Taxa de juro cai quase 20% em uma década

Adriana Aguilar      15/08/2014

Em uma década, a taxa de juro para pessoa física passou de 62,4% ao ano, calculada em junho de 2004, para 43,0% ao ano, em junho de 2014. A redução do juro, em 10 anos, atingiu 19,4%. O levantamento foi feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

“Só não está mais baixa porque, a partir de abril de 2014, o Banco Central iniciou a elevação da taxa básica de juro (Selic) por conta da piora do cenário econômico (inflação mais elevada, juros maiores e crescimento econômico baixo). Devido ao maior risco de inadimplência, a taxa de juro para pessoa física está subindo acima da Selic”, explica o vice presidente da Anefac, Miguel Ribeiro Oliveira. “Ainda há um enorme espaço para novas reduções, quando melhorar a situação econômica”, completa.

O fato é que a taxa de juro vem caindo de forma consistente, ainda que lentamente, ao longo dos 10 anos. Segundo o vice-presidente da Anefac, a taxa de juro menor praticada em alguns segmentos, como crédito consignado, crédito imobiliário e financiamento de veículos, forçaram para baixo a taxa média de juros para a pessoa física.

Já para as empresas, a taxa de juro passou de 29,7% em junho de 2004 para 22,6% em junho de 2014. Em uma década, a queda foi de 7,1% na taxa de juro para a pessoa jurídica.

“Parece pouco esta queda de 7,1%. De fato até é. Mas, melhoramos muito nos últimos anos. A queda só não foi maior porque, do ano passado para cá, com o aumento da Selic, as taxas de juros voltaram a ser elevadas”, diz Oliveira.

O levantamento feito pela Anefac mostra que os bancos vêm repassando quedas nas taxas de juros das operações de crédito em patamares superiores à queda do custo de sua captação que foi de 1% na pessoa jurídica e 13,7% , na pessoa física.

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Adriana Aguilar      09/07/2014



 

 

Quase 25 milhões de trabalhadores estão sem cobertura da Previdência Social

Adriana Aguilar      16/06/2014

De acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de cada 10 trabalhadores, aproximadamente 7 eram segurados da Previdência Social brasileira por contribuírem mensalmente para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ou seja, aproximadamente 61,81 milhões de pessoas, entre 16 de 59 anos, têm cobertura previdenciária, enquanto outros 24,81 milhões, na mesma faixa etária, não contam com a cobertura.

A pesquisa do PNAD considerou o total de 86,62 milhões de pessoas que se declararam ocupadas, com idade entre 16 e 59 anos, em 2012. O número de R$ 24,81 milhões de brasileiros não segurados da Previdência Social sinaliza um problema grave, pois é uma fatia representativa dos trabalhadores do País que não está protegida pela cobertura de seguros em caso de doença, acidente, morte, gravidez.

A Previdência Social brasileira é considerada a maior seguradora pública do mundo por disponibilizar os seguros, em caso de doença, acidente, prisão, morte, gravidez. Um dos mais acessados é o auxílio doença, que garante ao trabalhador a renda enquanto ele se recupera de enfermidades.

As coberturas dos seguros são gratuitas para os contribuintes do INSS. A contratação desses seguros, em instituições privadas, para a cobertura de doenças, acidentes, prisão, morte, gravidez, somaria uma conta alta para o bolso de cada um deles.

Quem não contribui para a previdência, também não poderá receber o benefício quando não tiver mais capacidade de trabalhar. O benefício da Previdência Social pode não ser suficiente para todas as despesas de um aposentado, mas é importante para a subsistência, como alimentação e vestuário, da pessoa.

A 20ª edição do Anuário Estatístico da Previdência Social, divulgado pelo Ministério da Previdência Social, mostra que 66,5% dos trabalhadores empregados, que mantêm contribuições regulares à Previdência Social têm renda de até 2 salários mínimos. Contribuintes com renda superior a 5 salários mínimos somam 8% do total de trabalhadores, entre segurados empregados e filiados à Previdência.

A 20ª versão foi divulgada em 2013, com o balanço do ano de 2012. O documento da Previdência Social apresenta dados estatísticos e informações conceituais sobre contribuintes, benefícios, serviços, acidentes de trabalho, acordos internacionais, previdência complementar, previdência do servidor público, beneficiários, entre outros temas.

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Adriana Aguilar      11/06/2014



 

 

Dívidas atrasadas aumentam em 2014

Adriana Aguilar      10/06/2014


O número de pessoas inadimplentes é o maior já registrado nos últimos dois anos. A estimativa é de que 55,04 milhões de contribuintes – cada um com Cadastro de Pessoa Física (CPF) registrado na Receita Federal –, estavam listados em serviços de proteção ao crédito até o fim de maio de 2014.

O avanço da inadimplência tem sido influenciada, principalmente, pela elevação da inflação, pelo crescimento moderado da massa salarial e pela desaceleração da atividade econômica como um todo”, afirma o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior

Os atrasos com contas bancárias e contas relativas à “comunicação” (contas de internet, TV a cabo e telefone), respondem por mais de 50% das dívidas em atraso, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil).

A base de dados do SPC Brasil tem abrangência nacional, com informações de capitais e interior dos 26 estados do País, além do Distrito Federal. Existem outros serviços de proteção ao crédito, cujos dados não são considerados neste levantamento. O indicador mostra a variação mês a mês do número de pessoas físicas registradas na base do SPC Brasil. Cada pessoa física inadimplente é contada apenas uma vez, independente do número de dívidas que tenha em atraso.

O cartão de crédito, usado sem controle por parte do consumidor, tem contribuído bastante para o aumento da inadimplência das famílias.

Um estudo feito pelo portal ‘Meu Bolso Feliz’ – iniciativa de educação financeira do SPC Brasil – mostra que mais da metade (57%) dos consumidores entrevistados já usou ou tem o hábito de usar o crédito rotativo, quando é possível pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão.

Um agravante é que a maioria dos consumidores (77%) reconhece não ter conhecimento do valor dos juros cobrados nesse tipo de operação. A taxa média do juro cobrado nessas operações gira em torno de 200% ao ano. É uma das maiores do mundo!

O SPC Brasil, em parceria com o portal ‘Meu Bolso Feliz’, ouviu 694 consumidores de todas as classes econômicas nas 27 capitais. A margem de erro é de no máximo 3,8 pontos percentuais para um intervalo de 95% de confiabilidade.

A maioria dos entrevistados (61%) admite que no momento de parcelar uma compra, o que mais pesa é se o valor de cada prestação cabe no bolso e não se os juros embutidos impactam no valor final do produto.

Quase um terço (32%) dos consumidores têm, atualmente, quatro ou mais compras parceladas no cartão de crédito e 22% dos entrevistados afirmam possuir três ou mais cartões, incluindo cartões de loja, chamados ‘private label’.

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