Sem reservas, idosos sofrem com exaustão financeira

Adriana Aguilar      11/05/2012

flickr - Julie70

Muitos idosos passam por exaustão financeira. Eles ganham dinheiro suficiente para evitar a pobreza, mas não têm reserva financeira. Diante dos itens de consumo com preços elevados e aposentadoria insuficiente, eles sofrem com os sacrifícios financeiros, segundo reportagem publicada na página MSN Money.

Nos Estados Unidos, a Clearpoint – uma das maiores agências de aconselhamento de crédito, sem fins lucrativos – fez um levantamento, com base no trabalho prestado. Constatou que o número de idosos sem dinheiro está aumentando, com tendência a piorar.

Em 2007, menos de 5% dos consumidores que utilizaram os serviços de aconselhamento de crédito Clearpoint tinham pelo menos 65 anos. No início de 2012, os relatórios da organização mostraram que mais de 13% dos clientes são idosos.

Segundo a Clearpoint, em 2007, os idosos procuravam aconselhamento em função da má administração do dinheiro e gastos excessivos. Hoje, o principal problema que levam os idosos aos serviços de aconselhamento é a reduzida renda.

A recuperação econômica dos Estados Unidos continua lenta para muitos consumidores mais velhos. “Estamos vendo idosos com dívidas crescentes no cartão de crédito e redução dos valores de suas casas”, explica um dos conselheiros da Clearpoint, em Richmond (Virginia), Patrick Owens.

“Mesmo não querendo depender do cartão, os idosos não enxergam outra alternativa, se endividam com insegurança. Muitos deles não têm conhecimento de outras formas de financiamento”, explica Patrick Owens.

Cynthia Hampton é outra conselheira da Clearpoint, em Memphis, que atende os consumidores do Tennessee e áreas próximas do Mississippi e Arkansas. “O que estamos vendo é um aumento substancial, entre os últimos 5 e 8 anos, de idosos com dívidas por uma série de razões. O custo de vida está aumentando, sem acompanhamento da renda dos idosos. A renda média deles tem desaparecido”, diz Hampton.

É comum ver idosos usarem o pagamento da Segurança Social e toda a renda de pensão para o pagamento de contas fixas. Incapazes de cobrir suas despesas variáveis, os idosos estão cada vez mais colocando a sua alimentação e despesas médicas nos cartões de crédito.

“Estamos vendo pessoas que ainda têm Medicare (sistema de seguro de saúde), com 20% de exigência de co-pagamento. Eles não são capazes de pagar os 20% para uma internação ou uma série de contas dos médicos para uma doença grave . Muitas vezes, o idoso tem de escolher entre alimentos ou remédios”, explica Hampton.

Solidão e isolamento também agravam as dificuldades financeiras, especialmente, às viúvas. Para se divertir, compram coisas que não podem pagar, como televisão e outros equipamentos eletroeletrônicos.

As agências de aconselhamento, sem fins lucrativos, podem ajudar os consumidores a:

-negociar com empresas de cartão de crédito o pagamento mensal e uma taxa de juro mais baixa, com possibilidade de perdão do juro e de outros encargos;
-negociar com agências de cobrança o valor da dívida;
-desenvolver planos de reembolso com médicos, hospitais e outros prestadores de cuidados médicos;
-encontrar planos de pagamento ou de subsídios de grandes companhias;
-fornecer aconselhamento na área de habitação para pessoas com problemas nos pagamentos;
-trabalhar com os consumidores para construir orçamentos pessoais e planilhas de gastos para o equilíbrio das contas.

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Aumenta a inadimplência entre idosos com empréstimos

Adriana Aguilar      02/05/2012

flickr - daoro

Uma nova pesquisa do Federal Reserve Bank, de Nova York, mostra que os americanos, na faixa dos 60 anos, são responsáveis por cerca de US$ 36 bilhões em empréstimos estudantis. Mais de 10% dos empréstimos estão inadimplentes. Advogados da área de defesa do consumidor afirmam que a área de Segurança Social tem verificado que empresas de cobrança estão assediando idosos, nos seus 80 anos, que contrataram empréstimos estudantis.

O problema – relatado no site The Washington Post – se tornou um conflito no sistema nacional de ensino superior nos Estados Unidos, segundo legisladores, economistas e especialistas financeiros. O benefício do financiamento para estudantes do ensino superior está sendo diluído pela taxa de matrícula crescente e a longevidade dos tomadores da dívida.

Alguns desses americanos mais velhos se encaixam na primeira onda de empréstimos estudantis, enquanto outros tomaram novo financiamento em função do retorno à escola, na esperança de se tornarem mais competitivos no mercado de trabalho. Muitos deles também contrataram empréstimos para filhos ou netos com a sua ajuda-los a pagar o ensino.

A recente recessão agravou o problema, tornando difícil para os americanos mais velhos ou para os jovens, apoiados por eles, a conseguirem empregos bem remunerados. E ao contrário de outros financiamentos, os empréstimos para estudantes não podem ter alto índice de inadimplência. Como resultado, alguns americanos com idade mais avançada se encontram afundado em dívidas após o término do curso superior, em vez da tão esperada carreira próspera.

A permanência da dívida após a conclusão do curso superior, em função do financiamento estudantil, é como um grilhão que pode arrastar a pessoa com mais idade para a sepultura, explica William E. Brewer, presidente da Associação Nacional de Advogados na Área de Falência do Consumidor (National Association of Consumer Bankruptcy Attorneys).

O fato é que muitos pais, nos seus 50 anos, deveriam começar a poupar para a aposentadoria o mais rápido possível em vez de assumirem mais dívidas. A renúncia da poupança de longo prazo com o objetivo de pagar a faculdade do filho ou neto não é uma forma de ajudar os mais jovens. Com o passar dos anos, os filhos terão de auxiliar os pais na aposentadoria. Os jovens terão de abrir mão de um aumento de renda a partir de sua formação universitária para ajudar os pais na fase de descanso deles.

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De onde virá o dinheiro para a aposentadoria?

Adriana Aguilar      04/07/2011

Quase a metade, 47% de 1027 brasileiros entrevistados, disse estar um pouco ou muito preocupada sobre a própria capacidade para enfrentar a aposentadoria. Do total, 25% dos brasileiros consultados não sabem qual será sua principal fonte de renda na aposentadoria.

A pesquisa é um estudo independente sobre as tendências globais da aposentadoria, preparada pelo HSBC. O relatório de 2011, chamado “O poder do planejamento”, é o sexto da série “O Futuro da Aposentadoria do HSBC. No Brasil, foram entrevistadas 1.027 pessoas. No mundo todo, foram ouvidas mais de 17.000 pessoas em 17 países.

Aqueles que procuram assessoria financeira mostram uma preferência por canais de aconselhamento independentes, com 22% tendo visitado um consultor financeiro
independente. Bancos (18%) e contadores (18%) foram à segunda fonte mais popular de
aconselhamento. Muitas pessoas no Brasil utilizam fontes informais, como a internet, a família e amigos, e pesquisas individuais no planejamento de suas finanças.

Considerando que 25% dos brasileiros não sabem qual será de principal fonte de renda na aposentadoria, dentre os entrevistados, há 10% que pretendem contar com a provisão estatal como sua principal fonte de renda de aposentadoria. Outros 10% dos pesquisados pensam que salário ou vencimentos relativos ao emprego constituem a maior proporção dos seus rendimentos para a aposentadoria. E 14% das mulheres ouvidas disseram que continuarão trabalhando para o próprio sustento na aposentadoria.

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Menor taxa de administração deixa plano de previdência mais competitivo

Adriana Aguilar      01/06/2011

Os fundos de previdência completaram 28 meses consecutivos de captação líquida positiva, com seu fluxo crescendo de forma consistente até abril. O patrimônio líquido dos fundos de previdência (11% do total de fundos do mercado brasileiro) já se aproxima do patrimônio dos fundos Referenciados DI (12% do total de fundos), segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).Os profissionais consultados ressaltam a queda acentuada da taxa de administração, nos últimos anos, como fator importante para o aumento da procura.

O patrimônio dos fundos de previdência (VGBLs e PGBLs) alcançou 193 bilhões de reais no final de abril, de acordo com o levantamento da NetQuant. Apenas nos primeiros quatros meses de 2011, o setor previdenciário captou aproximadamente 7,2 bilhões de reais, 18% a mais do que os recursos captados no primeiro quadrimestre de 2010.

A classe de fundos de previdência que liderou o ranking de captação de janeiro a abril de 2011 foi a de Renda Fixa e Multimercado, sem ações na carteira. Nesse tipo de fundo, os investidores da previdência aplicaram 7,47 bilhões no período, enquanto houve o saque de 200 milhões dos fundos de previdência com ações em carteira. Os dados fazem parte da análise feita em 560 fundos de previdência do mercado pela consultoria NetQuant Tecnologia.

No longo prazo – últimos 12 meses até abril passado – também tem sido crescente o patrimônio dos fundos de previdência na categoria renda fixa e multimercado (sem ações). Aumentou 30%, enquanto que o incremento dos fundos de previdência com renda variável ficou em 11%. Na prática, houve uma inversão do que se via um ano atrás, em abril de 2010, quando os fundos de previdência com alguma alocação em ações apresentaram um crescimento patrimonial de 75% em 12 meses, frente à variação positiva dos fundos de renda fixa e multimercado (sem ações), de 19%.

Na Brasilprev, do total de recursos novos aportados em plano de previdência neste ano, 87% teve como destino os planos de previdência de renda fixa, enquanto que apenas 13% foram para renda variável, percentual abaixo da média de anos passados. “Quando o mercado está turbulento, a preocupação do investidor aumenta”, afirma Márcio Matos, superintendente de investimentos da Brasilprev que registrou captação líquida 56% maior nos primeiros quatro meses de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. No encerramento de 2010, a captação líquida da Brasilprev cresceu 40% em relação ao ano anterior.

“Notamos um novo perfil de público. Aqueles que passaram a ver o fundo de previdência de renda fixa como excelente instrumento de investimento”, afirma o gerente comercial de previdência da Icatu Seguros, Sérgio Prates. Ele explica que a rentabilidade de alguns fundos de previdência, com parcelas de títulos indexadas aos índices de inflação em carteira, tem superado o rendimento de alguns fundos de renda fixa do mercado. Na Icatu, um produto de previdência, com título atrelado ao IPC-A, acumula rentabilidade de 12,32% nos últimos 12 meses, até abril, enquanto que fundos atrelados ao CDI renderam 10,60% no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2011, a captação dos fundos de previdência na Icatu Seguros cresceu 148%, se comparada aos primeiros dois meses de 2010.

Pesa a favor do aumento de rentabilidade dos fundos de previdência de renda fixa a queda acentuada da taxa de administração nos últimos anos, em função da competição no mercado. “Na Icatu, não há mais incidência de taxa de carregamento e a taxa de administração dos fundos de previdência de renda fixa é de 1% para aplicação inicial de R$ 10 mil”, diz Prates.

Na prateleira das instituições financeiras, o investidor encontrará fundos de previdência de renda fixa com taxa de administração de 1,75% e fundos de previdência balanceados (com ações em carteira) com gestão ativa e taxa de administração de 2% a 3% ao ano.

Na Sul América, a taxa de administração dos fundos de previdência varia de 0,7% a 2,5%, conforme o segmento, do varejo à alta renda. “O componente renda fixa tem sido prioridade para os novos entrantes da previdência privada. Antes da crise, havia uma tendência maior ao risco da renda variável”, avalia Carolina de Molla, diretora técnica comercial de Vida e Previdência da SulAmérica que, de janeiro a março, recebeu contribuição de R$ 89 milhões aos fundos de previdência, 54,8% superior ao mesmo período de 2010.

O sócio da NetQuant Tecnologia Financeira, Marcelo Nazareth, explica que dois fatores podem levar os fundos de previdência a superar a rendimento dos fundos referenciados DI. O primeiro deles é a ausência da tributação come-cotas nos fundos de previdência. O segundo fator é a alocação da carteira do fundo de previdência em títulos prefixados e indexados à inflação. Nos últimos 24 meses, encerrados em abril passado, por exemplo, o CDI rendeu 20.31% , enquanto que o IMA (índice que reflete uma cesta diversificada de títulos (pós-fixados + inflação + prefixados) rendeu 25,37%.

O toque final é o modelo de tributação diferenciado que faz crescer o rendimento da previdência no longo prazo. A cada seis meses, há a retenção antecipada, por parte da Receita Federal, de um percentual (recolhido na fonte) sobre o valor das cotas nos fundos de investimento de renda fixa. É o chamado come-cotas. No fundo de previdência, não há come-cotas, pois a alíquota do IR só incide lá na frente, no momento do saque das parcelas. A vantagem para o investidor é maior porque todo o patrimônio do plano de previdência (principal e renda) vai aumentando com o passar dos anos.

Também em função da tributação regressiva, prevista apenas para os fundos de previdência, o investidor tem o direito de optar por uma alíquota de 10% – a menor do mercado . A condição para pagar os 10% de alíquota é deixar cada contribuição feita ao plano de previdência aplicada por um período de 10 anos. A tributação regressiva começa com uma alíquota de 35% (se saque do dinheiro ocorrer em até dois anos) caindo para 10% (após 10 anos). A alíquota é reduzida a cada dois anos.

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Previdência Social: fonte insuficiente para sua aposentadoria

Adriana Aguilar      23/07/2010

inss2010Apesar da importância da contribuição para a o INSS, fique ciente de que a Previdência Social nunca será suficiente para cobrir todas as suas despesas na aposentadoria. O quanto antes, comece a reservar dinheiro para o complemento do montante necessário para a fase de descanso ou trabalho menos intenso.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2008, mostram que um pouquinho mais de 50% da população economicamente ativa são contribuintes do sistema previdenciário público. A mesma pesquisa da PNAD mostrou que há cerca de 31 milhões de trabalhadores informais no Brasil e que os recursos da Previdência Social têm uma importância grande no combate à indigência e à pobreza no País.

Se fossem retirados todos os benefícios previdenciários atualmente pagos pela previdência social, a população de indigentes cresceria, em 2008, em mais de 17 milhões de indivíduos. Já o número de pobres aumentaria em quase 21 milhões, de acordo com a PNAD.

O percentual de indigentes praticamente dobraria, passando de 10,74% para 20,19% da população, enquanto o percentual de pobres subiria em mais de um terço, passando de 29,18% para 40,56%.

O pagamento da Previdência produz impactos relevantes na distribuição de renda de qualquer sociedade contemporânea. No Brasil, os benefícios previdenciários até um salário mínimo têm atuado, positivamente, na redução da desigualdade pessoal de renda entre os trabalhadores brasileiros. A conclusão não é a mesma quando somados os benefícios acima do salário mínimo.

Portanto, a Previdência Social integra uma política pública, com o papel de combate à pobreza no País e redução da desigualdade social. Em 2008, o percentual de cobertura da previdência social alcançou pouco mais de 81% da população idosa. Haverá eficiência do sistema quando a cobertura for de 100%.

Além de cobertura previdenciária insuficiente aos idosos, ainda há um rombo gigantesco que está sendo postergado para o futuro. Em 2010, a estimativa de déficit da Previdência Social somava R$ 47 bilhões. Ou seja, as contas entre o que se recebe e o que se paga aos aposentados apresenta uma diferença de R$ 47 bilhões. Os números são gigantescos, com dezenas de milhões de beneficiários e outros tantos milhões de contribuintes.

Ninguém pode prever quais medidas ou leis serão publicadas lá na frente para resolver esse grave problema nacional, com tendência ao caos se nada for feito. Haverá um grande, e necessário, caminho a se percorrer para ampliar a cobertura da Previdência Social e também para a resolução do fechamento das contas.

Diante de tantas incertezas, envolvendo milhões de pessoas que precisarão do mesmo dinheiro para subsistência, você ainda se arrisca a depender apenas da Previdência Social? Mesmo se aposentando pelo teto de R$ 3.416,00, a quantia dificilmente bancará o plano de saúde, remédios, passeios, viagens, despesa da casa, carro e presentes.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no final de 2009, a expectativa de vida da população brasileira passa dos 72 anos. Não dá para ficar esperando qualidade de vida com os recursos do deficitário INSS.

Também não dá para achar que você vai ficar na mesma empresa a vida toda. Faça um planejamento, com depósitos mensais em uma conta ou fundo, sob seu controle, para manter o dinheiro necessário para o seu futuro. O dinheiro será seu e de mais ninguém! Com o dinheiro acumulado, você poderá mudar de carreira ou viver de renda.

Independentemente de ser da classe A, B o C, é possível você viver da sua própria renda acumulada na previdência privada – produto com menor alíquota de imposto de renda (IR) do mercado. Mas, é preciso pesquisar bastante para encontrar o produto adequado. Nem tudo que está disponível na prateleira das instituições financeiras vale a pena.

Comece imediatamente a planejar sua aposentadoria. O quanto antes, inicie os depósitos mensais para o longo prazo. Basta você querer!

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