Empresa deve incentivar empregado a pensar nos investimentos para o futuro

Adriana Aguilar      03/08/2010

patricia_monteiro_previcPalestras, cartilhas, páginas na internet sobre educação financeira e previdenciária são algumas iniciativas para que as empresas estimulem a adesão dos trabalhadores aos planos de previdência privada.

“Incentivamos as ações nas entidades fechadas e, agora, vamos nos envolver com palestras, cartilhas didáticas e outras iniciativas”, diz Patricia Monteiro, coordenadora-geral de pesquisas da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão de fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência (fundos de pensão), em 2008.

Um dos objetivos da Previc é promover encontros e reuniões com grupos de profissionais liberais, como dentistas, médicos, engenheiros, contadores, administradores, entre outras, para incentivá-los na criação de planos instituídos. “Cerca de 17 milhões de pessoas, incluindo profissionais liberais – com associações de classe – poderiam instituir planos complementares de previdência para garantia do atual salário no futuro”, afirma Patrícia.

Até julho de 2010, a Previc recebeu 23 projetos de educação financeira implementado nas entidades fechadas. No entanto, segundo Patrícia, apenas 13% dos projetos foram elaborados em cima dos diagnósticos do nível de educação financeira e previdenciária dos participantes de cada entidade. “Há urgência de mais detalhes na elaboração dos projetos em cima de diagnóstico dos problemas existentes e dos objetivos a serem atingidos”, explica.

“Mais de 125 mil pessoas foram capacitadas por esse programa, resultando em mais conhecimento, habilidade e atitude financeiras dos participantes. O empregado da empresa é incentivado a pensar e investir para o futuro”, diz Patrícia.

Cada entidade desenvolveu o projeto de educação financeira de acordo com o seu público alvo. Os projetos que não foram aprovados poderão ser reapresentados com novas propostas.

As entidades fechadas de previdência que tiveram os projetos aprovados ficaram dispensadas de produzir e enviar, em papel, o “Relatório Anual de Atividades” e outras informações aos participantes. O benefício consta na Recomendação nº 1, do Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC), de abril de 2008. Em vez de enviar o relatório impresso, a entidade com projeto de educação previdenciária aprovada ganha o direito de enviar o relatório por meio eletrônico, com menor custo operacional.

Com 50 páginas, o projeto da Funcef foi aprovado no primeiro trimestre de 2010. O documento apresentava ações de educação financeira e previdenciária realizadas pela fundação no período de 2007 a 2009 e o planejamento das ações de educação financeira e previdenciária para 2010.

As iniciativas da Funcef para a educação previdenciária dos participantes do fundo fechado incluem boletim eletrônico com divulgação de matérias sobre educação financeira, cursos e palestras, histórias em quadrinhos para os temas mais complicados, portal para o planejamento financeiro e uso do crédito de maneira inteligente, TV para produção de mensagens em linguagem simples como explicação dos regimes de tributação em planos de previdência, entre outras realizações, inclusive, avaliações de resultados entre os trabalhadores.

A educação previdenciária é um novo conceito que ganhou força em 2008, com a criação do Educom, por meio da portaria n° 418. O documento determina o desenvolvimento de ações educativas de curto, médio e longo prazos, em três níveis: informação, instrução e orientação.

Faz parte da lista de ações do Educom, a distribuição de cartilhas com uma linguagem simples e mais acessível sobre a previdência complementar; desenvolvimento de cursos para o público que não acumula recursos nas entidades para a poupança futura; realização de encontros, reuniões e palestras com empresas e associações de classe para conscientizar potenciais patrocinadores e instituidores sobre a importância da previdência social, incentivando-os a criarem planos de benefícios para seus empregados e associados.

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