5 armadilhas mentais que devem ser evitadas durante a renegociação da dívida

Adriana Aguilar      06/09/2011

Durante a renegociação da dívida, frente ao conciliador, fatores emocionais levam o consumidor a cometer erros previsíveis que podem prejudicá-lo no longo prazo. O importante é estar atento a todos eles para não cair nas armadilhas mentais.

“Raro é encontrar um consumidor que não caia em erros sistemáticos no momento de escolher algo”, explica a professora de psicologia econômica da Fipecafi, Vera Rita de Mello Ferreira, também autora dos primeiros livros sobre o assunto no Brasil.

Imagine, então, como é difícil a renegociação dos débitos para o superendividado, abalado com a bola de neve provocada pelos altos juros, e devendo para diferentes lugares! No momento da tentativa de acordo, o mundo está desabando na cabeça dele e seu único desejo é encontrar uma saída rápida daquela situação.

No projeto piloto de Tratamento ao Superendividado, do Procon-SP em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo, houve a capacitação dos conciliadores, responsáveis pela mediação do acordo entre credor e consumidor. O objetivo é que eles não caiam em armadilhas mentais durante a mediação do acordo. Também é uma maneira de impedirem que os endividados cometam esses erros previsíveis.

Segundo a coordenadora pelo Procon-SP do projeto piloto de Tratamento ao Superendividado, Vera Lúcia Remedi Pereira, os conciliadores passaram por 40 horas de capacitação, incluindo noções de direito do consumidor, matemática financeira, conciliação coletiva e psicologia econômica com ênfase nas armadilhas mentais.

Os conciliadores mediam o acordo, munidos de calculadoras, painéis para a demonstração das contas e um extenso questionário preenchido com todas as despesas diárias do consumidor (tarifa de ônibus, aluguel, lista de medicamento mensal, despesa escolar dos filhos, entre outras). Tudo para evitar que o consumidor assuma parcelas que, futuramente, não caibam no orçamento mensal dele.

“Durante a reunião com os credores, o consumidor tem a liberdade de levar alguém da família ou qualquer profissional para ajudá-lo a pensar. Também, durante a audiência, ele tem permissão para fazer ligações telefônicas às pessoas de confiança sobre o fechamento ou não do acordo”, afirma Vera Lúcia.

A decisão final é importante, pois o acordo feito durante a conciliação é homologado pelo juiz. Tem o valor de uma sentença que, se não for cumprida, poderá ser executada pelo credor.

“Para acalmar o superendividado, a gente explica que não é uma única audiência de conciliação que resolverá todos os problemas com 2, 5 ou 10 credores. O importante é quitar, primeiramente, as melhores propostas apresentadas por diferentes bancos. Em cima disso, o consumidor vai se planejando para a eliminação dos débitos restantes. Outras audiências, com os demais credores, podem ocorrer ao longo de todo o processo”, explica Vera Lúcia.

Saiba mais:

Chocolate tem o maior imposto entre os alimentos

Jogo Goumi leva educação financeira às escolas

Bancos públicos oferecem microcrédito para trazer empreendedores ao sistema formal de crédito

Bancos enviam agentes às comunidades

Quanto custa educar o filho?

10 sinais dos consumidores compulsivos

Classes A e B evitam exposição das dívidas acumuladas em acordos coletivos

Superendividados contam com assistência jurídica gratuita para redução das dívidas

De onde virá o dinheiro para a aposentadoria?

Quando comprar ou alugar…

 

Envie por e-mail

 

Deixe um comentário