Crédito do cheque especial serve para emergências de curto prazo!

Adriana Aguilar      02/03/2011

Para cada 100 pessoas, entre 20% e 25% usam cheque especial, segundo uma pesquisa feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A dívida do brasileiro no cheque especial passou de R$ 15,8 bilhões, em 2009, para R$ 16,3 bilhões, em 2010.

Produto criado pelo brasileiro, o cheque especial só é famoso em função do alto juro cobrado sobre os empréstimos atrasados. Dependendo da instituição financeira, a taxa de juro varia de 9% a 12% ao mês.

Mesmo sabendo que se trata do juro mais alto do mercado, dois entre cada 10 consumidores acabam usando o crédito do cheque especial porque é o recurso mais acessível, menos burocrático do que outras linhas, pois já está na conta. O banco disponibiliza o crédito do cheque especial automaticamente, a qualquer momento, sem saber se o cliente terá condições de devolver o empréstimo, ou seja, sem garantia alguma.

Não adianta usar cheque especial para rolar a dívida de um carro ou de um eletrodoméstico. O cheque especial tem de ser usado em situações de emergência, para rápida cobertura do fluxo de caixa negativo na conta corrente da pessoa física. “Arrisco a dizer que, de cada 10 pessoas, 8 delas não sabem que há uma linha específica a cada necessidade. Quem usa a linha errada, paga mais caro, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Em vez de rolar dívidas no cartão de crédito e no cheque especial, renegocie a dívida em parcelas fixas mais baratas. Essa repactuação continua acessível a qualquer pessoa física. Basta conversar com o gerente do banco.

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC), com parcelas mensais fixas, é o produto mais acessado por aqueles que querem renegociar a dívida cara do cheque especial ou do cartão de crédito. A taxa de juro do CDC vai de 3% até 5% ao mês.

Quem não conseguir negociar com o banco, tem como opção a transferência da dívida para outra instituição financeira (portabilidade). O novo contrato tem de apresentar o valor da dívida idêntico ao saldo devedor do antigo banco. Apenas a taxa de juro poderá ser alterada na portabilidade.

Segundo dados da Febraban, apenas R$ 2,5 milhões foram portados entre bancos desde o início da vigência da portabilidade, autorizada pelo Banco Central em 2006. O número é pequeno se comparado ao volume de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional até fevereiro de 2011, em torno de R$ 1,6 trilhão, explica afirma o diretor adjunto de Produto e Financiamentos da Febraban, Ademiro Vian.

Na avaliação do presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, as pessoas se acomodam e, por isso, não trocam de banco. Ao migrar para uma segunda instituição financeira, o consumidor tem de receber o novo talão de cheque com a data de entrada no sistema financeiro nacional impressa na folha do talão. Não se trata da data de entrada no novo banco. “Isso é muito importante para que cheque não seja rejeitado pelo comércio”, explica Oliveira.

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