Por que as pessoas evitam atrasar a prestação da casa financiada?

Adriana Aguilar      28/07/2010

inadimplencia_contratos_imobiliariosA inadimplência dos contratos de financiamento imobiliário cai gradativamente há 10 anos. Considerando os contratos com mais de três prestações atrasadas, o índice de inadimplência é de 2,46%, segundo dados do Banco Central (BC). Se considerados os contratos mais recentes, o índice é menor ainda, similar ao padrão encontrado em países europeus com a economia estável.

Na Caixa, com maior representatividade no financiamento imobiliário no País, o índice de inadimplência do crédito imobiliário passou de 1,94% em maio de 2009 para 1,41% em maio de 2010.

Segundo dado do Banco Central, a inadimplência do total de contratos ativos de financiamento Imobiliário no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) é de 8,77% (mutuários com mais de três prestações em atraso). Se considerarmos apenas os contratos assinados após junho de 1998, a inadimplência é de 2,46% em março de 2010, informa a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Se o contrato for mais recente, a partir de 2005, menor ainda será o índice de inadimplência.

No momento de apuro, o consumidor prefere atrasar a fatura do cartão de crédito, da conta de telefone, da água, do eletrodoméstico recém adquirido, mas paga a parcela do financiamento da casa em dia. Qual a explicação para esse procedimento?

Instrumentos jurídicos aprovados em 2004 deram mais segurança aos bancos e aos tomadores de crédito nos atuais contratos. Entre eles está a regra do Patrimônio de Afetação nas incorporações imobiliárias e também a norma do valor incontroverso nos questionamentos jurídicos em contratos de financiamento imobiliária. Ainda passou a constar nos contratos a previsão de alienação fiduciária. Por meio dela, o comprador só terá a propriedade “plena” do imóvel após a quitação do financiamento.

Caso ocorra a interrupção do pagamento das parcelas, o banco consegue recuperar na Justiça a propriedade e a posse do imóvel no período de um ano. Aquela história de ficar morando no apartamento ou na casa por anos, enquanto o valor do juro cobrado na prestação está sendo discutido na Justiça, acabou.

“A taxa de inadimplência caiu, principalmente, após a instituição da alienação fiduciária que aumentou a garantia jurídica da operação imobiliária para os bancos”, afirma o gerente do segmento imobiliário da Serasa Experian, José Augusto Périgo.

Há pesquisas apontando que o cliente com financiamento imobiliário consome até outros cinco produtos no mesmo banco ao longo dos 20 anos de financiamento. Em mercados mais maduros, os clientes adquirem até 10 produtos, explica Périgo.

Alguns bancos oferecem aos clientes “sufocados” com outras parcelas a opção de incorporação do saldo de outras dívidas no financiamento imobiliário, de modo que não comprometesse até 30% da renda líquida com a prestação e a garantia de 80% do valor do imóvel.

“A boa concessão do empréstimo por parte do banco, com eficaz administração e gerenciamento do risco, contribuem para o baixo índice de inadimplência”, diz Périgo.

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