, diz o superintendente de Microcrédito do Santander.

Hoje o Nordeste representa 80% da carteira de microcrédito produtivo orientado do Banco Santander. Os estados com maior participação são Pernambuco, com aproximadamente 25 mil clientes, Paraíba, com 19 mil e São Paulo tem 4 mil clientes. As mulheres representam quase 70% da base.

Cerca de 250 agentes de crédito do Santander visitam os microempreendedores para orientação financeira e planejamento do pagamento do empréstimo. Os financiamentos variam de R$ 200 a 15 mil reais e as parcelas de amortização, de 4 a 24 vezes. O tíquete médio do empréstimo está em torno de R$ 1.489, 00 por microempreendedor. A taxa de juro média do financiamento é de 2% ao mês.

“O perfil do cliente do microcrédito tem amadurecido. A partir do momento que o microempreendedor renova o crédito, com pontualidade no pagamento, intensificamos o relacionamento. Hoje, a taxa de renovação está na faixa de 80%. Trata-se de uma clientela fiel”, explica Jerônimo Ramos. O índice de adimplência do microcrédito no Santander está em 97%, com taxa de perda que não chega a 0,5%.

No Itaú Unibanco, os agentes de microcrédito vão até os clientes – microempreendedores tanto formais quanto informais, em geral das classes D e E. Ao analisarem o negócio, desenvolvem uma oferta de crédito para o fortalecimento da microempresa até a sua expansão. Atualmente, o banco Itaú mantém uma carteira com cerca de 4 mil clientes ativos de microcrédito. Do total, 81,52% são microempreendedores informais.

O microcrédito produtivo orientado é operado pelo Banco Itaú em comunidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Desde 2003 até junho de 2011, houve 32 mil operações de microcrédito. Os desembolsos totais somaram R$ 98,6 mil no mesmo período.

Com empréstimos que variam de R$ 400,00 a R$ 14,2 mil, o tíquete médio do empréstimo feito aos microempreendedores fica em torno de R$ 2,8 mil, pagos no prazo médio de 10 a 12 meses.

O Itaú Unibanco também realiza operações indiretas, repassando recursos para organizações que atuam com microempreendedores. Atualmente, são atendidas seis Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (oscips).

Segundo o responsável pela operação de microcrédito do Banco Itaú, Carlos Ximenes, para que os agentes de crédito passassem o dia na periferia, visitando e assessorando os microempreendedores, foram desenvolvidos sistemas tecnológicos para smartphones, com o objetivo de reduzir de sete para até um dia o prazo de concessão de crédito, eliminando o uso de papel na operação.

“Do campo de atuação, o agente envia os dados do cliente para a área de crédito do banco. Há 18 meses, a metodologia de crédito e de risco para os microempreendedores está em contínuo aprimoramento. Estivemos preocupados em desenvolver um arcabouço sólido para a metodologia do negócio. Os próximos três anos serão de testes do conhecimento acumulado. Nosso esforço de crescimento será mais visível”, afirma Carlos Ximenes.

Há cinco anos, a Fundação Citi (Citi Foundation) atua no microcrédito produtivo orientado de maneira indireta no Brasil, repassando recursos para organizações que capacitam os agentes de crédito e microempreendedores do setor formal e informal.

A Fundação Citi soma R$ 4 milhões de investimentos em projetos que envolvem programas de educação financeira, microfinanças, empreendedorismo, geração de renda, entre outros. Deste total, 65% teve como destino as organizações que atuam com o microcrédito produtivo e orientado para empreendedores.

“Repassamos para as organizações recursos a fundo perdido, ou seja, sem necessidade de reembolso, explica a superintendente de Assuntos Corporativos do Citi Brasil, Priscilla Cortezze. O acompanhamento da aplicação dos recursos é feito por meio de visitas, metas e relatórios semestrais.

A Fundação mantém parceria com quatro organizações que orientam e dão suporte aos microempreendedores: a Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial (Ande), com sede no Recife; Centro de Apoio ao Pequeno Empreendedor (CEAPE) do Maranhão; Banco Pérola com sede em Sorocaba, interior de São Paulo; e Organização Não Governamental (ONG) Acreditar, em Pernambuco.

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Superendividados contam com assistência jurídica gratuita para redução das dívidas

Adriana Aguilar      11/08/2011


Uma nova prestação de serviço público ganha força nas principais capitais do País. É a assistência ao superendividado – pessoa de boa fé que não consegue quitar suas dívidas com o salário. A conta fica tão alta que vira uma bola de neve. É o descontrole total, sem renda até para a subsistência.

“Há um ‘boom’ de superendividados nos últimos anos. A procura por atendimento aumentou 50% em 2010. Hoje, temos uma fila de espera de cerca de 50 superendividados”, afirma a defensora pública Larissa Davidovich, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon). “Nossa idéia é ampliar o número de defensores públicos, que prestam atendimento e assistência jurídica ao superendividados no Rio de Janeiro”, diz.

O Estado do Rio de Janeiro foi o pioneiro em criar uma Comissão Especial de Proteção e Defesa do Consumidor Superendividado, em 2005. No ano seguinte, foi a vez do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul iniciar o projeto piloto “tratamento das situações de superendividamento do consumidor”. A partir de 2010, o palavrão ganhou mais força no País. Em maio do ano passado, o Tribunal de Justiça do Paraná iniciou o mesmo projeto. E, em 2011, os estados de São Paulo e de Pernambuco também partiram para a assistência aos superendividados.

Segundo Larissa Davidovich, o Nudecon recebeu mais registros de dívidas atreladas aos empréstimos consignados em 2010. Uma das coordenadoras de projeto piloto de Tratamento ao Superendividado em São Paulo, Vera Lúcia Remedi Pereira, explica que os servidores públicos são bastante assediados nessa modalidade de empréstimo.

Os financiamentos consignados deveriam ter a menor taxa de juro, em função da melhor garantia. Essa modalidade pode ser descontada diretamente da folha de pagamento. O risco de calote é reduzido, se comparado à taxa de inadimplência do crédito pessoal.

“A pessoa contrata o financiamento e não consegue cumpri-lo porque não sabe se planejar, não sabe o que é juro composto e nem a diferença de taxa de uma linha e outra”, diz Vera Lúcia Remedi Pereira, coordenadora do Tratamento ao Superendividado pelo Procon-SP.

O superendividamento pode ser conseqüência de algum imprevisto (desemprego, redução de renda, doença ou separação do casal).Também há os descontrolados que gastam mais do que ganham. Países desenvolvidos do continente europeu, França e Alemanha, por exemplo, apresentam legislação especial para cuidar dos superendividados. Por aqui, não há. O atendimento aos superendividados no Brasil tem sido prestada por defensores públicos, juízes dos tribunais de Justiça e Procons.

Na prática, a assistência jurídica gratuita é disponibilizada aos superendividados nos projetos realizados nas diferentes capitais. O primeiro passo é o consumidor, atolado em dívidas, preencher um formulário, seja no Procon, Tribunal de Justiça, ou Defensoria Pública. O local exato dependerá do Estado. É feito um questionário minucioso, detalhando o orçamento doméstico e dívidas contraídas, com os documentos anexados.

A renegociação da dívida ocorre por meio de audiências coletivas, com vários credores diante do consumidor superendividado. A mediação do acordo pode ser feita pelo juiz, defensor público ou conciliador. Dependerá do Estado e cidade.

O objetivo é que o acordo ocorra de forma amigável, com redução e parcelamento dos débitos em função do orçamento familiar. É uma maneira de garantir a subsistência básica da família por um ano, pelo menos. Sem acordo, o processo pode ser arquivado ou inicia-se uma ação judicial para a sobrevivência do superendividado.

Você encontrará mais informações sobre os programas para superendividados nos seguintes locais

Procon de São Paulo
Núcleo de Defesa do Consumidor (Rio de Janeiro)
Tribunal de Justiça do Paraná
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Observatório do Crédito e Superendividamento do Consumidor (Rio Grande do Sul)

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Por que as pessoas evitam atrasar a prestação da casa financiada?

Adriana Aguilar      28/07/2010

inadimplencia_contratos_imobiliariosA inadimplência dos contratos de financiamento imobiliário cai gradativamente há 10 anos. Considerando os contratos com mais de três prestações atrasadas, o índice de inadimplência é de 2,46%, segundo dados do Banco Central (BC). Se considerados os contratos mais recentes, o índice é menor ainda, similar ao padrão encontrado em países europeus com a economia estável.

Na Caixa, com maior representatividade no financiamento imobiliário no País, o índice de inadimplência do crédito imobiliário passou de 1,94% em maio de 2009 para 1,41% em maio de 2010.

Segundo dado do Banco Central, a inadimplência do total de contratos ativos de financiamento Imobiliário no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) é de 8,77% (mutuários com mais de três prestações em atraso). Se considerarmos apenas os contratos assinados após junho de 1998, a inadimplência é de 2,46% em março de 2010, informa a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Se o contrato for mais recente, a partir de 2005, menor ainda será o índice de inadimplência.

No momento de apuro, o consumidor prefere atrasar a fatura do cartão de crédito, da conta de telefone, da água, do eletrodoméstico recém adquirido, mas paga a parcela do financiamento da casa em dia. Qual a explicação para esse procedimento?

Instrumentos jurídicos aprovados em 2004 deram mais segurança aos bancos e aos tomadores de crédito nos atuais contratos. Entre eles está a regra do Patrimônio de Afetação nas incorporações imobiliárias e também a norma do valor incontroverso nos questionamentos jurídicos em contratos de financiamento imobiliária. Ainda passou a constar nos contratos a previsão de alienação fiduciária. Por meio dela, o comprador só terá a propriedade “plena” do imóvel após a quitação do financiamento.

Caso ocorra a interrupção do pagamento das parcelas, o banco consegue recuperar na Justiça a propriedade e a posse do imóvel no período de um ano. Aquela história de ficar morando no apartamento ou na casa por anos, enquanto o valor do juro cobrado na prestação está sendo discutido na Justiça, acabou.

“A taxa de inadimplência caiu, principalmente, após a instituição da alienação fiduciária que aumentou a garantia jurídica da operação imobiliária para os bancos”, afirma o gerente do segmento imobiliário da Serasa Experian, José Augusto Périgo.

Há pesquisas apontando que o cliente com financiamento imobiliário consome até outros cinco produtos no mesmo banco ao longo dos 20 anos de financiamento. Em mercados mais maduros, os clientes adquirem até 10 produtos, explica Périgo.

Alguns bancos oferecem aos clientes “sufocados” com outras parcelas a opção de incorporação do saldo de outras dívidas no financiamento imobiliário, de modo que não comprometesse até 30% da renda líquida com a prestação e a garantia de 80% do valor do imóvel.

“A boa concessão do empréstimo por parte do banco, com eficaz administração e gerenciamento do risco, contribuem para o baixo índice de inadimplência”, diz Périgo.

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Taxa de juro está abaixo de 1% no BB

Adriana Aguilar      25/08/2009

RF5060370Os correntistas do Banco do Brasil (BB), que passaram por algum caixa eletrônico da rede, notaram que os empréstimos ofertados ficaram mais baratos, principalmente, para o público de menor renda. Em algumas situações, a taxa de juro foi cortada pela metade, ficando em 0,99% ao mês.

Aqueles, com renda máxima de R$ 1 mil e aplicações financeiras inferiores a R$ 3 mil, alvos da linha “BB Crédito Pronto”, agora podem aceitar o empréstimo pré-aprovado de até R$ 2 mil no autoatendimento: internet e caixas automáticos

No passado, a taxa de juro do BB para a mesma linha era fixada em 2% ao mês. Agora, houve redução do percentual, que varia conforme o prazo de contratação. Quando o pagamento do empréstimo ocorre em 12 meses, a taxa de juro cobrada é de 0,99% ao mês. Caso o tomador opte por pagar em 48 meses, a taxa de juro sobe para 1,8% ao mês.

Segundo cálculos do economista da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, na prática, quem fizer um empréstimo de R$ 2 mil, no caixa eletrônico do BB, ao final de 12 meses, pagará R$ 130,96 de juro. Se o percentual fosse de 2% ao mês, o cliente pagaria R$ 269,32 de juro.

O valor das prestações é debitado em conta corrente na data escolhida pelo cliente, com carência de até 180 dias para o pagamento da primeira parcela.

A iniciativa do Banco do Brasil vai de encontro ao estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo o qual, os bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa) cobravam em média juros de 37,5% ao ano, no início da crise, enquanto que os bancos privados, 47,3%. Em junho passado, a média dos bancos públicos caiu para 29%, contra 43,1% nas instituições financeiras privadas.

Os bancos públicos aproveitaram a crise global para diversificar a carteira de clientes, atraídos pelos empréstimos com juro menor. De janeiro a agosto de 2009, o Banco do Brasil já anunciou em, no mínimo, três ocasiões diferentes corte nas taxas de juro de determinados produtos. Ao mesmo tempo, os bancos privados frearam a oferta de crédito no mercado no primeiro semestre do ano.

 

 

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