Vale PNA é a ação mais recomendada em janeiro

Adriana Aguilar      13/01/2010

carteirasDo total de oito corretoras de valores consultadas, sete delas indicaram a ação preferencial da Vale (Vale5) para o mês de janeiro. Em segundo lugar, com seis recomendações, está o papel preferencial da Petrobras (PETR4). Colocada na terceira posição, vem a ação preferencial do Itaú Unibanco (ITUB4).

Segundo o relatório de estratégia da Spinelli, divulgado em janeiro, atualmente, a Vale é a companhia melhor posicionada no cenário de retomada da demanda mundial. O crescimento orgânico médio de volumes estimado, em virtude de seus projetos, é da ordem de 12,6% entre 2010 e 2014.

O preço do minério de ferro em alta, no mercado à vista, neste início de ano, reforça as expectativas de que os contratos anuais da Vale subirão entre 15% e 20% em 2010, na avaliação da equipe de análise da Gradual Investimentos. A Companhia prevê elevação da produção de 12,6% ao ano nos próximos cinco anos, superior ao ritmo de crescimento de 11,2% ao ano, observado entre 2003 e 2008. “A Vale encontra-se em uma situação financeira confortável e conta ainda com uma considerável flexibilidade operacional, o que lhe confere uma vantagem estratégica frente aos seus pares”, segundo o relatório da Gradual Investimentos.

No último mês de 2009, o papel preferencial da Petrobrás (Petrobras PN) registrou queda de 4,9%, quando o Ibovespa subiu 2,3%. O comportamento da ação diverge da evolução do preço do barril do petróleo, que avançou de US$ 69 em meados do dezembro passado para o patamar atual acima de US$ 80. Ainda assim, a equipe de análise da Link Investimentos trabalha com a expectativa de recuperação do preço da commodity ao longo de 2010. No entanto, não pode ser descartado o fato de 2010 ser um ano eleitoral, com provável volatilidade da ação e definições sobre o pré-sal postergada.

Para janeiro, a recomendação da ação preferencial do Itaú Unibanco (Itau Unibanco PN), feita por quatro corretoras, deve-se às expectativas de retorno positivo da expansão da carteira de crédito, ampliação das receitas com tarifas, redução das despesas administrativas e de pessoal e acomodação dos indicadores de inadimplência, principalmente, para pessoa física. “O banco sinaliza novas sinergias para o futuro, com avanço na integração das operações das instituições, e maior exposição ao segmento de veículos e pessoa física, onde estão as maiores margens”, explica o relatório de janeiro da Spinelli Corretora.

A surpresa de início de ano ficou por conta das recomendações para a ação da maior companhia integrada de shopping centers do Brasil, a BR Malls. No terceiro trimestre de 2009, a empresa apresentou os melhores resultados do setor. Para a equipe de análise da Spinelli Corretora, a divulgação de dados de crescimentos dos movimentos dos shoppings e de suas vendas, durante o Natal, deve impactar positivamente as ações da BR Malls, com preço alvo projetado de R$ 27,77.

Além disso, a BR Malls fez uma emissão de ações de R$ 446 milhões que resultou no caixa de R$ 1,15 bilhões ao final de setembro. Do total, cerca de R$ 190 milhões foram utilizados na aquisição do Shopping Santa Cruz. O restante deve ser usado para mais 1 ou 2 aquisições e no financiamento de projetos de expansão e greenfields (novos shoppings), consta no relatório da Spinelli Corretora.

Outra indicação de duas corretoras é o papel da BM&FBovespa, mesmo com os atuais riscos da tributação adicional sobre a bolsa e de uma possível realização forte do mercado. Segundo o relatório da Gradual Investimentos, há a expectativa da ação alcançar o preço alvo de R$ 15,00, diante de um maior volume negociado no pregão ao longo de 2010, e da retomada das operações de abertura de capital.

 

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