Com Selic a 8% ao ano, rentabilidade da poupança é superior a dos fundos de renda fixa

Adriana Aguilar      31/05/2013

Os rendimentos das cadernetas de poupança continuam mais atrativos, se comparados aos dos fundos de renda fixa, mesmo após a taxa básica de juro (Selic) subir para 8% ao ano no final de maio.

“A caderneta de poupança tem seu ganho garantido por lei (Taxa Referencial + 6,17% ao ano) e não sofre qualquer tributação, diferentemente dos fundos de renda fixa que possuem tributação do imposto de renda sobre seus rendimentos. Quanto menor for o prazo de resgate do dinheiro do fundo, maior a tributação. Também os bancos cobram a taxa de administração dos fundos”, explica o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Ainda considerando as recentes alterações nas regras da caderneta de poupança, que apresenta rendimento de 70% da Taxa Básica de Juros (SELIC), acrescida da variação da Taxa Referencial, o rendimento das novas contas supera a maior parte do ganho dos fundos de investimentos de renda fixa.

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O que rende mais: poupança ou fundo DI?

Adriana Aguilar      12/07/2010

quebra_cabecaEm quais condições, valeria a pena fazer aplicações em um fundo de renda fixa referenciado DI, com 100% da carteira composta por títulos públicos? A taxa de administração tem de ser critério decisivo. Somente quando o investidor encontrar um fundo conservador com taxa abaixo de 1,6% ao ano, o rendimento do fundo referenciado DI será superior ao da caderneta de poupança.

Segundo cálculos do coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV de São Paulo, William Eid Júnior, a caderneta de poupança renderá 7% nos próximos anos. Nos fundos referenciados DI, o investidor poderia considerar o rendimento bruto em torno de 10% ao ano (atrelado à taxa básica de juro Selic).

Supondo que o investidor deixará o dinheiro dele aplicado no fundo referenciado DI, com 100% de títulos públicos em carteira, por mais de dois anos, para alcançar a menor alíquota de IR de 15% sobre os rendimentos, então o fator diferencial será a taxa de administração. “Fazendo as contas, chega-se a conclusão que se a taxa de administração cobrada for 1,68% ao ano, o rendimento do fundo DI fica igual ao da poupança”, diz Eid Júnior.

Nessas condições, só valeria apena deixar o dinheiro no fundo referenciado DI com taxas de administração inferior a 1,6%, difícil de ser encontrada em produtos de investimentos para pessoas com baixo tíquete de aplicação, até R$ 10 mil. É por isso que a caderneta de poupança continua sendo uma boa alternativa aos pequenos investidores conservadores, atraídos pelos títulos públicos pós-fixados.

Na avaliação de William Eid, a pessoa que coloca dinheiro na caderneta de poupança, seja pequeno ou grande investidor, quer um instrumento simples que proporcione proteção do dinheiro e comodidade, sem ter trabalho de ficar acompanhando volatilidade, rendimento, pagamento de imposto e prazos, explica Eid.

Nos primeiros cincos meses de 2010, enquanto os fundos referenciados DI registraram a saída de R$ 6,29 bilhões, a entrada líquida de recursos na caderneta de poupança somou R$ 5,26 bilhões (ver tabela).

Pesa ainda a favor da caderneta de poupança a isenção do Imposto de Renda (IR) no rendimento, a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para depósitos até R$ 60 mil, no quase de quebra da instituição. E, por fim, a poupança também está livre da taxa de administração cobrada pelos fundos.

Do outro lado, os fundos de investimentos apresentam a taxa de administração e os recursos aplicados no DI têm incidência de imposto de renda (IR), com alíquota de 22,5% sobre o rendimento do fundo nas aplicações inferiores a seis meses, baixando para 15%, quando o dinheiro permanece por mais de dois anos no fundo de renda fixa de longo prazo. Ainda há o custo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide nos saques feitos em um prazo inferior a 30 dias da data de aporte do dinheiro no fundo. Portanto, o rendimento do fundo tem de compensar todos os custos do produto e impostos para valer a pena.

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Atenção ao rendimento da poupança

Adriana Aguilar      20/08/2009


No atual cenário de queda da taxa básica do juro (Selic), com a redução do rendimento das aplicações atreladas à taxa Selic, a caderneta de poupança passou a chamar a atenção dos investidores, pois apresenta baixo risco e oferece isenção de recolhimento de imposto para quantias menores. Além disso, o rendimento é progressivo com a incidência da taxa de juro de 6% ao ano mais taxa referencial (TR) do período.

Segundo cálculos do economista da Souza Barros Corretora, Clodoir Vieira, aquele que iniciou um depósito mensal de R$ 50,00 na caderneta de poupança em 31 de dezembro de 1994, fez 180 aplicações que, em agosto de 2009, somariam R$ 9 mil. Ao longo desses 15 anos de poupança, o rendimento seria R$ 10.332,14, totalizando R$ 19.332,14 neste mês.

O desafio de separar todo mês uma determinada quantia para aplicar na caderneta de poupança, fundo de investimento ou fundo de previdência vale para qualquer profissional.

A poupança de longo prazo – espécie de previdência privada por conta própria – exige disciplina, informação, determinação e, claro, um pouquinho de dinheiro para fazer o depósito todo mês. É preciso estabelecer uma meta de longo prazo para guardar os R$ 50,00 mensalmente, deixar de comprar alguma roupa ou freqüentar um restaurante.

É um sacrifício mensal para um benefício pessoal após uma, duas ou três décadas. Quanto mais cedo começar, maior será o valor acumulado no futuro para você ter uma velhice tranqüila.

 

 

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