Investidor troca fundo multimercado por renda fixa

Adriana Aguilar      06/06/2011

Concentrados nos segmentos de empresas (corporate) e de private banking, os fundos multimercados registram perdas de investidores no ano. Alguns já começam a migrar para produtos com menor oscilação no mercado. Do total aplicado e resgatado no primeiro quadrimestre de 2011, a categoria multimercado foi a que mais registrou saída líquida de recursos: um total de R$ 17 bilhões. No ranking de debandada, o segundo lugar foi ocupado pelos fundos de ações com saída líquida de R$ 2 bilhões no ano, até abril, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Mesmo os clientes de alta renda estão reticentes com a volatilidade do mercado. Sabem que não precisam assumir riscos para ter um retorno de 12% ao ano. Tem ocorrido uma migração para fundos de renda fixa com crédito privado em carteira e baixa volatilidade”, afirma o vice-presidente da Sul América Investimentos, Marcelo Mello.

Os fundos multimercados exclusivos concentravam 14,6% do patrimônio do segmento de private banking no Brasil em março passado, ou seja, R$ 58 bilhões. No acumulado do trimestre de 2011, os multimercados exclusivos cresceram 22,5%. No mesmo período, o volume dos fundos próprios multimercados, no segmento private, cresceu apenas 3%. Já os multimercados, distribuídos em fundos para terceiros, no segmento private, registrou saída de 1,2% do volume no primeiros trimestre do ano.

Por apresentar, em média, maior risco ao investidor, o fundo multimercado deveria trazer maior retorno. Essa categoria de fundos permite maior liberdade na alocação de sua carteira por parte dos gestores que podem operar nos mercados de juros, de câmbio, de renda variável e derivativos. Ainda da flexibilidade de operação, o gestor corre o risco de não estar em uma posição satisfatória em determinado cenário.

Os profissionais consultados explicam que, no mínimo, o investimento em fundos multimercados deve ter horizonte de dois anos. “Em alguns ciclos há resultados, em outros, não. Em dois anos, o investidor tem a capacidade de avaliar o que o gestor pode lhe oferecer. Resgates em um prazo inferior pode significar saída da aplicação com retorno abaixo do esperado”, explica o sócio da Gap Asset Management, José Eduardo Louzada.

Segundo Mello, os investidores que colocaram dinheiro nos fundos multimercados na Sul América Investimentos, esperando retorno no curto prazo, estão resgatando e se posicionando em renda fixa. “Não vejo captação forte por parte dos multimercados em 2011 em função da volatilidade do mercado”, diz.

O cenário de 2011 está muito favorável às alocações dos fundos de renda fixa. De janeiro a abril de 2011, os fundos com estratégias mais conservadoras, como renda fixa, apresentaram o atrativo rendimento de 3,90% no período. A taxa do CDI (Certificados de Depósitos Interbancários) rendeu 3.51% de janeiro a abril de 2011.

Sem falar que nos últimos 24 meses, encerrados em abril passado, as aplicações atreladas ao Índice de Mercado Anbima (IMA), que reflete uma cesta diversificada de títulos pós-fixados, prefixados e títulos públicos que pagam a variação de índice de inflação, rendeu 25,37%. No mesmo período, o CDI ficou em 20,31%.

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