Ações recomendadas por nove corretoras

Adriana Aguilar      11/12/2009

carteirasDentre as nove carteiras de ações, recomendadas para dezembro pela equipe de análise das corretoras de valores consultadas, os papéis mais citados foram Petrobrás (PETR4), Vale (VALE5), Lojas Americanas (LAME4), Pão de Açúcar (PCAR5), Usiminas (USIM5), Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú Unibanco (ITUB4).

Como estratégia de investimento para dezembro, a corretora HSBC mantém o foco em setores cíclicos, como o de commodities. A perspectiva é de que as empresas nacionais não dependerão exclusivamente do mercado chinês devido à melhoria econômica dos países desenvolvidos da Europa e Estados Unidos. Também, no curto prazo, a apreciação do Real deve favorecer os ganhos de alguns setores locais, de acordo com o relatório “Estratégia de Renda Variável no Brasil/Dezembro 2009”, da HSBC Corretora.

Recentemente, o ganho adicional nos preços médios dos principais minerais da Vale, impulsionou as margens da companhia, resultando em uma corrida das ações no mercado. Ainda assim, haveria potencial para mais, de acordo com o relatório “Spinelli Estratégia/Dezembro 2009 Corretora”.

“Para os próximos trimestres, considerando o uso de quase toda a capacidade das mineradoras australianas, atualmente a Vale é a companhia melhor posicionada para tirar proveito do cenário de retomada da demanda mundial, estimando crescimento orgânico médio de volumes em virtude de seus projetos da ordem de 12,6% entre 2010 e 2014”, diz o relatório da corretora Spinelli.

No caso da Petrobrás, quatro pontos continuarão a influenciar a indicação de alta performance da ação (PETR4) no curto prazo, segundo análise da equipe da Gradual Investimentos. Um deles é a alta do preço do petróleo no mercado internacional, que deve ter impacto no resultado do quarto trimestre da companhia. Também continua o debate no Congresso Nacional sobre o novo marco regulatório e o papel da Petrobrás, o que poderia aumentar ou diminuir o risco financeiro da petrolífera. A ação PETR4 também seria beneficiada com mais esclarecimentos sobre a cessão onerosa de até 5 bilhões de barris à Petrobras pela União, seguida de megacapitalização. Para finalizar, novas estimativas de poços no pré-sal podem aumentar o volume total estimado, atualmente entre 5 e 8 bilhões de barris.

A novidade da HSBC Corretora para dezembro é a inclusão das ações do banco Itaú-Unibanco, especialmente pelo melhor resultado e, também, maior expectativas quanto a ganhos de escala e sinergias. O banco anunciou o retorno da expansão da carteira de crédito, ampliação das receitas com tarifas, redução das despesas administrativas e de pessoal, e acomodação dos indicadores de inadimplência da pessoa física.

É importante ressaltar que o Banco do Brasil (BB), como instituição pública, se destacou na concessão de crédito ao longo de 2010, estimulando a queda nos spreads bancários e a redução dos índices de inadimplência. A ação BBAS3 é favorecida pelo crescimento da carteira de crédito total do Banco do Brasil, acima da indústria e com foco na expansão para pessoa física, onde residem as maiores margens.

Também conta a favor do papel a menor exposição nominal do BB no segmento pessoa jurídica, onde a inadimplência mostra maior aceleração. No geral, os indicadores de inadimplência do BB estão abaixo dos verificados na média do Sistema Financeiro Nacional. Há ainda um grande potencial de oferta de produtos do BB para os clientes da Nossa Caixa.

O destaque de novembro ficou por conta da ação das Lojas Americanas (LAME4) que subiu 25% , devido aos bons resultados divulgados no balanço do terceiro trimestre, explica a equipe de análise de Alpes Corretora. Houve expansão de vendas nos diversos segmentos de atuação da empresa. Em dezembro, o papel LAME4 continua sendo recomendado pela corretora por conta das festas de final de ano. O último trimestre do ano costuma ser o ápice das vendas varejistas.

Com o mesmo argumento de aumento das vendas no último trimestre do ano, duas corretoras incluíram a ação de outra rede de varejo, o Pão de Açúcar (PCAR5), com base nas operações conjuntas com o Ponto Frio. Deve ser ressaltado o potencial de negócios do grupo de e-commerce, que já alcançara a segunda posição no mercado brasileiro, com vendas que podem bater R$ 900 milhões em 2009, além do elevado valor de imóveis do grupo, ainda subavaliado.

“O bom trabalho da atual administração, os ganhos com a ampliação do acordo com o Banco Itaú no financiamento de vendas, forte desempenho com a melhora da atividade econômica brasileira, da criação de vagas, recuperação da massa salarial e elevação do crédito”, são destacados pela equipe de análise da Spinelli corretora em relação ao papel PCAR5.

No setor siderúrgico, a Bradesco Corretora aumentou o preço alvo para a ação da Usiminas (USIM5) em 15,9%, passando de R$ 64,9 para R$ 75,2 por ação. O mesmo ocorreu com a USIM3 que teve o preço alvo elevado em 16,0%, de R$ 76,1 para R$ 88,3 por ação.

A recomendação de alta performance para o papel da Usiminas deve-se a vários fatores, especialmente, os fortes resultados no terceiro trimestre que indicaram uma forte recuperação do mercado doméstico. Os bons fundamentos da empresa já foram, em parte, antecipados pelo papel que acumula alta de 79,5% em 2009. Por esse motivo, a ação da Gerdau é a primeira no ranking do setor siderúrgico, segundo o relatório “zoom de mercado, divulgado em 11 de dezembro de 2009, pela Corretora Bradesco.

A forte demanda doméstica deve ajudar a manter os preços do aço brasileiro em níveis elevados. Os preços estão atualmente em US$ 930,0 por tonelada, bem acima da estimativa de custo normalizado da Usiminas, eliminando itens de custos não recorrentes (US$ 400 por tonelada). Isso indica que as margens nos próximos resultados devem melhorar o nível de 13%, divulgado no terceiro trimestre de 2009. Em setembro, as margens já subiram para cerca de 21%. No entanto, a corretora Bradesco acredita que o mercado já antecipou, parcialmente, esta evolução preço da ação USIM5, segundo o relatório.

 

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