10 sinais dos consumidores compulsivos

Adriana Aguilar      06/09/2011

As emoções têm influência poderosa nas finanças de qualquer pessoa, muitas vezes, até levando ao acúmulo de dívidas. De cada 10 superendividados, pelo menos 1 deles pode ter algum problema emocional que o leva a ser um comprador compulsivo.

“Trata-se de um transtorno de impulso, comprar ou jogar, que foge do controle racional da pessoa. Sem o tratamento adequado de médicos e de psicólogos, o desajuste emocional impedirá o consumidor de se manter longe de dívidas. Ele não conseguirá honrar acordos feitos”, afirma a psicóloga Tatiana Filomensky, coordenadora do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (AMITI), do Instituto de Psiquiatria do Hospital da Clínicas, em São Paulo.

A psicóloga também integra a diretoria executiva da Organização Não Governamental (ONG) Viver Bem que presta atendimento gratuito na área de crédito e consumo às pessoas com transtornos de impulso. A ONG é uma das parceiras do projeto piloto de Tratamento ao Superendividado em São Paulo.

No Brasil, ainda não há uma pesquisa formal relacionando superendividamento e consumo compulsivo. No entanto, a psicóloga Tatiana Filomensky explica que, em cima de sua experiência clínica, há a suposição de que haveria um consumidor compulsivo em cada 10 superendividados.

A suposição da psicóloga Tatiana foi reforçada durante o trabalho da ONG Viver Bem com os 300 integrantes do projeto piloto de Tratamento ao Superendividado em São Paulo. O grupo de 300 pessoas teve de participar de uma palestra de psicologia educacional, com até 3 horas de duração, como pré-requisito antes da reunião para conciliação.

“Durante a palestra, foi aplicado um teste para a identificação dos compradores compulsivos. Com base nas respostas dadas e pontuação do questionário, foi possível identificar aqueles que precisam de tratamento”, diz Tatiana. Os dados dos testes aplicados estão sendo tabulados.

O atendimento gratuito aos compradores compulsivos no AMITI, do Hospital das Clínicas de São Paulo, tem aumentado. Além dos grupos com terapia em andamento, há um fila de espera de 50 pessoas. “Normalmente, as pessoas procuram ajuda com mais de 30 anos, quando as relações com a família estão prejudicadas. Há pedido de ajuda por parte daqueles com faixa etária entre 40 e 50 anos, que se dão conta que não conseguiram construir patrimônio com o passar dos anos”, afirma Filomensky.

Saiba mais:

Chocolate tem o maior imposto entre os alimentos

Jogo Goumi leva educação financeira às escolas

Bancos públicos oferecem microcrédito para trazer empreendedores ao sistema formal de crédito

Bancos enviam agentes às comunidades

Quanto custa educar o filho?

5 armadilhas mentais que devem ser evitadas durante a renegociação da dívida

Classes A e B evitam exposição das dívidas acumuladas em acordos coletivos

Superendividados contam com assistência jurídica gratuita para redução das dívidas

De onde virá o dinheiro para a aposentadoria?

Quando comprar ou alugar…

 

Envie por e-mail

 

Deixe um comentário