Dívidas atrasadas aumentam em 2014

Adriana Aguilar      10/06/2014


O número de pessoas inadimplentes é o maior já registrado nos últimos dois anos. A estimativa é de que 55,04 milhões de contribuintes – cada um com Cadastro de Pessoa Física (CPF) registrado na Receita Federal –, estavam listados em serviços de proteção ao crédito até o fim de maio de 2014.

O avanço da inadimplência tem sido influenciada, principalmente, pela elevação da inflação, pelo crescimento moderado da massa salarial e pela desaceleração da atividade econômica como um todo”, afirma o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior

Os atrasos com contas bancárias e contas relativas à “comunicação” (contas de internet, TV a cabo e telefone), respondem por mais de 50% das dívidas em atraso, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil).

A base de dados do SPC Brasil tem abrangência nacional, com informações de capitais e interior dos 26 estados do País, além do Distrito Federal. Existem outros serviços de proteção ao crédito, cujos dados não são considerados neste levantamento. O indicador mostra a variação mês a mês do número de pessoas físicas registradas na base do SPC Brasil. Cada pessoa física inadimplente é contada apenas uma vez, independente do número de dívidas que tenha em atraso.

O cartão de crédito, usado sem controle por parte do consumidor, tem contribuído bastante para o aumento da inadimplência das famílias.

Um estudo feito pelo portal ‘Meu Bolso Feliz’ – iniciativa de educação financeira do SPC Brasil – mostra que mais da metade (57%) dos consumidores entrevistados já usou ou tem o hábito de usar o crédito rotativo, quando é possível pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão.

Um agravante é que a maioria dos consumidores (77%) reconhece não ter conhecimento do valor dos juros cobrados nesse tipo de operação. A taxa média do juro cobrado nessas operações gira em torno de 200% ao ano. É uma das maiores do mundo!

O SPC Brasil, em parceria com o portal ‘Meu Bolso Feliz’, ouviu 694 consumidores de todas as classes econômicas nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,8 pontos percentuais para um intervalo de 95% de confiabilidade.

A maioria dos entrevistados (61%) admite que no momento de parcelar uma compra, o que mais pesa é se o valor de cada prestação cabe no bolso e não se os juros embutidos impactam no valor final do produto.

Quase um terço (32%) dos consumidores têm, atualmente, quatro ou mais compras parceladas no cartão de crédito e 22% dos entrevistados afirmam possuir três ou mais cartões, incluindo cartões de loja, chamados ‘private label’.

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