Aumenta a inadimplência entre idosos com empréstimos

Adriana Aguilar      02/05/2012

flickr - daoro

Uma nova pesquisa do Federal Reserve Bank, de Nova York, mostra que os americanos, na faixa dos 60 anos, são responsáveis por cerca de US$ 36 bilhões em empréstimos estudantis. Mais de 10% dos empréstimos estão inadimplentes. Advogados da área de defesa do consumidor afirmam que a área de Segurança Social tem verificado que empresas de cobrança estão assediando idosos, nos seus 80 anos, que contrataram empréstimos estudantis.

O problema – relatado no site The Washington Post – se tornou um conflito no sistema nacional de ensino superior nos Estados Unidos, segundo legisladores, economistas e especialistas financeiros. O benefício do financiamento para estudantes do ensino superior está sendo diluído pela taxa de matrícula crescente e a longevidade dos tomadores da dívida.

Alguns desses americanos mais velhos se encaixam na primeira onda de empréstimos estudantis, enquanto outros tomaram novo financiamento em função do retorno à escola, na esperança de se tornarem mais competitivos no mercado de trabalho. Muitos deles também contrataram empréstimos para filhos ou netos com a sua ajuda-los a pagar o ensino.

A recente recessão agravou o problema, tornando difícil para os americanos mais velhos ou para os jovens, apoiados por eles, a conseguirem empregos bem remunerados. E ao contrário de outros financiamentos, os empréstimos para estudantes não podem ter alto índice de inadimplência. Como resultado, alguns americanos com idade mais avançada se encontram afundado em dívidas após o término do curso superior, em vez da tão esperada carreira próspera.

A permanência da dívida após a conclusão do curso superior, em função do financiamento estudantil, é como um grilhão que pode arrastar a pessoa com mais idade para a sepultura, explica William E. Brewer, presidente da Associação Nacional de Advogados na Área de Falência do Consumidor (National Association of Consumer Bankruptcy Attorneys).

O fato é que muitos pais, nos seus 50 anos, deveriam começar a poupar para a aposentadoria o mais rápido possível em vez de assumirem mais dívidas. A renúncia da poupança de longo prazo com o objetivo de pagar a faculdade do filho ou neto não é uma forma de ajudar os mais jovens. Com o passar dos anos, os filhos terão de auxiliar os pais na aposentadoria. Os jovens terão de abrir mão de um aumento de renda a partir de sua formação universitária para ajudar os pais na fase de descanso deles.

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