Corretoras indicam ações para julho/2014

Adriana Aguilar      09/07/2014



 

 

Quase 25 milhões de trabalhadores estão sem cobertura da Previdência Social

Adriana Aguilar      16/06/2014

De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de cada 10 trabalhadores, aproximadamente 7 eram segurados da Previdência Social brasileira por contribuírem mensalmente para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ou seja, aproximadamente 61,81 milhões de pessoas, entre 16 de 59 anos, têm cobertura previdenciária, enquanto outros 24,81 milhões, na mesma faixa etária, não contam com a cobertura.

A pesquisa do PNAD considerou o total de 86,62 milhões de pessoas que se declararam ocupadas, com idade entre 16 e 59 anos, em 2012. O número de R$ 24,81 milhões de brasileiros não segurados da Previdência Social sinaliza um problema grave, pois é uma fatia representativa dos trabalhadores do País que não está protegida pela cobertura de seguros em caso de doença, acidente, morte, gravidez.

A Previdência Social brasileira é considerada a maior seguradora pública do mundo por disponibilizar os seguros, em caso de doença, acidente, prisão, morte, gravidez. Um dos mais acessados é o auxílio doença, que garante ao trabalhador a renda enquanto ele se recupera de enfermidades.

As coberturas dos seguros são gratuitas para os contribuintes do INSS. A contratação desses seguros, em instituições privadas, para a cobertura de doenças, acidentes, prisão, morte, gravidez, somaria uma conta alta para o bolso de cada um deles.

Quem não contribui para a previdência, também não poderá receber o benefício quando não tiver mais capacidade de trabalhar. O benefício da Previdência Social pode não ser suficiente para todas as despesas de um aposentado, mas é importante para a subsistência, como alimentação e vestuário, da pessoa.

A 20ª edição do Anuário Estatístico da Previdência Social, divulgado pelo Ministério da Previdência Social, mostra que 66,5% dos trabalhadores empregados, que mantêm contribuições regulares à Previdência Social têm renda de até 2 salários mínimos. Contribuintes com renda superior a 5 salários mínimos somam 8% do total de trabalhadores, entre segurados empregados e filiados à Previdência.

A 20ª versão foi divulgada em 2013, com o balanço do ano de 2012. O documento da Previdência Social apresenta dados estatísticos e informações conceituais sobre contribuintes, benefícios, serviços, acidentes de trabalho, acordos internacionais, previdência complementar, previdência do servidor público, beneficiários, entre outros temas.

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Corretoras indicam ações para junho/2014

Adriana Aguilar      11/06/2014



 

 

Dívidas atrasadas aumentam em 2014

Adriana Aguilar      10/06/2014


O número de pessoas inadimplentes é o maior já registrado nos últimos dois anos. A estimativa é de que 55,04 milhões de contribuintes – cada um com Cadastro de Pessoa Física (CPF) registrado na Receita Federal –, estavam listados em serviços de proteção ao crédito até o fim de maio de 2014.

O avanço da inadimplência tem sido influenciada, principalmente, pela elevação da inflação, pelo crescimento moderado da massa salarial e pela desaceleração da atividade econômica como um todo”, afirma o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior

Os atrasos com contas bancárias e contas relativas à “comunicação” (contas de internet, TV a cabo e telefone), respondem por mais de 50% das dívidas em atraso, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil).

A base de dados do SPC Brasil tem abrangência nacional, com informações de capitais e interior dos 26 estados do País, além do Distrito Federal. Existem outros serviços de proteção ao crédito, cujos dados não são considerados neste levantamento. O indicador mostra a variação mês a mês do número de pessoas físicas registradas na base do SPC Brasil. Cada pessoa física inadimplente é contada apenas uma vez, independente do número de dívidas que tenha em atraso.

O cartão de crédito, usado sem controle por parte do consumidor, tem contribuído bastante para o aumento da inadimplência das famílias.

Um estudo feito pelo portal ‘Meu Bolso Feliz’ – iniciativa de educação financeira do SPC Brasil – mostra que mais da metade (57%) dos consumidores entrevistados já usou ou tem o hábito de usar o crédito rotativo, quando é possível pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão.

Um agravante é que a maioria dos consumidores (77%) reconhece não ter conhecimento do valor dos juros cobrados nesse tipo de operação. A taxa média do juro cobrado nessas operações gira em torno de 200% ao ano. É uma das maiores do mundo!

O SPC Brasil, em parceria com o portal ‘Meu Bolso Feliz’, ouviu 694 consumidores de todas as classes econômicas nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,8 pontos percentuais para um intervalo de 95% de confiabilidade.

A maioria dos entrevistados (61%) admite que no momento de parcelar uma compra, o que mais pesa é se o valor de cada prestação cabe no bolso e não se os juros embutidos impactam no valor final do produto.

Quase um terço (32%) dos consumidores têm, atualmente, quatro ou mais compras parceladas no cartão de crédito e 22% dos entrevistados afirmam possuir três ou mais cartões, incluindo cartões de loja, chamados ‘private label’.

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Protestos, jogos e feriados… Prejuízo para a economia vai ultrapassar os R$ 45,5 bilhões

Adriana Aguilar      27/05/2014

Em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações, grandes vias públicas foram interditadas por conta dos protestos, a população evitou se deslocar até shopping centers ou grandes magazines localizados em regiões de fluxo, preferindo postergar as compras. Houve quem optasse por comprar os produtos em estabelecimentos menores e mais próximos de suas casas. O indicador de vendas, em junho de 2013, apontou o pior resultado para esse mês (junho) de toda a série histórica da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Em 2014, o total do prejuízo esperado para junho, somado às perdas ocasionadas pelos feriados nacionais e estaduais (calculadas em R$ 45,5 bilhões pela Firjan), terá um valor mais vultoso.

“Muitos lojistas tiveram perdas com as depredações e outros tiveram que fechar as portas mais cedo por conta dos tumultos”, afirma o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior.

Uma pesquisa sobre os empresários e a Copa do Mundo, encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela CNDL, aponta que 47% dos comerciantes acreditam que o comércio registrará perdas de faturamento por conta das manifestações de rua. Para os entrevistados, o consumidor vai evitar frequentar locais públicos (55% das respostas) e o estabelecimento ficará mais tempo fechado diante dos riscos de violência, saques e depredações do estabelecimento (45%). Os impactos negativos sobre as vendas seriam fortes.

A pesquisa ouviu 600 proprietários e gestores de empresas cujos segmentos de atuação têm relação direta com o evento nas sete cidades-sede que mais receberão partidas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza).

É bom lembrar que os feriados já originam pontos facultativos ou a prática de “enforcamentos”. A paralisação excessiva da atividade econômica, gerada pelos feriados, será maior em 2014, quando 30 dos 44 feriados estaduais cairão em dias úteis, seis a mais do que em 2013.

As perdas ocasionadas pelos feriados nacionais e estaduais à indústria brasileira são estimadas em R$ 45,5 bilhões em 2014, valor 2,8% maior do que o prejuízo calculado para 2013. Os dados fazem parte do estudo “O custo econômico dos feriados”, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro deste ano. A metodologia do estudo considera o Produto Interno Bruto Industrial diário como o valor máximo que poderia ser perdido pela indústria com um dia paralisado. O cálculo inclui 8 feriados nacionais e 30 estaduais que cairão em dias úteis.

Como o estudo foi divulgado em fevereiro de 2014, não levou em conta as paralisações nos meses posteriores – seja de motoristas de ônibus, professores, policiais, estudantes, entre outras – em andamento pelo País. Também não considerou os dias decretados como facultativos em algumas cidades, em decorrência dos jogos da Copa.

Do final de março até 26 de maio, a ferramenta Protestômetro, criada pela Folha de S Paulo, registrou 308 protestos em diferentes cidades do País. Somente em São Paulo, foram 78 manifestações no período, seguido pelo Rio, com 61 manifestações. Os demais protestos ocorreram em diferentes cidades: Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília. Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Campinas.

O monitoramento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) mostra que ainda haverá umas 70 manifestações, convocada pelas redes sociais, até a abertura da Copa, em 12 de junho, em diferentes cidades do País, sendo a maior delas em São Paulo. O Governo montou às pressas uma operação para monitorar a internet e acompanhar, por meio do facebook, twitter, instagram e whatsApp, a movimentação antecipada dos manifestantes, como roteiro e o tamanho dos protestos, infiltrações de grupos políticos e até supostos financiamento dos eventos.

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