Brasileiros X norte-americanos: quem está comprando mais carros

Adriana Aguilar      03/10/2012

Enquanto o Brasil tem registrado destaque na venda de carros em 2012, nos Estados Unidos, os jovens simplesmente não estão comprando carros como antigamente. A cota de automóveis novos adquiridos por jovens, entre 18 e 34 anos de idade, caiu 30% nos últimos cinco anos, segundo informou o web site de carros Edmunds.com.

Segundo a Jato Dynamics, empresa responsável pela apuração de veículos vendidos no mundo, o Brasil ainda é o quinto na classificação geral no acumulado de 2012, até julho passado. A China manteve-se como a primeira colocada. Os Estados ficam na segunda posição e o Japão, na terceira colocação. A Alemanha ocupa a quarta posição. A Índia é 7ª colocada, seguida pela França, Grã-Bretanha e Canadá.

Nos Estados Unidos, alguns atrelam a reduzida venda de carros ao baixo crescimento da economia. Os jovens não estão comprando por consequência da recessão. Outros apontam uma tendência de mudança social.

A reurbanização da América estaria dando mais acesso às pessoas ao transporte público. Também com o advento da Zipcar – carro disponível nos momentos de necessidade a um custo acessível –, muitas empresas e pessoas eliminaram a necessidade de comprar e segurar um veículo caro e pouco usado.

Outro fator que diminui a procura por carros é a explosão das mídias sociais. Ter um carro, agora, não indica status como no passado. “O que costumava fazer nos carros, os jovens estão fazendo online”, disse um analista em uma conferência de petróleo recente. A capacidade de conhecer e interagir com as pessoas na internet tem substituído a necessidade de subir em um carro.

A faixa de 46% dos jovens entre 18 e 24 anos de idade preferem acessar a internet a possuir um carro, de acordo com um estudo da Deloitte recente.

É uma tendência que as montadoras estão percebendo também. “Com esta geração, o significado de possuir um carro é completamente diferente das gerações anteriores”, disse Annalisa Bluhm, porta-voz da General Motors. “Agora, o rito de passagem é um telefone celular.”

Em relação aos nascidos após a segunda guerra mundial (chamados baby boomers), Bluhm disse que três quartos deles seguiam o processo: comprar um carro, se formar na faculdade, casar, comprar uma casa e ter filhos. Agora, menos de 40% das pessoas com menos de 30 tem todas essas coisas.

Além do mais, 30% dos baby boomers se consideravam “entusiastas do carro”, disse Bluhm. E menos de 15% da Geração Y (aqueles nascidos após os anos 80) dizem o mesmo. “O carro não é a primeira compra deles”, disse Bluhm.

A verdadeira questão é saber se os jovens retornarão ao showroom de carros, quando a economia se recuperar. Muitos dizem que vão retornar. “Isto é puramente uma questão de economia”, disse Michelle Krebs, analista da Edmunds.com.

Segundo Krebs, a queda na participação dos jovens na compra de carros é enganosa, pois eles estariam comprando carros usados ou simplesmente estão vivendo na casa dos pais por mais tempo, usando o veículo deles. “Quando a economia melhora, eles voltarão a comprar”, disse.

Analistas da Ford nos Estados Unidos pensam da mesma maneira. Os jovens podem adiar acompra de carros até que a economia melhore ou eles podem viver seus 20 anos em áreas urbanas, mas, em algum momento, vão ter famílias, se mudar para os subúrbios e vão precisar de veículos, disse Erich Merkle, analista de vendas da Ford nos Estados Unidos.

Na avaliação de Giffi Deloitte, quanto mais tempo os jovens ficarem sem carros, mais fácil fica para se ajustarem à vida sem os veículos.

Fonte: CNN Money

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