Qual o melhor período para o início do investimento em renda variável?

Adriana Aguilar      05/10/2009

As oscilações (sobe e desce) dos preços das ações na bolsa ocorrerão muitas vezes, seja por fatores internos ou externos. É importante que o investidor esteja preparado para isso. A entrada lenta e constante na bolsa em qualquer mês ou ano e, da mesma maneira, a saída devagar do investidor é uma estratégia de investimentos em renda variável apropriada às pessoas físicas que não estão munidas de análises sobre o cenário econômico do país e do mundo.

O consultor de investimentos do Instituto de Educação Financeira (IEF), Jurandir Sell Macedo, sugere que a aplicação em renda variável seja feita mensalmente por um longo prazo e, mais tarde, retirada lentamente, também em parcelas mensais.

Em um estudo realizado, Macedo verificou que o investimento constante em ações, com uma retirada diluída no tempo, mostrou-se mais rentável, além de menos volátil. O retorno foi maior do que na hipótese de retirar todo o capital em um único mês. “O preço perdido em uma fase de crise, em algum momento será recuperado por outra fase de crescimento”, explica.

Na média, a rentabilidade dos investimentos mensais feitos na bolsa, por um longo período, tende a ser positiva com o passar dos anos. A aplicação constante em ações, por mais de 10 anos, é considerada de baixo risco por alguns profissionais.

A simulação feita pela corretora Geração Futuro (veja tabela abaixo) mostra três perfis de pequenos investidores: aquele que aplica R$ 100,00 todo mês, outro que coloca R$ 500,00 mensalmente e, por fim, o investidor que consegue reservar a quantia maior de R$ 945,00 para aplicar em ações em cada mês.

Ao longo de 12 anos, a simulação apresenta o montante acumulado em três tipos de produtos: caderneta de poupança, em algum fundo indexado ao índice Ibovespa e em um fundo de ações ativo (Geração Futuro FIA). O período, para o cálculo da simulação, teve início em 18 de junho de 1997 até 1 de outubro de 2009.

Nota-se, no quadro abaixo, que o fundo de ações ativo acumulou mais do que o dobro da quantia presente no fundo de ações, atrelado ao Ibovespa.
gerafuturo

 

Envie por e-mail

 

Deixe um comentário