Carga tributária sobre o PIB foi maior no Governo FHC, revela estudo

Adriana Aguilar      19/05/2015

IBPT_tributos_sobre_PIB_desde1986

A carga tributária sobre o Produto Interno Bruto (PIB), no Brasil, se elevou em 1,66% no período de quatro anos do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, contra 1,41%, registrado nos oito anos de governo do presidente Lula e 3,75% dos oito anos da gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

A maior variação registrada nos últimos quatro anos se deve ao crescimento dos tributos estaduais, cuja variação foi de 1,03%. Com relação aos tributos federais, o aumento registrado foi de 0,38% e os municipais 0,24%.

Saiba mais:

Brasil tem maior carga tributária entre BRICS

13º salário é usado para o pagamento de dívidas

Aumentam os juros das linhas de crédito para pessoa física

Consumidor ignora taxa e imposto ao usar cartão de crédito

 

 

Brasil tem maior carga tributária entre BRICS

Adriana Aguilar      15/02/2014

O Brasil registrou a maior carga tributária dentre os países que integram o bloco BRICS (sigla referente a Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em 2013, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O Brasil fechou o ano de 2013 com a carga tributária de 36,42%.

Os outros países do bloco possuem as seguintes cargas tributárias: Rússia, 23%; Índia, 13%; China, 20% e África do Sul, 18%. A média desse percentual entre os BRICS é de 22%. Se excluído o Brasil, a média cai para 18,5%. Ao analisar somente o Brasil, nota-se que o País apresenta quase o dobro da média de carga tributária dos demais países que fazem parte do BRICS.

“Os constantes aumentos da carga tributária brasileira deixam bem clara a dificuldade que o Brasil tem de expandir o seu comércio exterior e também de incentivar a produção nacional. Competir no mundo globalizado com uma carga tributária tão alta é o mesmo que colocar um lutador de sumô para disputar uma prova de 100 metros rasos numa olimpíada”, afirma o o presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

Para o estudo, o IBPT levou em consideração a arrecadação de janeiro a novembro de 2013 e o PIB do 3º trimestre do mesmo ano. Em relação a 2012, houve um leve aumento da carga tributária, quando o percentual foi de 36,37% do PIB naquele ano.

O estudo mostra ainda o crescimento da carga tributária ao longo dos governos nos últimos 27 anos, desde o primeiro ano da gestão de José Sarney, em 1986, quando o percentual era equivalente a 22% do PIB nacional, até o terceiro ano da administração de Dilma Rousseff.

Saiba mais:

13º salário é usado para o pagamento de dívidas

Aumentam os juros das linhas de crédito para pessoa física

Consumidor ignora taxa e imposto ao usar cartão de crédito

 

 

Impostos cobrados no Brasil equivalem a cinco meses do seu salário

Adriana Aguilar      27/05/2013


Em 2013, o trabalhador brasileiro vai destinar, em média, 41,10% da renda mensal bruta para o pagamento de impostos. Para conseguir arcar com o peso dos tributos, cada pessoa tem de trabalhar 4 meses e 30 dias, exatamente do início de janeiro até 30 de maio. Em 2012, o prazo de dias trabalhados para o pagamento dos impostos foi o mesmo. Comparando com a década de 80, hoje, trabalha-se o dobro para conseguir pagar todos os tributos exigidos. A faixa intermediária da sociedade, com rendimento mensal entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, é a mais onerada em relação aos tributos. Essa faixa precisa de cinco meses e mais nove dias de trabalho para quitar todos os impostos.

O estudo “Dias Trabalhados para pagar Tributos, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), considera no levantamento o Imposto de Renda Pessoa Física, a contribuição previdenciária (INSS, previdências oficiais), as contribuições sindicais. Além disso, a tributação sobre o consumo – já inclusa no preço dos produtos e serviços – (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc), tributação sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). Há ainda outras tributações, como taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública,…).

O levantamento também foi feito por faixa de renda. Considerou-se, para fins tributários, a faixa mensal de rendimento de até R$ 3 mil (classe baixa), de R$ 3 mil a R$ 10 mil (classe média) e acima de R$ 10 mil (classe alta).

Em 2013, o brasileiro com renda mensal até R$ 3 mil destinou 39,18% da renda bruta aos tributos, o equivalente ao que ganhou de janeiro até o dia 22 de maio. A classe mais abastada, com salário acima de R$ 10 mil, teve 41,92% da renda bruta abocanhada pelos impostos. Significa dias trabalhados do início de janeiro ao dia 2 de junho.

Segundo o estudo do IBPT, a classe média – faixa intermediária com rendimento mensal entre R$ 3 mil e R$ 10 mil – teve 43,575% da renda atrelada ao pagamento dos impostos. Essa faixa de pessoas tem de trabalhar do início de janeiro até o dia 9 de junho para conseguir pagar todos os impostos.

É importante notar que, aos longos dos anos, o brasileiro está trabalhando mais para conseguir pagar a soma dos impostos. Em 2003, do seu rendimento bruto o contribuinte brasileiro teve que destinar em média 36,98% para pagar a tributação sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros. Em 2004 comprometeu 37,81%, em 2005 destinou 38,35%, em 2006 destinou 39,72%, em 2007 comprometeu 40,01%, em 2008 destinou 40,51%, em 2009 comprometeu 40,15%, em 2010 comprometeu 40,54%, em 2011 comprometeu 40,82% do seu rendimento bruto, em 2012 40,98%, e destinará 41,10% no ano de 2013.

Comparando os dias de trabalho para o pagamento dos impostos entre Brasil e outros países, o estudo “Dias Trabalhados para pagar Tributos” mostra que na Suécia são necessários 185 dias de trabalho para o pagamento dos impostos. No Brasil, em média, precisa-se de 150 dias para a obtenção do mesmo objetivo.

Na França, são necessários 149 dia e na Espanha, 137 dias. Nos Estados Unidos, com 102 dias de trabalho é possível liquidar os impostos e na Argentina, 97 dias. Na comparação entre os países, o IBPT utilizou a mesma metodologia.

“Apesar de contribuir cada vez mais com a crescente arrecadação tributária do Brasil, que em 2012 chegou a R$1,59 trilhão, o brasileiro continua não vendo a adequada aplicação deste recursos em serviços públicos de qualidade, principalmente nos setores de educação, saúde, segurança e outros fundamentais para que a sociedade se desenvolva”, afirma o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Na avaliação do presidente do IBPT, a Lei nº 12.741/12, que obriga a informação da carga tributária dos produtos e serviços nos cupons e notas fiscais ao consumidor, é um grande passo para despertar a consciência tributária do brasileiro, que terá melhores condições de cobrar o retorno dos valores arrecadados.

Outros textos:

Quanto o brasileiro paga de imposto na compra de cada produto e serviço?

Maioria gostaria de aprender a calcular os juros nas compras a prazo

O peso do cafezinho e da cervejinha no bolso

Estudo mostra a dificuldade dos empreendedores

 

 

Quanto o brasileiro paga de imposto na compra de cada produto e serviço?

Adriana Aguilar      08/05/2013

Todos brasileiros pagam impostos, mesmo aqueles que estão isentos do Imposto de Renda das Pessoa Física (IRPF) e do Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). Basta consumir produtos e serviços para cada pessoa pagar imposto. A partir de junho deste ano, todas as empresas serão obrigadas a mostrar, no cupom fiscal emitido, o imposto cobrado e o valor real do produto. Por exemplo, no preço do arroz, incide a carga tributária de 17,24%. O feijão tem 17,24% de tributo. A carne, 23,99%.

Os Estados Unidos e países da Europa já informam ao consumidor o valor dos impostos separadamente do valor pago pelos produtos e serviços. No Brasil, a discriminação dos impostos nos cupons e notas fiscais foi determinado pela lei 12.741, publicada no final de 2012. Cerca de 1,5 milhão de assinaturas pediam a diferenciação dos tributos nos cupons emitidos. As assinaturas foram recolhidas por meio de um movimento liderado pela Associação Comercial de São Paulo, Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), SESCON e outras 102 entidades.

Segundo informações do IBPT, antes mesmo da data de cumprimento da lei 12.741, as redes de lojas Telhanorte e Riachuelo já estão emitindo o cupom fiscal com o valor dos impostos separadamente do valor pago pelos produtos. Outros já estão prontos para começar a emitir o cupom conforme a lei, como o Grupo Pão de Açúcar e as lojas Renner.

“Ao ver no cupom fiscal com o valor dos impostos separadamente do valor pago pelos produtos, as pessoas vão associar os valores pagos com a boa ou má aplicação dos recursos”, explica o presidente do conselho superior do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

O Brasil está entre as 30 nações com as maiores cargas tributárias do mundo, se posicionando no último lugar como provedor de serviços públicos de qualidade à população, como saúde, educação, segurança, transporte e outros, segundo dados do IBPT, contidos no “Estudo sobre a Carga Tributária/PIB X IDH”.

Para informar a carga tributária média dos produtos e serviços as empresas podem optar por calcular os impostos ou utilizar as informações oferecidas por uma entidade especializada em cálculos econômicos.

Em ação conjunta, o IBPT, a Associação Comercial de São Paulo, a Associação Brasileira de Automação Comercial (Afrac) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) já estão disponibilizando essas informações para as empresas.

Outros textos:

Quanto o brasileiro paga de imposto na compra de cada produto e serviço?

Maioria gostaria de aprender a calcular os juros nas compras a prazo

O peso do cafezinho e da cervejinha no bolso

Estudo mostra a dificuldade dos empreendedores

 

 

Chocolate tem o maior imposto entre os alimentos

Adriana Aguilar      20/12/2011

Os chocólatras sentem o peso do vício na balança e no bolso. Atualmente, o chocolate é o item comestível com maior carga tributária no Brasil. Do preço pago por uma barrinha ou bombom de chocolate, 38,60% do valor corresponde a impostos.

“O chocolate, como item industrializado, tem a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e, na maioria dos outros alimentos, isso não ocorre”, diz o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike.

Para a composição do percentual total de imposto que incide sobre cada produto, o IBPT considera os tributos sobre o consumo – como ICMS, IPI, PIS e COFINS –, a tributação sobre a folha de salários (INSS, FGTS e Terceiros) e ainda a carga incidente sobre o lucro das empresas, como o IRPJ e a CSLL.

Outro produto, líder do ranking de incidência de imposto, é o cigarro. O percentual de 80,42% do preço do maço de cigarros corresponde à carga tributária. Segundo Olenike, a taxa mais pesada tem o objetivo de desestimular o consumo. Considerado um item supérfluo, o cigarro, causa malefícios à saúde. A maior tributação segue o Princípio da Seletividade que orienta o legislador a estabelecer alíquotas mais altas para esses itens.

Em relação às bebidas alcoólicas, aquelas mais populares apresentam taxação de impostos mais elevada. Enquanto que o imposto sobre a cachaça alcança 81,87%, a tributação sobre a caipirinha é de 76,66% e sobre o whisky, 61,22%. Quem pode comprar um whisky mais caro é beneficiado com uma baixa tributação? Não é bem assim. Há outra explicação.

“A composição da cachaça tem uma dose muito alta de álcool – produto com maior tributação. Já a caipirinha tem uma mistura com outros elementos, de tributação menor, puxando a taxa para baixo”, diz o presidente do IBPT.

Aquele que pensa que a água mineral, item de necessidade diária para o ser humano, tem uma baixa incidência de imposto, se engana. A carga tributária da água mineral (44,55%) é semelhante aos custos de um refrigerante de garrafa (44,55%). Isso ocorre porque o processamento dos produtos é semelhante. Portanto, a carga tributária também é a mesma.

O levantamento dos impostos sobre itens de uso pessoal, transporte, farmácia, higiene pessoal e produtos adquiridos para alimentação e vestuário foi iniciado pelo IBPT em 2005. “Recentemente, acrescentamos muitos itens e monitoramos constantemente para deixá-los atualizados, de acordo com as alterações tributárias do Governo, explica Olenike.

Veja o imposto pago por você na compra dos produtos abaixo:



Saiba mais:

Jogo Goumi leva educação financeira às escolas

Bancos públicos oferecem microcrédito para trazer empreendedores ao sistema formal de crédito

Bancos enviam agentes às comunidades

Quanto custa educar o filho?

10 sinais dos consumidores compulsivos

5 armadilhas mentais que devem ser evitadas durante a renegociação da dívida

Classes A e B evitam exposição das dívidas acumuladas em acordos coletivos

Superendividados contam com assistência jurídica gratuita para redução das dívidas

De onde virá o dinheiro para a aposentadoria?

Quando comprar ou alugar…

 

 

|