Elas chegam com maior velocidade na bolsa

Adriana Aguilar      14/10/2009

investidorasDe 2002 a setembro de 2009, a presença feminina na BM&F Bovespa cresceu 712%, enquanto que o público masculino aumentou 468% no mesmo período. Se o ritmo se mantiver nos próximos anos, o número de contas femininas em todas as corretoras, 121.076, será igual ou até maior do que as 394.430 contas, com titulares do sexo masculino, existentes hoje.

Os números da BM&F Bovespa retratam a mudança de cenário que está ocorrendo no Brasil. Segundo o estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início de outubro, a presença das mulheres no mercado de trabalho subiu de 25,9%, há 11 anos, para 34,9% no ano passado, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais (SIS).

Entre 1998 e 2008, o percentual de mulheres de 20 a 24 anos que só trabalham, sem realizar afazeres domésticos, aumentou de 38,1% para 42,1%. Entre os homens, o aumento foi menor (de 63,6% para 64,7%), embora estes ainda estejam mais presentes no mercado de trabalho. Já percentual de mulheres com apenas um filho, cujo rendimento “per capita” é superior a dois salários mínimos, cresceu de 33,0% para 40,3% no mesmo período.

A Síntese de Indicadores Sociais mostra que, mesmo com uma maior escolaridade, a proporção de mulheres dirigentes (4,4%) ainda é inferior à proporção dos homens (5,9%). As mulheres ganham menos em todas as posições ocupadas. No Sul, Sudeste e Centro Oeste, as diferenças são acentuadas entre homens e mulheres em contraposição ao Norte e Nordeste, mostra o estudo.

Reflexos desse retrato da sociedade brasileira podem ser notados também nos volumes aplicados no mercado de renda variável pelos dois sexos. Como não poderia deixar de ser, na bolsa, quando se toma como parâmetro o volume de investimento, a predominância ainda é masculina.

Dos R$ 90,82 bilhões aportados em ações por pessoas físicas, até setembro passado, quase 79% vieram dos homens, enquanto que o restante, 21% do total, é proveniente de aplicações das mulheres no acumulado dos últimos oito anos.

No auge da carreira profissional, a fatia de mulheres com idade entre 26 e 35 anos é maioria, representando quase 25% do total do número de investidoras. A mesma faixa de idade também é a maior fatia no universo masculino, sendo 29% do total.

Em relação aos bilhões aplicados em renda variável, a faixa de idade com aportes mais polpudos fica acima dos 66 anos, tanto para as mulheres como os homens.

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