Ações recomendadas para novembro

Adriana Aguilar      09/11/2009

carteirasNas carteiras de ações, recebidas de nove corretoras, os papéis que mais se repetiram nas diferentes recomendações para o mês de novembro foram: Banco do Brasil ON (BBAS3), Guararapes ON (GUAR3), Lojas Americanas PN (LAME4), MMX ON (MMXM3), DASA ON (DASA3), além das tradicionais Petrobras PN (PETR4) e Vale PNA (VALE5).

A HSBC Corretora, em seu relatório mensal “HSBC Top PIcks Novembro/2009, informou aos investidores que reduziu sua exposição ao setor financeiro, por conta das perspectivas negativas quanto ao resultado dos bancos no terceiro trimestre de 2009.

No entanto, no setor de bancos, vale ressaltar que o papel Banco do Brasil ON (BBAS3) faz parte da carteira de três corretoras. Segundo análise da corretora Spinelli, o Preço/Lucro (P/L) projetado para o Banco do Brasil é de 10,72 em 2009 e 10,08 em 2010.

Há vários pontos que a equipe de análise da Spinelli Corretora destaca no Banco do Brasil:
1) crescimento da carteira de crédito total acima da indústria e com foco na expansão para pessoa física, onde residem maiores margens;
2) menor exposição nominal no segmento pessoa jurídica, onde a inadimplência mostra maior aceleração;
3) recuperação do spread mesmo com as últimas quedas de juros anunciadas pelo banco;
4) maiores relações entre provisões e operações vencidas do segmento;
5) grande potencial de oferta de produtos do BB para os clientes da Nossa Caixa;
6) indicadores de inadimplência abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional.

No segmento de consumo, há recomendação de duas diferentes corretoras para a ação da Lojas Americanas (LAME4) e para Guararapes (GUAR3), devido às expectativas mais favoráveis dos analistas quanto ao crescimento do nível de emprego e da renda no Brasil, beneficiando crescimento da demanda e vendas do setor de varejo no último trimestre de 2009, quando se concentram as festas de Natal e Ano Novo.

Sinais de recuperação mundial mais forte favorecem a alta para os preços de petróleo e derivados. Ao mesmo tempo, aos poucos, vai diminuindo as incertezas em relação ao novo modelo pré-sal e, também, da futura capitalização da Petrobras. Em novembro, quatro corretoras mantêm a ação preferencial da Petrobras em carteira.

Caso a recuperação global seja sustentável, pode haver mais revisões para cima, nos próximos meses, para ações ligadas aos produtores e exportadores de commodities, que ainda é um setor em que muitos investidores estão poucos expostos. Um primeiro fato é que a melhora da economia desenvolvida, como Estados Unidos e Europa, contribui para a menor dependência das mineradoras ao mercado chinês.

Também, os preços das commodities devem se beneficiar do nível fraco do dólar, explica o relatório da HSBC Corretora. Nas carteiras de novembro, há três indicações para a companhia mineradora, com a ação Vale PNA (Vale5).

Nos emergentes, o avanço econômico é mais forte. Ainda há a expectativa de que os estímulos fiscais e monetários adotados devem permanecer vigentes por mais um tempo. Por isso, os investidores têm de ficar atentos ao momento de retirada dos estímulos fiscais e monetários no País e no mundo todo.

Depois do Ibovespa atingir sua máxima do ano, em 19 de outubro, com 67.529 pontos, o governo brasileiro retornou a cobrança do IOF de 2% para investimentos de estrangeiros em ações e renda fixa, precipitando uma baixa acentuada na bolsa brasileira.

Nos últimos dias de outubro, a Índia anunciou aumento do compulsório. Também o Banco Central Europeu disse estar pronto para iniciar a retirada dos estímulos no próximo ano, mesmo que a recuperação se mostre tímida. Mais tarde, os juros foram elevados na Noruega (primeiro país europeu a adotar o movimento) e na Austrália.

Também circulam rumores de medidas de aumento do rigor nos critérios de concessão de créditos no sistema financeiro por parte do governo da China. Para encerrar o mês, o CIT Group figurou como a 5ª maior empresa americana a entrar no capítulo 11 da Lei de Falências, fato que, mesmo esperado, gerou perspectivas negativas para empresas do setor.

Diante de tanto incerteza, é por isso que as carteiras de ações continuam concentrando papéis de atividades voltadas ao mercado local que mostrou mais vigor e saída mais rápida da crise.

 

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