Patrimônio das famílias norte-americanas despenca em três anos

Adriana Aguilar      02/07/2012

O patrimônio líquido da família média norte-americana caiu quase 40%, entre 2007 e 2010, segundo um estudo trienal divulgado pelo Federal Reserve (FED), chamado Survey of Consumer Finances.

O patrimônio líquido médio da família norte-americana passou de US$ 126.400, em 2007, para US$ 77.300, em 2010. A queda indica que a recessão enxugou 18 anos de poupança e investimento por parte das famílias. O estudo oferece detalhes sobre a poupança, renda, dívida, bem como ativos e investimentos pertencentes às famílias americanas.

Os resultados destacam a acentuada deterioração das finanças domésticas, provocada pela crise financeira e, na sequência, o período de recessão nos Estados Unidos.

Grande parte da queda no patrimônio líquido – o mais baixo desde 1992 – foi atribuída à desvalorização do mercado imobiliário, segundo o FED. Em 2007, o proprietário tinha, em média, um patrimônio líquido de US$ 246.000. Três anos depois, esse número caiu para US$ 174.500, uma perda de mais de US$ 70.000, em média. As famílias que residem no oeste e sul, onde o mercado imobiliário mais sofreu com a recessão, foram bastante prejudicadas.

Para piorar as coisas, a renda também caiu 7,7% de 2007 a 2010. A perda de renda e patrimônio líquido impactou as taxas de poupança que caiu de 56,4%, em 2007, para 52,0%, em 2010 – o menor nível registrado desde o início de 1990.

Ao mesmo tempo, algumas famílias norte-americanas foram capazes de escapar da dívida. A proporção de famílias com dívida diminuiu ligeiramente para 74,9% em relação ao período de três anos. O uso do cartão de crédito já era baixo, e o saldo médio da conta caiu 16,1%.

Enquanto isso, as famílias que responderam o estudo carregando dívida mostraram pouca mudança no grau de endividamento no período.

Menores taxas de juros ajudam a manter os níveis de endividamento baixo, mas o número de norte-americanos endividados cresceu de 7,1%, em 2007, para 10,8%, em 2010.

O relatório também indicou que as famílias com mais recursos, no início da recessão, eram capazes de reter mais o patrimônio líquido do que as famílias menos afortunadas. Famílias no topo do ranking de renda tiveram aumento de patrimônio líquido no período, passando de uma média de US$ 1,17 milhão, em 2007, para US$ 1,19 milhão, em 2010.

Já as famílias de classe média, posicionadas na faixa de 40% a 60% da renda, divulgaram que o patrimônio líquido médio delas caiu de US$ 92.300 dólares para US$ 65.900 durante os três anos do estudo.

Fonte:CNN Money

Outros textos:

Planejamento evita riscos do financiamento

Pesquisa Mundial sobre custo de vida 2012

Sem reservas, idosos sofrem com exaustão financeira

Aumenta a inadimplência entre idosos com empréstimos

A loteria é uma péssima aposta para milhões de pessoas

Loterias estimulam a poupança mensal?

Chocolate tem o maior imposto entre os alimentos

Bancos enviam agentes às comunidades

Quanto custa educar o filho?

10 sinais dos consumidores compulsivos

5 armadilhas mentais que devem ser evitadas durante a renegociação da dívida

Classes A e B evitam exposição das dívidas acumuladas em acordos coletivos

Superendividados contam com assistência jurídica gratuita para redução das dívidas

De onde virá o dinheiro para a aposentadoria?

Quando comprar ou alugar…

 

Envie por e-mail

 

Deixe um comentário